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Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A DERROCADA DA VENEZUELA ARRASTA CUBA A UM NOVO PERÍODO DE CRISE... EUA A SALVAÇÃO!


Todo dia novas vítimas dos baixos preços do petróleo aparecem, exibindo os patentes sinais da sua aflição. Primeiro, foi à Venezuela, que ofereceu um triste espetáculo com a desintegração da sua economia com a queda dos preços do petróleo. Em seguida, foi à Rússia, que está à beira de um desagradável e autodestrutivo desequilíbrio fiscal, caminhado para uma grave crise financeira. Em seguida, um evento mais bizarro, o colapso de um país que é vítima dos preços em queda livre, sem nunca ter sido um grande produtor de petróleo. Cuba é vítima, porque o país vinha sendo mantido pela Venezuela, que está indo à falência.

Os dois primeiros estão passando por situações humilhantes. A Venezuela está forçada a parar de comprar aliados políticos em toda a América Latina para apoiar a sua ideologia populista, o socialismo do século XX. A Rússia, que joga em um grupo muito maior e mais importante, teve que abandonar suas intenções de engolir seus vizinhos. Nenhum deles, no entanto, sofreu uma desonrosa humilhação como a de Cuba, que foi forçada a infligir a si mesma, a aproximação do país de Fidel e Raul Castro com o chamado "Império Capitalista", que eles juraram lutar contra, sem dar trégua, até vê-lo sucumbir, até a sua morte. Aproximar-se dos Estados Unidos e humildemente pedir para ser autorizada a entrar na esfera da influência econômica americana, abrindo-se a investidores americanos, pedindo para ser autorizada a vender seus produtos nos mercados norte-americanos, pedindo para ser autorizada a receber mais remessas de dólares enviados pelos cubanos que vivem nos Estados Unidos para suas famílias em Cuba e implorando pelo fim do embargo, isso é muita humilhação.

A queda drástica nos preços do petróleo foi o necessário para empurrar Cuba em direção ao capitalismo, para acabar com toda sua retórica de guerra de classe e da necessidade de revoluções sangrentas. Isto não é surpreendente. Não é a primeira vez que Cuba se encontra desamparada, à procura de algum subsídio de outro país, porque não pode subsistir com seus próprios meios. Fidel Castro e o Partido Comunista destruíram a economia cubana logo depois que realizaram a revolução em 1950. Desde então, Cuba tem necessidade patrocinadores.

Isto não parecia ser um problema naquele momento, porque para a União Soviética era mais do que um prazer, se oferecer para ajudar na sobrevivência da ilha carente, em troca de cinco vantagens que Castro poderia oferecer: a presença militar soviética a 240 milhas da Costa Leste americana; A disposição de Castro de atuar como um aliado militar, e em nome da União Soviética, enviar seu exército e mercenários para lugares distantes como Angola; uma base física para ameaçar os Estados Unidos na América Latina; o carisma e a retórica de Castro e a admiração dos povos latinos por seus revolucionários; e, por apenas um curto período de tempo, uma plataforma para lançar mísseis nucleares contra os Estados Unidos.

Desta forma, a ilha sobreviveu durante algumas décadas, porque a União Soviética passou a subsidiar com petróleo barato, que boa parte era vendida por Cuba nos mercados internacionais, retendo o lucro, e com dinheiro.

No entanto, no início de 1990 a União Soviética acabou e seus herdeiros recusaram-se continuar a pagar para a manutenção de Cuba. A magnitude do desastre pode ser apreciada, pela queda da economia cubana, estima-se que o Produto Interno Bruto do país per capita caiu em 36% entre 1989 e 1993. Os Castros forçaram os cubanos, para ajustar a economia, a apertarem ainda mais os cintos já apertados. Para forçar os cubanos a um ajuste tão drástico, Fidel Castro agravou drasticamente a repressão.

Cuba claudicou por alguns anos, sobrevivendo com alguma ajuda de amigos europeus. Em seguida, a sorte favoreceu Cuba na figura de Hugo Chávez, que queria fazer uma revolução na Venezuela. Cuba tinha uma vantagem importante e decisiva para ele, através dos anos de servidão Soviética, os cubanos tinham aprendido algumas técnicas que ele poderia usar: as habilidades consideráveis ​​para espionar, desinformar e conspirar que tinham adquirido da KGB; o seu conhecimento dos ambientes políticos e militares na América Latina; suas conexões com os revolucionários nesses países; a sua capacidade de se envolver nos projetos sócio-políticos da região, através de assistentes sociais e conselheiros políticos; e suas habilidades políticas consideráveis. Ou seja, o Partido Comunista de Cuba tornara-se um empreiteiro revolucionário de alta potência, com um território estrategicamente localizado e todas as vantagens que um regime autoritário pode proporcionar.

Chávez fechou um acordo com os comunistas cubanos. Em troca de um enorme subsídio anual, os cubanos preparariam para a Venezuela um projeto completo das ações revolucionárias e estratégicas.

Os valores precisos que a Venezuela transferiu para Cuba, ao longo dos anos, não são conhecidos atualmente. De acordo com Carmelo Mesa-Lago, um eminente professor da Universidade de Pittsburgh, durante os anos de expansão da produção de petróleo venezuelana, a Venezuela teria abastecido com até US$ 9,4 bilhões, por ano, a economia cubana. Fê-lo através de diversos canais, incluindo a venda de petróleo a preços altamente subsidiados, a provisão de fundos para projetos de investimento específicos e a contratação de centenas de profissionais de saúde, segurança e outras especialidades que trabalham até hoje na Venezuela.

Assim, a Venezuela deu emprego a pessoas que estariam desempregadas em Cuba. Uma vez que os trabalhadores recebem apenas uma pequena fração das grandes somas que a Venezuela paga por eles (US $ 5,6 bilhões por ano), a Venezuela também transfere dinheiro diretamente para o governo cubano. Além disso, a utilidade dos trabalhadores Cubanos é duvidosa. A ideia era usar esses médicos num projeto de medicina familiar denominado ‘Barrio Adentro’, (chamado livremente pelos venezuelanos de ‘bairros’) mas, o projeto está falindo. Informações de dezembro de 2014 estimavam que 80% das clínicas ‘Barrio Adentro’ foram abandonadas.

Mas os cubanos fizeram muitas outras coisas para Chávez, apoiando todas as suas iniciativas em fóruns internacionais e elogiando-o em todas as ocasiões disponível. Na verdade, Chávez tinha comprado todo o país, que trabalhava para ele.

Com o tempo, no entanto, algo de extraordinário, embora previsível, aconteceu. Para tirar proveito de suas habilidades, Chávez permitiu que os cubanos penetrassem profundamente nos círculos mais íntimos do poder na Venezuela. Este foi um movimento perigoso. Após a morte de Chávez tornou-se evidente que o poder efetivo da Venezuela havia sido transferido para Cuba. Foi lá onde as principais decisões foram tomadas. A presença política cubana na Venezuela tornou-se avassaladora. Cuba se tornou a liderança parasitária da Venezuela, utilizando o seu poder político e ideológico para extrair recursos de seu hospedeiro.

A Venezuela passou a sustentar Cuba, mas à falência venezuelana, está deixando Cuba impotente e arruinada novamente. A retirada do apoio da Venezuela irá forçar novo ajuste na renda per capita, pelo menos, tão grave como o dos anos 90.

Hoje, com as mudanças políticas que estão acontecendo na América Latina, Argentina e Brasil caminhando em direção à direita, Evo Morales ariscado a não poder continuar no poder. Cuba não pode contar mais com o auxílio financeiro desses países para manter sua utopia comunista.

Assim, de forma realista, para enfrentar a fome que se anuncia, Cuba terá que encontrar outra saída. Entrar no campo econômico americano é a única opção dos cubanos. Renovar as relações diplomáticas foi o primeiro passo para entrar neste novo caminho.

Os Estados Unidos, no entanto, não irá fornecer o apoio que Cuba tem obtido de outros países. As habilidades que Cuba desenvolveu, servem apenas para países que querem fazer revoluções, Na verdade, Cuba não tem nada para oferecer aos Estados Unidos. Para sobreviver, Cuba terá que fazer algo que o Partido Comunista, como todos os parasitas, não gostam de fazer, trabalhar, produzir algo. Para fazer isso, Cuba terá de reformar o seu sistema político. Como a Rússia, a China, o Vietnã e tantos outros países ex-comunistas, Cuba vai ter que engolir seu orgulho e reintroduzir o capitalismo. A reconciliação com os Estados Unidos é parte deste processo, que já começou.

A decisão de Cuba é um passo irreversível em sua história. Não será capaz de voltar ao seu papel de contratada parasitária de revoluções. Claro, agora não há nenhum país que iria levá-la como professora ou administradora de métodos repressivos e de ações efervescentes antiamericanas. Todos os seus potenciais clientes - como Kirchner na Argentina, Dilma no Brasil, Morales na Bolívia, Correa no Equador, Ortega na Nicarágua - estão fora do poder, falidos ou em processo de assim se tornar. Todos eles dependem de exportações de petróleo e de commodities, e estão lutando para adaptar as suas economias, cada vez mais fracas, a um novo mundo de preços baixos de commodities.

Mas, mais fundamentalmente, os líderes cubanos perderam o gramou de revolucionários, irremediavelmente, porque eles deram às mãos a violência, a tortura e a opressão, para eliminar os inimigos que eles tinham que matar para garantir o progresso das massas em direção ao paraíso comunista.

Eles basearam suas ações em plantar o ódio contra os Estados Unidos e o capitalismo, para eles a encarnação do mal. Eles previram e apregoaram a queda do capitalismo inúmeras vezes ao longo de décadas. Eles persuadiram movimentos de esquerda em toda a América Latina a rejeitar a formação de blocos comerciais com os Estados Unidos, dizendo que a formação desses blocos consolidaria o ‘Império Capitalista’.

Agora, como podem dizer a essas mesmas pessoas que o capitalismo e os Estados Unidos não caíram e, em vez disso, aconteceu o colapso e o fim da União Soviética e de todos os países comunistas, com exceção de Cuba e da Coréia do Norte na década de 1990, e agora Cuba se aproxima do colapso também? Como explicar que todas as coisas que eles disseram sobre o venturoso caminho do comunismo para o futuro, não aconteceram e, possivelmente, jamais acontecerão?  O que dizer do fim da União Soviética, motor do comunismo mundial, da situação tétrica da Venezuela de Chávez e Maduro? Pior ainda, como eles vão dizer, a seus clientes revolucionários, que não só o ‘Império Capitalista’ não caiu, mas que Cuba quer se juntar a ele, embora ela não esteja usando o termo ‘Império’ desta vez?

Assim, a renovação das relações diplomáticas com os Estados Unidos e o simples fato de que ele está estudando o fim do embargo a Cuba, colabora para o fim do carisma revolucionário cubano. Com seu carisma revolucionário desaparecendo, Cuba está perdendo a vantagem que tinha que ser gerente parasitária de Movimentos Revolucionários Comunistas.

Com o tempo, os clientes revolucionários de Cuba e seus movimentos estão desaparecendo. Cuba já não tem um país para sustentá-la e ajudá-la em suas lutas diárias para sobreviver. Eles já não são mais o símbolo da resistência comunista vitoriosa. Cuba não tem nem uma ideologia para lhe escorar. Hoje os líderes revolucionários cubanos, têm apenas o gosto amargo na boca, que lhes foi deixado por uma ideologia fracassada e perdedora.

É adequado lembrar que isso que está acontecendo, é a conclusão de um processo que começou no final de 1980, com o declínio e queda da União Soviética, e que já deveria ter terminado há muito tempo, não fosse a intervenção de Hugo Chávez. Cuba comunista pertencia ao antigo século XX, século das guerras de classes e de caudilhos revolucionários extravagantes prometendo liberdade e progresso, e causando repressão e morte. Esse século tinha que terminar, esse ciclo tinha que se fechar, e se fechou.

Espero seja o fim de uma era decadente da América Latina, que os novos caminhos que estão se abrindo, com o fim do comunismo e da má gestão econômica desses caudilhos bolivarianos, possa trazer o desenvolvimento e a liberdade. 

Na verdade, o sofrido povo cubano é que será beneficiado pela aproximação de Cuba, pois a maioria da população nos Estados Unidos, que estão longe ou perto da Flórida, não vai sentir qualquer mudança em suas vidas, exceto, talvez, experimentando o prazer de legalmente fumar um charuto cubano.

Eduardo G. Souza

Fontes:

Brouwer, Steve. Revolutionary Doctors: How Venezuela and Cuba Are Changing the World's Conception of Health Care.
Cooke, Julia. The Other Side of Paradise: Life in the New Cuba
Frank’s, Marc. Cuban Revelations: Behind the Scenes in Havana.
Loss, Jacqueline. Dreaming in Russian: The Cuban Soviet Imaginary.
Loss, J., & Prieto, J. Caviar with Rum - Cuba-USSR and the Post-Soviet Experience.
Mesa-Lago, Carmelo. Cuba Under Castro: Assessing the Reforms.
Mesa-Lago, Carmelo. Cuba en la Era de Raúl Castro: Reformas Económico-Sociales y sus Efectos.
Mikoyan, Sergo & Savranskaya, Svetlana. The Soviet Cuban Missile Crisis - Castro, Mikoyan, Kennedy, Khrushchev, and the Missiles of November.
Pérez, Louis A. Cuba: Between Reform and Revolution.
Sánchez, Germán. Cuba and Venezuela: An Insight Into Two Revolutions.
Sánchez, Germán. Cuba y Venezuela: Reflexiones y debates.
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O QUE É O PT



Inicialmente é importante lembrar que antes de Cuba e Venezuela, houve no Brasil algumas tentativas de implantação de um regime comunista.

Mas, do final dos anos 70 até o início de 2000, o Brasil representou o maior sonho da esquerda, especialmente da esquerda marxista, era a grande possibilidade de ocorrer a maior revolução comunista sul-americana do século XX. Ao contrário dos guerrilheiros de Fidel Castro, que haviam tomado o poder em Cuba e, eventualmente, estabelecido um regime comunista, e diferente do carismático Hugo Chávez, que liderou um movimento populista de esquerda na Venezuela, o movimento político de esquerda do Brasil foi originado nas organizações sindicais, sob a bandeira das lutas da classe trabalhadora por uma vida melhor. As organizações do trabalhismo brasileiro e dos movimentos socialistas apareceram no final do século XX, e para avançar eles estavam seguindo o script marxista clássico. Primeiro, durante a década de 1970, os metalúrgicos do ABC realizaram várias greves, que sob a camuflagem da luta sindical por melhores salários, ocultavam seu verdadeiro papel de combater o governo militar. Então, em 1983, os trabalhadores organizaram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que se tornou a principal convergência das organizações de trabalhadores no país, tentando organizar um proletariado indisciplinado. Os sindicatos dos trabalhadores das indústrias, dos serviços e dos funcionários do governo se filiaram à CUT, fortalecendo o movimento sindical. A CUT e à esquerda cristã (teologia da libertação), usaram os seus recursos para em 1984 organizar o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), cuja bandeira era a redistribuição da terra, através de uma reforma agrária, mas muitos que participaram dessa organização nada tinham a ver com o movimento agrário.

Em 1980, o movimento sindical, intelectuais radicais de esquerda, pequenos partidos políticos de extrema-esquerda, e as comunidades de base cristãs inspiradas na Teologia da Libertação fundaram o Partido dos Trabalhadores (PT). O Partido dos Trabalhadores nasceu inspirado pelo socialismo, mesmo havendo várias correntes políticas e visões amplamente diferentes, isso significava que ideias e interesses diferentes, que iam da proposta de uma grande reforma social e da regulação da sociedade, de programas redistributivos de renda para ajudar os pobres, a proposta de uma revolução política e social para derrubar o capitalismo e criar uma sociedade comunista. Como ele nasceu sem objetivos e ideias convergentes, borbulhavam as discussões internas e os debates, enquanto se desenvolvia um processo constante de interação dos sindicatos com os grupos comunitários. O que parecia um movimento amplo e democrático foi aos poucos se transformando em um movimento radical. Os trabalhadores que estavam esperando uma alternativa ao egoísmo patronal, aqueles que sofriam com a burocracia autoritária do governo, e os que não aceitavam austeridade da socialdemocracia, foram envolvidos pelas ostensivas propostas populistas características dos caudilhos e de um reformismo tipicamente contemporâneo do comunismo.

Em 1989, a PT apresentou como seu candidato à presidência Luiz Inácio da Silva, mais conhecido por seu apelido Lula, o principal líder dos metalúrgicos. Lula aparecia como um Eugene Victor Gene Debs, que foi um líder sindical americano, um dos membros fundadores da Industrial Workers of the World, e cinco vezes candidato pelo Partido Socialista Americano a Presidente dos Estados Unidos. Lula era o Debs brasileiro, um líder operário que iria unir o movimento operário brasileiro, em um partido operário, e que pretendia colocar o socialismo na ordem do dia do maior país da América Latina. Durante a década de 90 o PT desenvolveu modelos de governos democráticos e participativos, o exemplo mais famoso foi o de Porto Alegre, o partido implantou o modelo de orçamento participativo em outras cidades. Dentro do PT uma variedade de organizações socialistas revolucionárias estava ativa, entre elas a Democracia Socialista da Quarta Internacional, que acreditava que o PT tinha o potencial de se transformar em um partido socialista revolucionário. O Brasil era um sonho marxista. E, como se viu, foi. Parecia bom demais para ser verdade.

Lula fez campanha para a presidência em 1989, 1994 e 1998, e, finalmente, foi eleito em 2002, tornou-se presidente com 61,3 por cento dos votos. Mas, durante esse primeiro mandato, em vez de conduzir a classe trabalhadora para uma luta operária contra os capitalistas e os políticos de direita do país, como muitos esperavam, ele os abraçou e uniu-se com eles.
Surpreendendo muitos dos seus apoiadores e membros do Partido dos Trabalhadores, Lula continuou muita das políticas neoliberais de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Assim as privatizações e desregulamentações continuaram. Lula virou as costas para a reforma agrária, e fortaleceu os grandes produtores rurais e a agricultura em grande escala. Ao mesmo tempo, no entanto, manteve benefícios sociais implantados por FHC, como o ‘Bolsa Escola’, um subsídio da educação que provia ajudas mensais em dinheiro a famílias pobres cujos filhos estavam matriculados na escola. O governo Lula mudou o nome do programa para ‘Bolsa Família’ e ampliou o público alvo rapidamente a partir de 2003, até que cobriu quase toda a população pobre. Como resultado, a taxa de pobreza do país caiu entre 2003 e 2009, de 22 para 10 por cento, tirando muitas pessoas da pobreza e levando poucos deles para a classe trabalhadora. No entanto, ao mesmo tempo em que ele começou a fortalecer os programas sociais que reduziram a taxa de pobreza, durante seu primeiro mandato Lula começou a afastar o partido da esquerda. Como e por que Lula e o PT se afastaram da esquerda radical?

O declínio político do PT e do seguimento de esquerda.

Vamos voltar para o início. O PT como um jovem partido ganhou força e espaço, especialmente entre os setores mais instruídos e bem remunerados da sociedade no sudeste do Brasil, ou seja, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, e no sul, especialmente em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e logo conseguiu eleger prefeitos em várias cidades. Lula que concorreu como candidato do partido para presidente, em 1989, saiu-se excepcionalmente bem na campanha, ganhando 47 por cento dos votos, mas, em seguida, em 1994, Lula foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso, enquanto ao mesmo tempo governadores do PT, senadores, e prefeitos não conseguiram se reeleger em 1992 e 1996. Lula e os seus apoiantes chegaram à conclusão que tinham retrocedido eleitoralmente em relação aos resultados de 1989, e esse retrocesso teria sido resultado do discurso de extrema esquerda adorado pelo partido, pelo que tiveram que se deslocar da esquerda radical para a centro-esquerda. Sua visão foi reforçada pelo sucesso eleitoral de FHC no estabelecimento de políticas neoliberais que, pelo menos no curto prazo, tinham recebido ampla aceitação da maioria da população brasileira e havia comprovado o sucesso do discurso social-democrático.

Embora a ala da esquerda radical do PT obtivesse a maioria no Congresso do partido de 1993 (o oitavo Encontro) e aprovasse um programa de extrema-esquerda, pedindo a luta revolucionária, Lula exerceu sua influência pessoal para ganhar maior autonomia para sua campanha de 1994 - como ele faria novamente em 1998, 2002 e 2006. Sob a influência de Lula o partido moderou sua linguagem política, escondeu os radicais, procurou estreitar as relações com grupos empresariais, e começou a fazer alianças com centrista e até mesmo com os partidos conservadores.

Os programas de combate à pobreza do governo Lula, foram especialmente direcionados para grande parte da população pobre do Nordeste. Em 2002 Lula escolheu José Alencar, um bilionário industrial, como seu companheiro de chapa, enquanto, ao mesmo tempo, o partido abandonou a palavra "socialismo" e adotou o slogan de "Lulinha, Paz e Amor" e "O PT por um Brasil decente". Como presidente, Lula contou com um dos maiores partidos no Congresso Nacional, mas não tinha a minoria, por isso, ele formou alianças com partidos de centro e até de direita e, a fim de consolidar sua coalizão política, ele começou a 'comprar' os representantes de outros partidos, pagando-lhes um subsídio mensal chamado de 'mensalão' como revelado no escândalo de 2005.

Lula e a direção do PT começaram a se tornar mais autônomos, mais fragilmente ligados à sua base social. Embora criado pelos sindicatos, o PT nunca tinha subordinado as organizações sindicais aos laços oficiais, mas Lula subordinou os sindicatos aos interesses do seu governo. A CUT e os sindicatos dos metalúrgicos que tinham levado Lula ao poder, se tornaram mais burocráticos e menos ligados às suas bases sociais, e acabaram cativos políticos do PT, dependendo de verbas governamentais, enquanto muitos de seus líderes se tornaram, ao mesmo tempo, funcionários públicos comissionados ou funcionários do partido e líderes sindicais.

Por outro lado, nomeando "diretores e representantes do governo" nos conselhos dos fundos de pensão, o governo e o PT tinham, à força de suas posições, se tornado grandes jogadores das finanças brasileiras; usando suas forças maquiavélicas pressionaram os fundos a usarem seus recursos financeiros em investimentos duvidosos, de alto risco e claramente podres, para atender interesses escusos do governo, do PT e dos aliados. Hoje os principais fundos de pensão dos trabalhadores: Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa), Petros (Petrobrás), Geap (servidores públicos), Eletros (Eletrobrás), Centrus (Banco Central), Portus (Portobrás), Postalis (Correios), Serpros (Serviço de Processamento de Dados), Real Grandeza (Furnas) e Sistel (Telebrás), e outros cujos nomes indicam a empresa ou setor a partir do qual foram produzidos, devido à crise do Mensalão apresentaram quebras e prejuízos drásticos, ocasionadas por aplicações corruptas feitas em projetos de interesse do governo e, principalmente, nos bancos Rural e BMG, instituições de onde saía o dinheiro que o empresário Marcos Valério distribuía ao PT e aos partidos aliados.

O Governo e o PT utilizaram os fundos de benefício dos trabalhadores, para entrarem nos mercados financeiros comprando papéis de baixo rendimento e de alto risco para atender interesses escusos do governo e do partido.

Os programas de combate à pobreza de Lula, adotados a partir de 2001, tiveram um impacto significativo sobre a pobreza, o resultado foi que, em 2006, as pessoas pobres do Nordeste do Brasil, que formavam a base dos partidos mais conservadores, começaram a votar em Lula, e mais tarde em Dilma Rousseff, uma mudança política de enorme significado. Programas de benesses de Lula mudou a base do partido, dos mais instruídos e mais bem remunerados, grupos historicamente mais politicamente ativos do Sudeste, para as pessoas mais politicamente inativas e muito mais pobres do Nordeste, que vinham historicamente votaram em partidos tradicionais.

O PT de Lula alargou seu poder político com base em uma parceria com o poder financeiro e as grandes empresas, por um lado, e com os pobres, por outro, Lula desenvolveu sua estratégia política, de permanência no poder, formando uma aliança com os banqueiros, industriais e empreiteiras, ao mesmo tempo em que estabeleceu, através do ‘bolsa família’, um forte elo com os pobres.

Lula olvidou a reforma agrária, e negligenciou as comunidades indígenas e tradicionais do campo. Ao mesmo tempo, porém, houve um acréscimo gradual na produção industrial, através de uma duvidosa e arriscada política de incentivos fiscais, o consumo interno de bens e serviços cresceu, mas a exportação de produtos manufaturados permaneceu estancada. O Brasil permaneceu sendo um país exportador de commodities, e o forte de suas exportações continuaram dependentes das indústrias extrativas, como a mineração, madeireira e agricultura, em especial a soja.

Com a aproximação de Lula com a direita, ele foi criticado e desafiado publicamente pelos esquerdistas do PT, em particular os trotskistas da IV Internacional, como também por ex-comunistas e esquerdistas independentes. Estas lutas levaram em dezembro de 2003, com o voto de dois terços da direção nacional (55 dos 84 integrantes), a expulsão da senadora Heloisa Helena (AL) e dos deputados João Batista Oliveira de Araújo (conhecido como Babá) (PA), Luciana Genro (RS) e João Fontes (SE), por indisciplina e infidelidade partidária. Além disso, foi aprovada, por maioria, a proposta do ‘Campo Majoritário’ de total solidariedade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento foi realizado em um luxuoso hotel de Brasília. Ao chegar para o julgamento, Babá disse que a escolha do local simboliza o que aconteceu com o PT após a tomada do governo. E lembrou: “quando fundamos a CUT, em 1983, ficamos acampados no pavilhão da Vera Cruz (antigo estúdio de cinema), em São Bernardo. Dormíamos em colchonetes de três centímetros. Metade da delegação do Pará voltou com pneumonia. Hoje, estamos aqui, nesse templo da burguesia. Poderiam ser mais discretos”, provocou Babá.

As correntes políticas de Babá - ‘Corrente Socialista dos Trabalhadores’, e de Luciana Genro - ‘Movimento Esquerda Socialista’, historicamente oriundas do trotskismo ortodoxo, consideraram-se expulsas do partido e desligaram-se do PT. A situação de Heloísa Helena era mais complicada, ela pertencia à ‘Democracia Socialista’, corrente ligada a um setor mais moderado do trotskismo, relacionada com o antigo Secretariado Unificado da IV Internacional, que já havia decidido continuar no partido. Mesmo assim, alguns militantes da DS, de diversas regiões do país, em solidariedade a Heloísa, também se consideram expulsos e saíram do PT.

Velha Esquerda do Brasil: anarquistas, comunistas, e outros.

Para entender como o PSTU, o PSOL e outros partidos de esquerda nasceram, temos que olhar para a velha esquerda.

Na virada do século XX, o movimento sindical brasileiro, era formado por imigrantes europeus, e foi liderado por anarquistas que realizaram as primeiras greves. O Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi fundado em 1922 por ex-anarquistas sob o impacto da Revolução Russa; foi dirigido durante anos por Luís Carlos Prestes, que tinha liderado um levante revolucionário na década de 1920, que levou o efetivo de 14 mil homens iniciar a longa marcha pelo país denominada de ‘Coluna Prestes’, depois ele se juntou ao PCB. Na década de 1930, os comunistas, ainda liderado por Prestes, se tornaram um típico partido pró-soviético, seguindo todas as orientações da Internacional Comunista e da União Soviética. Mais fragmentado do que os partidos comunistas em outros países, o PCB abandona os trotskistas no final de 1930, bem como outras tendências socialistas revolucionárias décadas depois. Ainda assim, manteve-se o partido de esquerda mais importante do Brasil até 1964.

Com a chegada ao poder do governo populista autoritário de Getúlio Vargas no golpe de 1930, os comunistas foram expulsos para clandestinidade. No entanto, ironicamente, seguindo a linha de frente popular o PCB apoiou Vargas, quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial e enviou tropas para lutar na Europa. Os comunistas cresceram no Brasil, e tiveram alguma influência nos sindicatos durante os anos 40, mas nunca se tornaram a força dominante no trabalho, pois os sindicatos eram controlados pelo Estado. Em seguida, o comunismo entrou em crise na década de 50, depois de Nikita Khrushchev revelou os crimes de Stalin, no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Por todas estas razões, o Partido Comunista nunca se tornou uma grande força na política brasileira, nem os trotskistas ou qualquer outro fragmento da esquerda.

A combinação da queda do comunismo na era Varga, em conjunto com as notícias da Revolução Cubana de 1959 e a ascensão do maoísmo como uma tendência internacional no início de 1960, assim como a revolução militar que ocorreu em 1964, levou à proliferação de pequenas células de esquerda, neocomunistas, castro-guevaristas, trotskistas e maoístas, algumas delas envolvidas no movimento clandestino armado. Dilma Rousseff era membro de um desses grupos clandestinos, a Organização Revolucionária Marxista - Política Operária.

Como vimos, foi nesse caldo heterogêneo que surgiu o PT, se consolidando na união da maioria das principais organizações socialistas brasileiras atuais.

Com as rupturas no PT, quem saiu na frente para a composição de um novo partido foi o PSTU, partido que surgiu a partir da expulsão pelo PT da então corrente interna ‘Convergência Socialista’, ocorrida em 1992. A corrente, estruturada nacionalmente, acabou se unindo a vários grupos socialistas, que também romperam com o PT, na formação de uma 'frente revolucionária', que culminou, em setembro de 1993, na fundação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU.

O PSTU foi fundado na tradição do “trotskismo ortodoxo”, inspirado nas ideias do ativista e pensador argentino, Nahuel Moreno. Internacionalmente, o partido faz parte da Liga Internacional dos Trabalhadores, seção da IV Internacional, fundada pelo próprio Moreno em 1982.

Em janeiro de 2004, no Rio de Janeiro, aconteceu uma reunião que participam a senadora Heloísa Helena, os deputados Luciana Genro, Babá e João Fontes (expulsos do PT por terem se mantido fiéis às bandeiras históricas da classe trabalhadora), representantes de várias correntes políticas, personalidades, lideranças de movimentos sociais e intelectuais. Por não verem alternativa à esquerda, os participantes da reunião aprovaram um documento intitulado - Esquerda Socialista e Democrática – Movimento por um Novo Partido.

O primeiro Encontro Nacional do novo partido ocorreu em junho de 2004. Por votação, o plenário decidiu que o nome da nova agremiação seria Partido Socialismo e Liberdade - PSOL.

Tendo o PSOL se formado a partir de dissidências do PT e do PSTU, acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras. E abrigou diversas correntes de esquerda, muitas delas leninistas, trotskistas, marxistas libertários e eurocomunistas.

Heloísa foi eleita Presidente do partido, mas quando o PSOL apoiou, em 2010, a candidatura de Dilma no segundo turno, ela renunciou e abandonou o partido em protesto.

Dilma era originária do PDT do Rio Grande do Sul, mas, em seguida, juntou-se ao PT e chegou muito próxima de Lula e, finalmente, sua sucessora ‘escolhida a dedo’ por Lula. Quando ela assumiu o cargo em 2011, Dilma continuou a abordagem estratégica de Lula de colaborar com os banqueiros, industriais e empreiteiros, ao mesmo tempo, que procurou expandir ainda mais os programas sociais, procurando manter base social popular do governo. Na década de 2010, ficou claro que o modelo econômico do PT estava correndo sérias dificuldades.

A Crise brasileira – O Modelo Econômico

Sob os governos Lula e Dilma, o modelo econômico do Brasil dependia da exportação crescente de produtos agrícolas, incluindo biocombustíveis; da venda de minerais, principalmente do minério de ferro para a China; do crescimento do mercado consumidor interno, tornado possível pelo credito fácil e pela contenção dos preços dos produtos industrializados, principalmente automóveis, através da concessão de diversos incentivos fiscais e pelo represamento irresponsável das tarifas das empresas controladas pelo governo. O modelo funcionou bem de 2004 até 2010, quando o crescimento médio de 4,5 por cento, possibilitando a expansão industrial e dos programas sociais que estimularam o mercado consumidor. O Brasil superou rapidamente a crise econômica de 2008. Depois de uma recessão em 2009, alcançou uma taxa de crescimento excepcional de 7,5 por cento em 2010. Depois disso, no entanto, a economia começou a declinar, com crescimento de apenas 2,7 por cento em 2011, um mero 0,9 por cento em 2012, e por apenas 2,5 por cento em 2013. Muitos analistas econômicos garantiram que o modelo econômico do PT já estava esgotado. O mercado consumidor do Brasil expandiu-se rapidamente, com consumidores comprando produtos feitos em outros países, o Brasil cunhou um problema na balança de pagamentos, o seu saldo da conta se deteriorou de forma constante desde 2004. O Brasil era então fortemente dependente da expansão econômica chinesa, mas a China parou de investir pesadamente em infraestrutura, como ferrovias e na construção civil, deixando a sua idade do ferro, o que significou que as suas compras de minério de ferro brasileiro caíram. O modelo de desenvolvimento promovido por Lula e Dilma levou a uma economia baseada na mão de obra barata, em vez de bons empregos. Cerca de 94 por cento dos postos de trabalho criados pagavam apenas um salário mínimo por mês. De fato, alguns críticos argumentaram que a queda da produção industrial já era um problema sério.

Surpreendentemente, grandes manifestações varreram o país em junho de 2013, representando uma erupção social como não tinha sido vista em quarenta anos e se constituiu numa rejeição explícita ao governo do Partido dos Trabalhadores, mas ainda mais importante, aos políticos e ao governo em todos os níveis. Os protestos refletiram tanto as crescentes expectativas de desemprego e queda no poder aquisitivo da classe trabalhadora, como a reação das classes média e alta a corrupção e a roubalheira instalada no país. Segundo as agências de pesquisas, cerca de 18,5 milhões de pessoas (de uma população total de 200 milhões) se juntaram as manifestações que ocorreram em 400 cidades e 22 capitais de estado, primeiro contra o aumento das tarifas dos transportes urbanos e, em seguida, contra a corrupção e roubalheira instalada nas empresas estatais e órgãos governamentais, desvendadas pelo ‘mensalão’ e naquela época pela operação ‘lava jato’. Em grande parte compostas de jovens, muitos com uma boa educação, mas sem bons empregos, as manifestações deram expressão às aspirações das pessoas, que giram, principalmente, em torno de transporte público, saúde, educação, habitação e emprego e também o sentimento coletivo de que a sociedade poderia receber melhores serviços, considerando a alta tributação que lhe é imposta. O enorme investimento do governo de Dilma na construção de estádios para a Copa do Mundo, exacerbou o sentimento de frustração daqueles que queriam mais e melhores escolas e hospitais.

Os manifestantes foram inicialmente violentamente reprimidos pelo governo, mas, em seguida, quando se tornou evidente que eles tinham a simpatia do público, o governo rapidamente fez concessões menores, ofereceu promessas de reforma, e em seguida cuidadosamente virou as costas para os descontentes e ignorou as questões que levantaram. As agências de pesquisa constataram que 72 por cento da população aprovou as manifestações e que 89 por cento não tinham fé nos partidos e nos políticos. Os protestos foram seguidos por uma onda de greves envolvendo 3,5 milhões trabalhadores, um levante dos trabalhadores, como não tinha sido visto no país há décadas.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas se juntaram às manifestações para protestar contra a corrupção, a corrupção do governo do PT. Os meios de comunicação, partidos conservadores e grupos de direita se uniram na luta contra a corrupção. E quanto mais se aprofundavam as investigações, a corrupção mais se ligava ao governo do PT e seus aliados políticos. A esquerda tentou negar a sua participação direta nos crimes, mas não foi geralmente bem sucedida. A falta de uma liderança clara nas manifestações proporcionou confrontos cada vez mais violentos entre policiais e anarquistas identificados como o "Black Bloc", fazendo muitos ficarem com medo de participar, levando ao declínio do movimento. Claramente as manifestações de junho foram um processo natural, espontâneo e complexo, com diferentes agendas e grupos políticos, sem que houvesse uma liderança permanente e declarada.

Como a eleição de outubro de 2014 se aproximava, a questão era, onde estavam aqueles que participaram e simpatizavam com esses movimentos?

A morte inesperada de Eduardo Campos levou o Partido Socialista Brasileiro a indicar Marina Silva para substituí-lo. Marina, ex-membro do Partido dos Trabalhadores, foi eleita senadora pelo PT e ministra do Meio Ambiente no governo Lula. Ela havia concorrido à presidência em 2010, alcançando o terceiro lugar, com 19 por cento dos votos (19 milhões de votos). Marina não conseguiu apresentar uma mensagem política clara, por exemplo, a tentativa de ganhar apoio do movimento LGBT sem afrontar os evangélicos, e perdeu a eleição para Dilma e Aécio Neves.

Dilma, apoiada pela organização do PT, usando falsas acusações contra Aécio, como, por exemplo, que ele iria acabar com o ‘bolsa família’, e com os votos do Nordeste, que viviam graças aos programas do governo, derrotou Aécio por uma votação de 51,4 por cento contra 48,5 por cento, uma apertada vitória no segundo turno. Os partidos de esquerda, como PSOL, PDT, PTB, etc., exortaram seus membros a votar contra Aécio, o que significava um voto para Dilma, embora algumas correntes sugerir que os membros da esquerda votassem em branco, pois o PT, não era mais, ou nunca foi, um partido de esquerda.

Durante a campanha Aécio denunciou que o governo do PT gastava muito mais do que arrecadava, gerando um déficit desastroso nas contas públicas. Dilma negou veementemente, mas a verdade é que para garantir as benesses governamentais e não deixar as consequências da temerária gestão econômica ser revelada, Dilma continuou gastando sem controle e sem a devida arrecadação. O rombo nas contas desapareceu maquiado e, com a ajuda do congresso, as despesas foram subcontabilizadas.

A posse do segundo governo de Dilma em 2015 trouxe, na tentativa desesperada de Dilma para tentar reverter a terrível situação em que se encontravam as finanças governamentais, o doutor em economia pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy, então diretor-superintendente de gestão de ativos do Bradesco, para o cargo de Ministro da Fazenda. Levy assumiu o ministério com a proposta de cortes de despesas, diminuição de cargos comissionados, revisão de contratos de prestadores de serviços, redução do número de ministérios, bem como um controle severo do desperdício de dinheiro em áreas não prioritárias. Essas providências seriam associadas à elevação da carga tributária ou a criação de taxações específicas. Como aumentar a carga tributária brasileira? Uma das mais altas do mundo, cerca de 40% do PIB. Países com taxação semelhante oferecem serviços públicos incomparavelmente melhores. No nosso caso, boa parte é consumida para alimentar a própria máquina que nos infelicita.

Lula criticou, criticou, criticou, nos bastidores, a política econômica que Levy tentou implantar para salva a economia nacional. Lula afirmava que a política de Levy afastava Dilma de sua base social, o que era um risco, principalmente em meio a um momento de fragilidade política do governo, em razão do então possível processo de impeachment da presidente Dilma. Ele aconselhou, em várias ocasiões, a presidente a substituir Levy, mas não era só ele, os membros do PT no congresso também se colocaram publicamente contra Levy. Assim a queda de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda foi considerada uma vitória do ex-presidente Lula e de seus seguidores.

Nelson Barbosa assumiu o Ministério da Fazenda, gozando de confiança de Lula, ele era assíduo frequentador do Instituto Lula. Com a posse de Nelson Barbosa todos os esforços de Levy para equilibrar as contas governamentais foram abandonados, e o governo caiu novamente da gastança, sem uma arrecadação que pudesse sustentar as despesas. Com a aprovação do Congresso, várias despesas foram autorizadas, através de créditos suplementares, aumentando o déficit nas contas públicas. O negócio estava tão descontrolado que a presidente autorizou despesas sem os necessários aportes financeiros e autorização do congresso e os bancos estatais cobriram despesas sem a provisão de fundos, caracterizando operações de crédito.

Finalmente, quando a situação da economia atingiu níveis insustentáveis, levando a um índice de próximo a 15% de desemprego, uma inflação se aproximando perigosamente dos 12%, uma dívida interna superior aos 3 trilhões de reais e a externa chegando a 2 bilhões de dólares. O congresso resolveu aceitar o pedido de impeachment da presidente. Passando pela Câmara e chegando ao Senado, finalmente a presidente foi impedida e afastada do governo, dando fim a um período de mais de 12 anos do PT no poder.

Nesse período o PT montou, participou e aceitou o maior esquema de corrupção e roubo do erário já praticado no país. Hoje sabemos que o ‘mensalão’ foi apenas um ensaio para o ‘petrolão’, que conseguiu levar a maior empresa estatal a uma situação quase falimentar. Qualquer pessoa em sã consciência não pode acreditar que uma gangue tomando o poder pudesse organizar um esquema tão corrupto, sem que as lideranças do PT e seus correligionários, pelo menos desconfiassem. Quando os líderes do PT negam conhecimento do que aconteceu, só podemos crer que seja por desfaçatez ou incompetência.

A operação ‘lava jato’ da PF, do ministério público federal e da justiça federal, a cada nova fase deflagrada, trás a luz fatos e dados estarrecedores que desvendam uma rede criminosa montada para financiar partidos, políticos e enriquecer pessoas envolvidas, à custa de desvios e roubos praticados em empresas estatais e órgãos públicos.

O quadro atual sugere uma tendência de que 2014 foi a última eleição presidencial vencida pelo PT, embora tentem falar que Lula voltará a correr em 2018, tudo depende do Juiz Sergio Moro e da Justiça Federal, e pelas últimas decisões do STF, parece que o fim de Lula será mesmo condenado.

Finalmente, hoje o PT é um partido dominado por sindicalistas, movimentos sociais (MST, MSTS, etc.) e outros grupetos, que procuram satisfazer seus mais obscuros desejos. Intelectuais, Movimentos ligados as Igrejas, Esquerdas de verdade, políticos idealistas, etc., que se uniram para fundar o PT, foram expulsos ou aos poucos foram se afastando, e hoje alguns lideram movimentos contra o PT. Na verdade o PT desacreditou a esquerda, o movimento sindical e as organizações sociais. O PT desmoralizou as lutas da classe trabalhadora e o governo, e criou uma maior aceitação do povo as políticas e partidos da direita.

Eduardo G. Souza

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

CONTRA AS RELIGIÕES.



O problema começou lá na pré-história, sem entender a natureza o homem precisava ter alguma forma de explicar os fenômenos físicos e químicos, então ele concebeu uma forma de divindade para explicar o inexplicável.

Essa divindade passou pela adoração dos astros, dos animais, pela filosofia, até chegar às formas modernas de teologia e divindades.

Na história da humanidade o homem sempre usou a divindade para justificar suas ações e erros, em nome desse Deus, que ele criou, o homem matou, destruiu civilizações, matou inocente, até crianças, exterminou povos, sacrificou seres humanos e animais, torturou, perseguiu, ou seja, pintou o DIABO, outra criação sua!

O domínio físico passou para outros piores, psicológico, financeiro, político, moral, comportamental, etc., esse domínio é exercido através da fé dos crédulos e inocentes.

O verdadeiro Deus criador do Universo, não se envolve nos problemas humanos, o homem é livre para tomar suas decisões, a responsabilidade dos seus atos não é de Deus ou do Diabo! O homem é um Ser dotado de Consciência, diferente dos animais que reagem por instintos, e essa Consciência é responsável pelos seus atos e ações.

Outro equívoco das religiões é envolver Deus em seus problemas naturais; sexualidade, riqueza, miséria, política, economia, moral, etc., são problemas do Homem, suas opções sexuais são apenas físicas, não alteram sua espiritualidade, bem como o seu comportamento, carácter e personalidade, Deus não é responsável pelo carácter de nenhum homem, ele age movido por sua consciência, se rouba, mata, mente, etc., é sua inteira responsabilidade, resultado de um carácter mal formado, fruto muitas vezes de uma personalidade doente.

Eu acredito em Deus, mas tenho certeza que ele não se mete em vida material, o que eu faço (acertos ou erros) é inteira responsabilidade minha, não entro nessa de Diabo ou congêneres.

Meu Deus não fica com o dedo em riste punindo ou protegendo, ele não está preocupado como eu levo minha vida, se eu casei, juntei, ou estou no ‘tico-tico-no-fubá’, se eu sigo os padrões e normas sociais ou não, mais sei que, por acreditar nele, devo procurar ser uma boa pessoa, livre dos vícios e de bons costumes, e agir de forma correta, de acordo com os padrões sociais (valores) estabelecidos por minha sociedade.

Meu Deus é inefável, ele não tem forma ou figura, ele não pode ser explicado, nem por palavras, figuras, ou qualquer outra forma, mas eu posso senti-lo quando contemplo o céu, o mar, a natureza, pois ele é tudo, está em tudo, até em mim! Como em todos os Seres e na natureza.

Portanto, religião não salva ninguém, religião é uma criação do homem para atender os seus interesses e justificar seus erros, ela foi criada por alguns espertos que não queriam trabalhar, então criaram a ideia que todos deveriam sustentá-los para eles serem os intercessores com a divindade, e assim tem sido por toda a história, é só estudar. As religiões institucionalizaram os reinos, os impérios, e os governos, dominaram povos e sociedades, controlaram e estabeleceram os padrões das sociedades e povos, transformaram o sexo em coisa suja e criaram padrões para a sexualidade humana. Os seus mentores sempre viveram e vivem a custa dos outros, não trabalham, mas estabelecem valores que devem ser pagos para mantê-los, enriquecem a custa de pessoas que muitas vezes se privam de coisas necessárias para pagar a igreja, vivem negociando a salvação, pois muitos acreditam que podem se salvar comprando sua salvação pagando suas igrejas. Experimente dizer a uma dessas sanguessugas que você não vai dar dinheiro a igreja, mas vai comprar alimentos e distribuir aos pobres!

Por mim as igrejas acabam e todos vão ter que trabalhar para se sustentar, pois meu Deus não precisa de templos, e eu não preciso de igrejas para encontrá-lo e viver com ele, pois ele está dentro de mim e eu amo meu Deus acima de qualquer igreja ou religião!

EU NÃO SOU CONTRA NENHUMA RELIGIÃO EM PARTICULAR... SÓ, NA VERDADE, NÃO PRATICO NENHUMA DELAS! MAS RESPEITO E PROCURO ESTUDAR TODAS, E EXTRAIR O QUE DE MELHOR CADA UMA POSSA OFERECER! 

Não sou dono da verdade, e posso estar totalmente errado! Portanto, aqueles que acreditam e sentem necessidade de uma religião para encontrarem seu Deus, sejam fiéis e bons religiosos, e procurem ser honestos e fazer o bem não importa a quem! 

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Eduardo G. Souza

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APENAS VIVER!



Eu cheguei a uma idade que quero simplesmente viver!

Eu quero sentar perto da janela, quando chover, e a ver as gotas escorrerem pelo vidro e molhar o chão.

Eu quero ler livros sem compromisso, sem que eu tenha de ser testado pelo seu conteúdo.

Eu quero escrever porque eu quero, não porque eu tenha que provar ou ensinar algo a alguém.

Eu quero ouvir os sons do meu corpo! 

Eu quero cair no sono quando a lua esteja alta e acordar, lentamente, quando o sol iluminar o meu rosto, sem lugar para correr e chegar.

Eu não quero ser governado por dinheiro, relógio ou quaisquer das restrições artificiais que a humanidade impõe a si mesma.

Eu só quero ser! Sem limites! E perscrutar o infinito.

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Eduardo G. Souza.
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PORQUE UNIMOS AS MÃOS QUANDO REZAMOS?




Ainda muito pequeno, eu fui ensinado a orar com as mãos postas. Depois pode verificar que não há nenhuma menção bíblica dessa prática (tanto quanto eu sei). Na verdade Deus não se importa com a posição que oramos.

Esse hábito, rezar com as mãos unidas, com os dedos entrelaçados ou não, a frente do coração e comum entre os cristãos.

Nathan Ausubel, em seu livro "Book of Jewish Knowledge - disse que este gesto de oração não é exclusivo dos cristãos. Ele disse que os judeus antes da época de Jesus Cristo, já o praticavam". Ausubel afirma que “Antes do período pós-exílio, quando os judeus oravam, eles uniam suas mãos, e eles observaram esse costume durante vários séculos, mesmo depois de ter sido adotado pelos cristãos".

Raba bar Rav Huna, um judeu da Academia Talmúdica, “homem de verdadeira piedade e modéstia genuína”, que viveu na Babilônia, (segundo Abba ben Joseph, aC. 280-352), costumava rezar com as mãos unidas.

Jesus, sendo judeu, também teria orado com as mãos postas, podemos ver isso representado em várias telas e imagens que retratam Jesus no jardim de Gethsemani neste gesto de oração. Em outras obras de arte, podemos também ver Maria e anjos orando com as mãos juntas também.

No Corão, livro sagrado do Islão, podemos ler: "A primeira parte da oração envolve deliberadamente o afastamento das distrações do mundo. O esplendor de Deus é reconhecido por este afastamento do mundo. Levantando as mãos à altura do ombro, após o desligamento, proclamar que Deus é o mais Elevado. Então, como as mãos são unidas sobre o coração, cantar a oração buscando abrigo de Satanás...”.

Os hindus e budistas também unem as palmas das mãos na altura do coração como um sinal de veneração e respeito. Isso é também uma forma de cumprimento conhecido como o "mudra anjali", que significa oferta divina (anjali) e selo ou sinal (mudra). Os indianos ao fazer este gesto dizem a palavra "Namaste", que é uma espécie de cumprimento sagrado. "Namaste" significa "eu me curvo à divindade dentro de você a partir da divindade dentro de mim." Como é belo o significado dessa palavra!

Na prática da yoga, a união das mãos une o hemisfério esquerdo e direito do cérebro. Tal postura acalma a mente.

Pat Houmphandiz, missionário da Igreja Menonita Canadense na Tailândia, relata: “As pessoas estão acostumadas a sentar-se no chão, de modo que em seu local de adoração não tem bancos ou cadeiras. A postura de oração e adoração é: - ajoelhados com as mãos unidas, palma com palma, abaixo do queixo...”. 

Porque as mãos postas ​​veio a ser uma prática comum? Existe alguma lógica por trás disso?

Esse gesto parece ser bastante natural. Essa prática não é, especificamente, cristã, judaica, ou tão pouco moderna de rezar. Como vimos, com algumas variações, orar de mãos juntas, palma contra palma, aparece em outras culturas não cristãs ou judaicas.  

Historiadores religiosos associam orar com as mãos unidas ao ato de acorrentar mãos dos prisioneiros com correntes ou cordas. Juntar as mãos passou a simbolizar submissão.  

Na Roma antiga, um soldado capturado poderia evitar a morte imediata, desde que unisse as mãos ou acenasse com uma bandeira branca. A mensagem era clara: "Eu me rendo".

Séculos mais tarde, os indivíduos demonstravam sua lealdade ou prestavam homenagem aos monarcas, unindo suas mãos. Edward Schillebeeckx’s em seu livro “The Church with a Human Face” (A Igreja com um Rosto Humano), afirma que em torno do século 11 dC, quando camponeses iam implorar trabalho ao senhor feudal, o faziam com as mãos postas, este era um gesto de extrema humildade e suplica. Com o tempo, a união das mãos significava tanto reconhecimento de uma autoridade, como a submissão a essa autoridade.

A união das mãos pode nos levar ao desejo dos homens para subjugar o outro e se desenvolveu a partir da amarração das mãos dos prisioneiros! 

Embora o algemar tendo acabado por servir como uma medida de segurança e imobilização parcial do detido, incapacitando-o de agarrar uma arma, a união das mãos permaneceu como um símbolo de servidão e submissão do homem.  

As religiões adotaram a postura que representa as mãos algemadas, como sinal de obediência total do homem ao poder divino.

Assim, tal postura de oração é um símbolo de obediência, submissão, agradecimento, sinceridade e arrependimento. Então, quando nós unimos nossas mãos em oração, estamos simbolicamente comprometendo a Deus nossa fidelidade e lealdade.

O que acontece quando oramos ou meditamos com as mãos unidas com os dedos entrelaçados ou não?

Acredito que essa postura nos ajuda a se concentrar mais em Deus. A representação de mãos unidas, mesmo desenhadas, traz uma sensação de paz, é um sinal de tranquilidade e faz nossas mentes se acalmarem. É a mesma coisa quando nos ajoelhamos para orar. Quando nos posicionamos com os joelhos dobrados e as mãos postas, podemos sentir mais nitidamente a presença de Deus, pois fazemos isso para mostrar a nossa total reverência ao nosso Criador.
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domingo, 18 de janeiro de 2015

UMA PEQUENA HISTÓRIA



Conta-se que certo escritor uma vez, estava caminhando numa praia deserta, quando avistou à distância, um homem recolhendo algo das areias e jogando no mar.
Curioso, aproximou-se para ver do que se tratava. O homem avistado recolhia estrelas do mar, que as águas haviam arremessado na areia da praia, e as devolvia ao mar. 
O escritor perplexo ao ver aquilo, disse ao homem: "- Mas o que você está fazendo? São muitas estrelas... ...e essa praia é enorme!" 
O homem sorrindo, abaixou-se, pegou mais uma estrela e mostrando-a para o escritor, disse: "- Pode ser... mas para essa aqui, eu fiz a diferença." E devolveu novamente a estrela ao mar.
O escritor passou a noite, pensando no que o homem na praia, havia lhe dito. No dia seguinte, o escritor acordou bem cedo, e foi sorrindo pegar estrelas... 

Autor desconhecido. 



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Bombardeio da Cidade de Guernica.

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"El Guernica" - Pablo Picasso 
Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso. 

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Em 26 de abril 1937, a cidade basca de Guernica foi alvo de um bombardeio cruel por aviões alemães, que produziu inúmeras vítimas inocentes e danos materiais. O fato é parte da Guerra Civil Espanhola, que começou em 18 de julho de 1936, quando o exército rebelde de Franco, revolta-se contra o poder legítimo do Governo da República, eleito democraticamente. Enquanto Stalin da União Soviética ajudou a República, Franco teve abundante apoio humano e material da Itália de Mussolini e da Alemanha de Hitler.
A aviação alemã tomou a iniciativa de bombardear Guernica por conta própria, sem pedir qualquer permissão ou notificar Franco. As aeronaves Junkers da Luftwaffe alemã realizaram um grande bombardeio contra uma aldeia desprotegida. A justificativa da razão para o ataque foi a possível existência de depósitos de armas, quartéis ou tropas, objetivos estratégicos ou que a cidade era uma junção de caminhos. Mas, na verdade, Guernica não tinha qualquer importância militar ou estratégica. A verdadeira razão foi um vergonhoso teste de fogo para os novos aviões e armas, que seriam usados na iminente Segunda Guerra Mundial.
Para explicar o inexplicável, Franco, em um comunicado delirante, culpou os republicanos pelo ataque, procurando conseguir uma desculpa. Em sua fantasia ele acusou os republicanos de bombardearem a cidade para culpar os seus nacionalistas. Escusado dizer, que este argumento não foi considerado por ninguém.
O horror que causou este episódio foi muito alto na opinião pública internacional, não só pelo sacrifício absurdo de inocentes, mas acima de tudo, por ser a primeira vez na história em que os alemães atacaram, pelo ar, uma cidade. Logo, cidades inglesas, alemães, francesas e japonesas seriam varridas do mapa com este método de ataque.
Observando a tela da direita para a esquerda, você pode ver uma mulher desesperada, gritando de dor dentro de uma casa que desaba e é incendiada. Para a esquerda duas mulheres novamente, a de cima olha para fora de uma janela na direção de um lampião que está em sua mão, e representa a luz da verdade, que ilumina os estragos da barbárie. A da parte inferior rastejando para fora da casa em agonia. No centro da composição está um cavalo, que girou sobre si mesmo, mostrando um estímulo, com a boca aberta e sua língua para fora quer mostrar a sua dor no evento. Logo acima está o sol ofuscado, demonstrando como a fumaça do bombardeio havia escondido o rei sol e a única fonte de luz tinha que ser artificial da lâmpada ao alto. Um pouco à esquerda de retalhos de aves, suas asas para o alto, parecem gritar desesperadas para o céu como se pedisse inutilmente uma explicação para o que aconteceu. Sob os pés do cavalo encontra-se o guerreiro morto, sua mão ainda segurando uma espada quebrada. Na extrema esquerda, um touro contempla a cena surpreso e perplexo, e ao lado dele uma visão terrível, a dor da mãe, oprimindo nos seus braços o pequeno corpo de seu filho morto, enquanto olha para o céu partido pela dor e sofrimento.
Na imagem os personagens gritam, gesticulam e morrem sob as bombas, cegos sem saber as razões. A denúncia da violência aqui é atemporal e sempre será usada como um canto contra a injustiça da destruição e da morte presente em qualquer guerra. Picasso pintou as quatro mulheres em atitudes desesperadas que representam a população civil indefesa, mas também o soldado caído, sem defesa e animais vítimas da loucura humana.
Picasso renunciou as cores para acentuar o drama e usa apenas tons de cinza, branco e preto, é o que em arte é chamado grafite.
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Eduardo G. Souza.
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Homenagem a minha esposa.

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Mona Lisa - Leonardo da Vinci

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Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci.

O Sorriso da Mona Lisa

Durante séculos, cientistas, historiadores, psicólogos, escritores e pintores vêm apresentando suas teorias a respeito do que o sorriso de Mona Lisa pode significar. Freud o caracterizou como uma alusão ao complexo de Édipo em Da Vinci (ele seria apaixonado por sua mãe). Outros afirmam que é um sinal de inocência e/ou calma.
A questão é que o sorriso é visto de tantas maneiras diferentes, que se tornou um grande motivo para muitas pesquisas e análises. Houve cientistas que apontaram até sintomas psiquiátricos especiais no sorriso. Outros pesquisadores definiram o sorriso como a visão humana da espiritualidade.
Margaret Livingstone, uma professora de Harvard, e outros pesquisadores afirmam que a análise da pintura é mais eficaz quando observada perifericamente. Outros cientistas afirmam que a observação do sorriso é mais eficaz quando se olha frontalmente a imagem, para os seus olhos.
São muitas as dissertações e teses que já foram desenvolvidas a partir do sorriso enigmático da Mona Lisa. Em todo o mundo muitos dedicaram parte de suas vidas para entender a possível mensagem de Da Vinte oculta em sua bela tela.
Em 2005, um programa de reconhecimento emocional para computadores, foi usado para analisar a expressão facial da imagem da Mona Lisa, e atribuir valores "emocionais" para o sorriso, esse programa encontrou o índice de 83% de felicidade na figura.
Independentemente das intenções de Da Vinci, o sorriso da Mona Lisa é uma das questões mais marcantes em toda a arte. Somente o próprio Da Vinte deveria saber o seu significado, segredo que ele levou para o túmulo. 

Eduardo G. Souza.
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SANTOS COSME E DAMIÃO






27 de setembro
Patronos dos Farmacêuticos

As fontes históricas existentes não são totalmente concordantes entre elas, apesar de terem muitos aspectos em comum, mas apresentam três diferentes tradições:
- tradição "asiática", da cidade de Constantinopla, capital do Império Bizantino;
- tradição "romana" estabelecida na Síria;
- tradição "arábica" difundida no Ocidente, especificamente em Roma.
Todas as três tradições referem-se a "irmãos gêmeos, médicos e farmacêuticos".
Segundo a tradição hagiográfica, Cosme e Damião, na verdade chamavam-se Acta e Passio, eram irmãos gêmeos, nascidos na Arábia, estudaram a arte médica na Síria. E se tornaram conhecidos por suas habilidades nas ciências da medicina e da farmácia que praticaram na Cilícia, Ásia Menor.
Sendo cristãos, eles foram tocados pelo espírito da caridade e nunca cobraram ou aceitaram nenhum pagamento por seus serviços. Na Cilícia, onde viviam, eles eram conhecidos como os "sem dinheiro”, e desfrutavam da mais alta estima do povo. Cosme e Damião muitas vezes traziam a saúde de volta para os corpos e as almas daqueles que vinham até eles em busca de ajuda. Dessa forma, eles trouxeram muitos para a fé cristã.
Quando a perseguição de Diocleciano aos cristãos começou, Cosme e Damião foram presos por volta do ano 283, por ordem do prefeito da Cilícia no mar Egeu, chamado Lysias, e sob tortura tentaram forçá-los a negar a fé cristã. No entanto, segundo a história, eles permaneceram fiéis à sua fé, então foram torturados e finalmente foram executados por decapitação, provavelmente no dia 27 de setembro do ano 287.
Outra narrativa atesta que foram mortos em Cyrus, uma cidade perto de Antioquia, na Síria, onde os mártires estariam enterrados. A igreja erguida no local de sua sepultura foi ampliada pelo imperador Justiniano.
A santidade deles é atribuída por exercerem a medicina sem cobrar ou aceitarem recompensas e por terem morrido sacrificados pela fé no Cristo. A devoção aos dois santos se espalhou rapidamente, tanto no Oriente e no Ocidente. Uma grande basílica foi erguida em sua homenagem em Constantinopla. Seus nomes foram colocados no cânon da missa provavelmente no século VI.
Sua festa é celebrada no dia 27 de setembro pelo povo em geral, pelos católicos tradicionalistas, devotos mais antigos, e pelas religiões afro-brasileiras; A Igreja Católica, com a reforma litúrgica no Calendário Romano, a partir de 1969 passou a comemorá-los no dia 26 de setembro; Na Igreja Ortodoxa eles são celebrados nos dias 01 de julho (Santos Cosme e Damião de Roma), 17 outubro (Santos Cosme e Damião da Cilícia) e 01 de novembro (Santos Cosme e Damião da Ásia Menor).
São Cosme e Damião também são considerados protetores dos gêmeos e das crianças. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir os doces para homenagear os santos e/ou cumprir promessas feitas a eles. No nordeste os devotos e simpatizantes têm o costume de fazer caruru (uma comida típica da tradição afro-brasileira), chamado também de “Caruru dos Santos” e “Caruru dos sete meninos” que representam os sete irmãos (Cosme, Damião, Dou, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi), e dar para as crianças.
Consta que eles são os santos padroeiros dos farmacêuticos.


Eduardo G. Souza

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A VISITA DO PAPA.

Rio, domingo, 28 jul 2013.

O papa chegou, ficou e foi embora... Agora vamos fazer uma análise sincera, fria e real do que mudou na vida do povo carioca.

Amanhã pela manhã as pessoas vão pegar os mesmos ônibus, trens, barcas e metros superlotados e enfrentar horas para chegarem em seus locais de trabalho, vão encarar os mesmos engarrafamentos, levando suas marmitas ou vão comer no mesmo pé sujo, arriscando-se a pegar uma infecção intestinal. Vão trabalhar de 8 a 10 horas para no final do mês receber um salário miserável que não é nem meio décimo do que ganham os políticos e governantes nacionais, ou dos grandes empresários que vivem nas tetas do governo ou do BNDES.

Se sofrerem um acidente ou adoecerem vão morrer em uma maca ou no chão de um hospital público, sem atendimento, sem remédios, sem tratamento, por que tudo foi roubado ou desviado, e as verbas que deveriam ser usadas na saúde foram roubadas ou desviadas.

Se morarem numa favela, desculpem – comunidade, vão sofrer as mesmas agressões de sempre, e ver suas filhas serem estupradas ou compradas num baile funk pelos traficantes do pedaço, e seus filhos continuarem a ser aviões, fogueteiros ou soldados do tráfico, e morrerem cedo pelas balas da polícia ou dos próprios marginais. Se não morar nas comunidades, vão andar desconfiados e assustados, preocupados em não serem assaltados, esculachados ou mortos por assaltantes ou por uma bala perdida, se alguém fechar o seu carro ou pisar no seu pé, ainda vão pedir desculpas por que senão podem ser agredidos ou mortos, sem que apareça um policial. Vão para casa cedo e não sair à noite, só se for muito indispensável, pois andar a noite nas ruas do rio é colocar a sua integridade física em sério risco.

Aqueles que vão para as escolas públicas na próxima semana, vão encontrar professores desanimados e sem incentivo, escolas deterioradas, drogas rolando adoidado e alunos sempre prontos a aprontar e meter a porrada em quem se meter a besta, não vai estudar, pois não serão reprovados e se o professor fizer pressão ou der uma nota baixa, vão ameaçar ou agredir o professor.

Dona Dilma vai continuar com sua arrogância e ignorância, com seus 39 ministérios, defendendo os mensaleiros que continuaram livres e soltos, os impostos serão os mesmos absurdos, se ela ou o congresso não criar mais algum durante a semana. As autoridades continuarão passeando em aviões e helicópteros da FAB ou governamentais, vão continuar a andar em carrões e mais carrões, que continuarão servindo também aos seus familiares, continuarão recebendo e embolsando jetons, diárias e comissões, e gastando tanta gasolina que seus veículos poderiam dar várias voltas ao planeta. As licitações e tomadas de preço continuarão a ser viciadas e favorecendo sempre a quem der a maior comissão. As caixinhas continuarão a funcionar e quem precisar de qualquer coisa de um órgão público, se não der a caixinha, famosa taxa de urgência, não vai conseguir nada. Quem cometer crime ou contravenção será sua prisão ou pena, condicionada ao quanto poderá pagar.

Os ricos ficarão mais ricos, sem qualquer constrangimento, a custa dos pobres e das maracutaias. E os pobres enganados com as bolsas do governo e pensando que se transformaram em classe média.

Portanto, eu não quero de forma alguma acreditar, mas infelizmente a religião continua sendo o ópio do povo.

O papa é alegre, sorridente, vive rindo, de que não sei, com tanta miséria no mundo. Enquanto ele sorri, da risada, beija crianças, aliais os políticos fazem isso bem melhor que ele, abraça alguns, faz graça, no Nordeste e na África pessoas estão morrendo de fome ou abandonadas, e o que ele falou aos políticos claramente sobre o que eles têm feito contra o povo? Ou ele não sabe? Se não sabe é alienado! O que acredito não seja, pois seus assessores devem lhe informar o que está acontecendo no mundo. Por que ele não teve a coragem do Cristo, que segundo alguns acreditam ele representa, de falar abertamente que quem rouba o povo, desvia as verbas públicas, frauda as concorrências públicas, rouba o erário, está errado e deve ser julgado, condenado e punido, além de ir para o inferno. Não venham com a desculpa que ele é um chefe de estado, pois isso não é desculpa é culpa, pois a mistura de chefe de estado com líder religioso é perniciosa, como chefe de estado ele não pode criticar os ladrões que roubam o povo, pois os maiores ladrões são políticos ou ocupam cargos públicos, se fosse um líder religioso, ele poderia criticar abertamente, falar a verdade que está no evangelho, e não seria obrigado a sorrir e receber o beijo de judas, de uma ex-guerrilheira, de uma ateia – pois ela é comunista, e comunista não tem religião – que vive puxando o saco de um velho líder comunista que perseguiu as igrejas em Cuba, só aceitando aquelas que não atacavam sua ditadura. Como líder religioso ele não seria obrigado a apertar as mãos de canalhas comprovadamente bandidos, que até foram expurgados da vida pública, mas como o povo não tem memória os trouxeram de volta.

Então, claramente e sem qualquer conotação de crítica, apenas concluindo uma realidade, em nada a vinda do papa vai mudar a vida do povo. Foram apenas alguns dias de estase para alguns, e de alivio para os políticos que estavam com o povo em suas portas cobrando uma vida melhor, cobrando seus direitos de cidadãos, cobrando um Brasil melhor, cobrando honestidade e zelo no trato da coisa pública, cobrando o fim das maracutaias, das benesses e das mordomias, cobrando saúde, educação, segurança pública, redução dos impostos escorchantes e do número absurdo de políticos e órgão públicos.

Fico triste, pois as religiões dizem que querem preparar o homem para uma vida futura, no entanto se envolveram com os problemas materiais, criaram megaestruturas religiosas que acabaram até virando Estados, criando bancos que fazem maracutaias, guardas suíças, se envolveram na política e esqueceram as mensagens dos Avatares, dos Grandes Lideres Espirituais, e se imiscuíram com a política suja e são obrigados fazer vistas grossas e fingir que não sabem de nada! Como um certo molusco!

Infelizmente vou dormir com a sensação de que o mundo continua e vai continuar o mesmo, e nada vai mudar o país, a não ser que o próprio povo tome vergonha na cara e aprenda a votar, afastando do governo todos esses políticos mau caráter que estão destruindo nosso país.

Desculpem se alguém se achar ofendido, não é essa minha intenção, apenas quis mostrar a minha opinião e o meu modo de ver a nossa realidade, e analisar fria e claramente o que mudou para o povo essa visita do papa, que até acho simpático e bem intencionado. Mas acredito que ele também não vai ser capaz de mudar em nada a nossa realidade, pois a única coisa concreta dessa visita foi um alívio temporário, espero, a esses maus políticos e governantes que assolam o país, realidade muito negativa que só serviu para anestesiar, espero que temporariamente, o povo que estava revoltado com tudo de ruim que estava acontecendo no Brasil e a mudança da programação da rede globo - que entulhou das seis da manhã a depois da meia noite – e de outros canais com o acompanhamento do papa e tudo que servia para desviar a atenção dos problemas do nosso país.

Eduardo G. Souza.

domingo, 9 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS DE FINAL DO ANO.

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Este ano pode ser resumido em poucas palavras: - Diante de todos os desafios, nós chegamos ao final, portanto, nós somos vencedores!

É bom termos a oportunidade de olhar para trás no final do ano e refletir sobre as oportunidades aproveitadas e perdidas, avaliar nossas contribuições e omissões como membros valiosos da nossa comunidade, cotejar o que erámos no início do ano com o que somos hoje, para avaliar o nosso crescimento, o quanto se desenvolveu o nosso Ser Intelectual, Psicossocial e Espiritual.

Embora haja muito trabalho a fazer e mais desafios pela frente para vencer, terminar 2012 fortes e capazes, já é um grande motivo para agradecer ao Poder Divino em que acreditamos.

O Novo Ano vai trazer a sua mistura de sucessos e desafios, mas devemos estabelecer claramente nossa direção e sabermos o que devemos fazer para alcançar nossos objetivos e desejos. Nosso trabalho é continuar a nos concentrar atentamente sobre o que podemos controlar, e procurarmos aprender e tirar o maior proveito com o que está fora de nosso controle, de nossa vontade. Nosso valor virá através de nosso crescimento pessoal e na nossa felicidade, e será refletido em nossa capacidade de fazer os outros felizes.

Então, muito obrigado por fazerem parte do nosso grupo de amigos, nós somos muito gratos e agradecidos a vocês que nos deram um pouco do seu tempo, lendo, curtindo e compartilhando os nossos pôsteres e mensagens.

Depois de um ano movimentado, e com a promessa de outro a frente, nós esperamos que vocês consigam desfrutar de uma pausa relaxante, festiva e feliz nas celebrações de final de ano. Finalizando, nós e nossa família desejamos para vocês – um Feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso.

Eduardo e Lígia G. Souza.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CINQUENTA TONS DE CINZA

CINQUENTA TONS DE CINZA (Fifty Shades of Grey)

- Erika Leonard James, E.L.James




O enredo gira em torno do relacionamento da jovem estudante e virgem Anastasia Steele, de 21 anos, com o bilionário, de apenas 27 anos, Christian Grey. Quando Anastasia, para fazer um favor para sua amiga, entrevista o executivo para o jornal da faculdade, ele propõe um acordo pouco comum, em que ela desempenharia um papel de “submissa” numa série de “atividades eróticas”, que ela seria sua escrava sexual. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Mas ela aceita, e as páginas discorrem sobre o jogo de poder e submissão que resulta dessa parceria.

Entretanto, Anastasia descobre no jovem empresário Christian Grey, um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Por trás da fachada de sucesso, dos negócios multinacionais, da vasta fortuna, da amada família, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele.

Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja, mas de sua própria maneira.

O relacionamento dos dois, porém, nunca poderá ser normal, já que Grey não tem namoradas, somente escravas sexuais. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

A grande discussão hoje é por que, em tempos de igualdade social e sexual, sendo as mulheres independentes profissional e financeiramente, trabalhando fora e se desdobrando entre a família e o trabalho, algumas inclusive assumindo o papel de “chefe da família”, um livro que coloca a mulher em uma posição tão submissa conseguiu um estrondoso sucesso justamente entre as mulheres. Porque é exatamente isso o que o livro apresenta.

NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS


Nietzsche para Estressados (Nietzsche antistress)
- Allan Percy





Nietzsche para estressados é um manual inteligente e estimulante que reúne 99 máximas do filósofo alemão e sua aplicação a várias situações do dia a dia. A sabedoria de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado para nos auxiliar nos momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para quem procura inspiração no pensamento do filósofo mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.

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DIA DE FINADOS


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Seguindo o Dia de Todos os Santos (1 de novembro), o feriado de "Finados" (Dia dos Mortos) é comemorado aqui no Brasil em 02 de novembro.

A ideia é lembrar a vida dos entes queridos que faleceram. Muitas pessoas vão a cemitérios e igrejas, levam flores, acendem velas e oram. Apesar de ser um assunto mórbido, a celebração tem a intenção de ser uma forma positiva de, no dia reservado especificamente para lembrar-se aqueles que são falecidos, comemorar suas vidas e suas lembranças.

As origens desta celebração estão perdidas no tempo, podem ser rastreadas até as culturas indígenas pagãs. Na era pré-histórica, crânios foram usados geralmente como troféus e exibidos durante os rituais para simbolizar a morte e o renascimento. Rituais celebrando a morte dos antepassados foram descobertos em civilizações em torno de 2500 a 3000 anos antes da era cristã. O evento é comemorado a milhares de anos na América Latina, muito provavelmente as origens vêm de culturas como dos astecas (a deusa Mictecacihuatl – guardiã dos ossos dos mortos – presidia os festivais dedicados aos mortos) e dos maias que reverenciavam seus antepassados, e queriam honrar a suas memórias. Era uma prática comum manter os crânios dos ancestrais como troféus, e depois exibi-los durante os rituais como estes e também naqueles que simbolizavam o nascimento. Daí os crânios serem um símbolo forte ainda muito usado em países como o México.

O feriado é comemorado em toda a América Latina, mas também é comemorado em um número crescente de cidades dos EUA, principalmente nas que têm grandes populações imigrantes da América Latina. O feriado hoje se espalhou por todo o mundo.

Na Europa, em muitos países com herança católica-romana, o Dia de Todos os Santos (01/11) e o Dia de Finados (02/11) são feriados, e as pessoas aproveitam o dia de folga, para ir aos cemitérios levar velas e flores, existe também o costume de dar presentes às crianças nesses dias, normalmente doces e brinquedos.



  Eduardo G. Souza.

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