Liberdade.

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Porque não existe outra pretensão em nossos escritos, que não seja expressar o nosso pensamento, nossa forma de ver e sentir o mundo, o Homem e a Vida.
Se você acreditar seja necessário e ético, favor indicar a origem e o Autor. Ficamos lhe devendo essa!
Um grande abraço.
Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

sábado, 13 de janeiro de 2018

JUSTIFICAR OS ERROS APONTANDO OS DOS OUTROS




Em geral as discussões são, infelizmente, não apenas um exercício da lógica, mas, em geral, um exercício de persuasão, sagacidade e retórica. Portanto, simplesmente, não é razoável esperar que toda proposição ou conclusão siga com precisão e rigor, a partir de um conjunto claro de fatos e dados identificados desde o início, uma sequência lógica de raciocínio.
Em vez disso, em geral, as pessoas tentam reunir vários fatos, ideias e valores que os outros compartilhem ou possam ser persuadidos a aceitar e, em seguida mostram que esses argumentos podem levar a uma conclusão mais ou menos plausível.
Infelizmente a lógica não é a única ferramenta útil usada nesse processo, mas afinal, "plausibilidade" é uma questão bastante subjetiva que não segue regras lógicas rígidas.
Em última análise, os participantes em uma discussão têm de decidir, à luz dos argumentos apresentados, qual a posição mais plausível e escolher um dos lados. Mesmo quando logicamente "não saibamos" as respostas para a questão em discussão, por uma questão de apreço ou simpatia a um dos lados, assumimos uma posição.
Além disso, vamos ser honestos, em uma discussão não esperamos apenas encontrar a verdade, mas também, e principalmente, vencer os oponentes.
Assim, se você achar que um ‘argumento falacioso’ pode persuadir os participantes a ficar com você, você certamente irá usá-lo, certo? O truque é não ser pego usando esses ‘argumentos falaciosos’.
‘Argumento falacioso’ é quando uma pessoa não consegue defender seu ponto de vista logicamente, então procura contra argumentar fazendo uso de ideias arraigadas na sociedade, mesmo não comprovadas, de comparações esdrúxulas, sem nexo, da sua posição ou autoridade e, até mesmo, de mentiras regadas com um pouco de verdade (meias verdades).
Então, por que usar falácias em uma discussão?
Em primeiro lugar, as pessoas fazem questão de mostrar-se inteligente. As pessoas, em geral, não aceitam que podem cometer um erro no raciocínio, mas caso seja impossível ocultá-lo, não se furtam em procurar contorná-lo lançando mão de subterfúgios e desvios do raciocínio lógico (falácias). Isso mostra que, muitas vezes, você entende os argumentos da oposição possivelmente melhor do que ela, mas não quer de forma alguma aceitá-los.
Em segundo lugar, e talvez mais importante, lançando mão de uma falácia você derrubar um argumento do debate ao invés de apenas enfraquecê-lo. Em geral, os participantes de uma discussão respondem a um argumento simplesmente apresentando um contra-argumento, não buscam mostrar que o argumento original não é verdadeiro ou muito significativo, mas buscam tergiversar, buscando falácias como: aquilo não é importante em comparação com outras preocupações, não deve ser levado a sério por ‘ene’ motivos, ou o que quer que seja...
Esse tipo de resposta pode dar certo, exceto quando o argumento original é tão forte que permanece no centro da discussão, de forma convincente, resistindo a todas as ofensivas de retórica mostrando o quanto é importante.
Uma falácia muito usada é – ‘os outros também’!
Tu quoque ("você também"). Essa é a falácia de defender um erro, argumentando que o(s) adversário(s) fez(fazem) o mesmo erro. Só que um ‘erro’ ainda é um ‘erro’, independentemente que muitas pessoas cometam esse ‘erro’!
Por exemplo: "Eles acusam nossos companheiros de serem corruptos... Mas os amigos deles também foram corruptos!" É um argumento falacioso! Pois um erro praticado por uma pessoa, não justifica o erro de outra.
Embora claramente falacioso, o argumento ‘tu quoque’ vem desempenhando um papel destacado nas discussões no ‘facebook’, porque ele pode ajudar a estabelecer uma cortina de fumaça, desviando as discussões do enfoque central em debate – ‘nunca se roubou tanto o erário na história desse país’!
Essa falácia tenta deixar de lado a questão central em discussão – saber-se se a roubalheira e os desvios de verbas são verdade ou não...
Assim, cada lado se envolve em ad hominem ataques, e ambos os lados têm feito um desserviço à sociedade, um tentando mostrar a realidade, sem aceitar que houveram erros também no passado, o outro tentando justificar a realidade, alegando que ‘os outros também erraram’, então temos a negação de um lado e a falácia do outro!
Não existe como negar a realidade – ‘hoje o Brasil é um dos países mais corrupto do mundo’! Por outro lado, não se pode negar que a corrupção nos últimos tempos atingiu proporções insustentáveis. Além disso, é falaciosa a tentativa de justificar esse nível de corrupção alegando que ‘sempre foi assim’ ou que ‘fulano’ e ‘beltrano’ também roubaram. Roubou tem que ser preso, julgado e condenado, como vem acontecendo nos últimos tempos.
Não adianta tentar salientar que certas vantagens ou desvantagens sociais alcançadas podem justificar a desonestidade, o tempo do ‘rouba mais faz’, não pode estar mais arraigado em nossa sociedade.
A dignidade está em ‘reconhecer’ o ‘erro’ e não em tentar ‘justificá-lo’.
E finalmente, cabe ao gestor à responsabilidade de tudo que acontece em sua gestão – ‘eu não sabia’ – não é justificativa, pois mostra incompetência, desídia, falsidade ou mentira!
Eduardo G. Souza
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PATRIOTISMO






Desde o início da formação dos grupos humanos a lealdade ao grupo foi um dos fatores de agregação dos indivíduos.  Todo grupo social tem suas próprias noções de lealdade.
A instituição da família incorporou lealdade à família como um fator mais forte do que ao próprio grupo social. Quando os filhos se separam do resto da família ou quando os irmãos se afastam, o resto da família reage com tristeza. As associações familiares enfatizam os benefícios que provêm de uma participação e cooperação ativa entre os membros da família. Os grupos tribais já enfatizavam os benefícios da colaboração e da lealdade.
A noção de patriotismo é diferente de tais formas de fidelidade grupal e familiar. A diferença reside na sua estreita afinidade com o conceito de Nação. O patriotismo não se baseia em parentesco ou descendência compartilhada, como nas famílias e tribos. O patriotismo baseia-se na ideia de uma Nação.
Uma Nação é muito mais que um grande grupo de pessoas ou uma tribo em grande escala. Uma Nação pode até não ter uma organização de estado ou autogoverno (os judeus são um exemplo de uma nação que durante muito tempo não era um país ou um estado. Muitos são os exemplos históricos de povos que eram Nações nessa condição). A identidade nacional baseia-se em valores, cultura, tradições, história, idioma e etnia compartilhadas.
As nações podem parecer permanentes, mas, as questões políticas e culturais, podem fazer com que elas não durem para sempre. Na realidade, elas surgem e se dissolvem com as circunstâncias históricas em mudança, às vezes durante um período de tempo relativamente curto, como a Tchecoslováquia e a Iugoslávia.
Outro aspecto, é que por causa da migração, muitos dos estados modernos têm dentro de suas fronteiras diversos grupos sociais que desafiam a ideia de homogeneidade nacional e dão origem à diversos grupos diferentes, em vez de membros homogêneos da nação.
Na era da globalização, dos transportes e das comunicações globais, novas identidades surgem para desafiar o conceito tradicional de "nação", mas, a atração do nacionalismo continua sendo uma força poderosa, uma cola que une as pessoas e ajuda (para o melhor ou o pior) a manter a coesão da sociedade.
O patriotismo e a nacionalidade são baseados em valores, atitudes e símbolos que todos podem compartilhar.
Mas, é importante diferenciar os conceitos de "nação" e "nacionalismo". O conceito de nação, em geral, é definido como um grupo etnocultural, com uma organização política, e os seus membros possuem lealdades cívicas. O nacionalismo, embora possa desenvolver um sentimento de comunidade e identidade aos seus membros, tais laços de apego possuem consequências positivas e negativas que podem levar a extremos de violência e genocídio, como o exemplo da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
O conceito de patriotismo é muito complexo. Não é tão simples como recitar um juramento ou cantar um hino.
Patriotismo é uma expressão natural e apropriada do apego emocional ao país em que nascemos e crescemos, é a gratidão pelos benefícios da vida em seu solo, entre suas pessoas e sob suas leis. Patriotismo é um componente importante de nossa identidade. Alguns vão mais longe e acreditam que o patriotismo é moralmente obrigatório, ou mesmo que é o núcleo da moral.
Você ama seu país? Você se orgulha de ser um brasileiro? Bem, então você pode acreditar que é um patriota! Mas, será que você é realmente um patriota, ou seu patriotismo existe apenas quando o país compete nas competições esportivas. Pense nos diferentes grupos dos quais você se orgulha de fazer parte. Você se orgulhar de ser ou ter sido estudante de uma escola ou universidade. Você pode se orgulhar de jogar, ter jogado ou torcer por uma equipe esportiva. Você pode se orgulhar de ser membro da sua família. Você também, com certeza, se orgulha de ser cidadão brasileiro? Se assim for, isso é uma demonstração de patriotismo. Amar e apreciar o seu país é uma atitude muito patriótica. Mas, o patriotismo não é só sentir-se orgulhoso do seu país, mas sim de levar esse orgulho um passo adiante e colocá-lo em ação. Um patriota vê seu status como cidadão brasileiro não somente como uma honra, mas, como uma grande responsabilidade. Portanto, as pessoas patriotas pensam sobre como suas escolhas refletirão em seu país.
Pense nisso no contexto de sua família. Digamos que você diga uma mentira (é claro, você nunca faria tal coisa, mas vamos apenas fingir). Essa mentira, se descoberta, lhe causará vergonha, mas também fará com que sua família fique envergonhada. As pessoas patriotas fazem escolhas que nunca farão seu país ficar envergonhado.
Você pode achar que balançar a bandeira brasileira em um estádio esportivo, vestir uma camisa verde e amarela, pintar partes de seu corpo de verde e amarelo, faz de você um patriota, que isso é uma demonstração de amor à pátria. Será? Não sei exatamente quando os eventos esportivos se tornaram sinônimo de patriotismo, mas, fico decepcionado em não ver, salvo algumas exceções, como algumas organizações civis, instituições sociais e órgãos militares, essas grandes exaltações a nossa bandeira e ao nosso hino em outros lugares, além de arenas esportivas e campos de futebol.
Um patriota expressa seu amor pela pátria procurando conservar os recursos do país, preservar sua beleza natural e seu patrimônio histórico, e torná-lo rico, poderoso, culturalmente preeminente e influente na cena mundial.
O patriotismo está enraizado no amor ao país e aos conterrâneos, e também a própria cultura e as tradições da Nação.
O patriota procura garantir que o país atenda aos requisitos morais e promova os valores morais. Ele trabalha para uma sociedade justa e humana, e mostra solidariedade para com os necessitados. Ele também se preocupa com o histórico moral do passado do país e suas implicações para o presente.
O patriotismo cria uma identidade nacional e dá origem a sentimentos nativistas extremamente fortes. E muitos estarão prontos para "morrer pela Pátria" em tempo de guerra.
A essência do patriotismo é a devoção ao bem público, seja oficial ou cidadão. Aceitar uma política que em essência se acredita prejudicial ao país é então, com tal entendimento, altamente antipatriótico, exibindo fraqueza de espírito ou desprezando as consequências desse erro.
Assim, por sua própria definição, o patriotismo exige amor e devoção a Pátria.
Toda instituição secular em um país moderno deve cultivar uma lição de patriotismo. Mas a educação escolar deve ser a área especial da nossa preocupação. É ali onde a maioria dos jovens se reúnem atravessando os limites da religião e das etnias. É ali onde as novas gerações estão sendo construídas. Isso torna ainda mais necessário intensificar a introdução de valores nas escolas. Os valores devem estar em sintonia com a moral e as tradições do nosso país. Os valores a serem ensinados devem enfatizam a liberdade de pensamento e as verdades que são compartilhadas pela maioria, e não apenas por alguns.
Ainda muito jovem decorei o lindo poema “A Pátria”, que Olavo Bilac escreveu em tornos dos anos 1900.
“Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum pais como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera,
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha…

Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! não verás pais nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!”
E nunca mais o esqueci, e aprendi, desde criança, graças a minha professora de português, Dona Helena, que tenho que “amar com fé e orgulho a terra em que nasci!”, e tenho sempre procurado fazê-lo.

Eduardo G. Souza 
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

EU SOU APENAS UM LATINO-AMERICANO

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A família ainda é o centro do universo dos povos latino-americanos. E, por família, quero dizer, pais, irmãos, avós, primos, tios, tias, sobrinhas, sogros, antigos empregados domésticos, seus melhores amigos, os melhores amigos de seus pais ou dos seus filhos, os gatos e cachorros da família e outros animais de estimação amados. As pessoas vivem com sua família até a idade adulta (e além) e é bastante comum que todos os membros saibam tudo sobre os outros e tenham alguma inferência na vida de cada um dos membros do clã. Isso até pode ser irritante às vezes, mas às vezes é bom ter tantas pessoas preocupadas com você.
Uma das expressões mais usadas pelos latino-americanos é: CALMA! As pessoas, em geral, têm muita calma. Afinal não estão na Europa, nos EUA ou no Japão, então por que a corrida? O ônibus, o metrô ou trem pode vir ou não (na maioria dos nossos países, nem sequer temos horários para os transportes coletivos), podemos cumprir um compromisso ou não (dependendo do nosso humor e muitas outras variáveis), podemos chegar a tempo ou não. A América Latina vive em seu próprio fuso horário muito especial, chamado pelos americanos de "The Take It Easy Time Zone" (O fuso horário vá com calma). Há uma razão para isso, existem, simplesmente, muitas coisas que escapam do nosso controle. Temos que lidar com a burocracia, a bagunça e a falta de informações eficientes diariamente, então, em vez de nos enfurecermos e partimos para a ‘briga’, preferimos manter a calma.
Nós latino-americanos adoramos mostrar nosso carinho e amor. Os estrangeiros quando vêm para a América Latina, estranham como as pessoas vivem se abraçando e apertam vigorosamente as mãos, e como isso é significativo para nós. Eles ficam muito espantados de como as pessoas se tocam, se beijam muito, se abraçam, um tapinha nas costas aqui, um tapinha lá, um beijo aqui, um beijo lá. E na maioria das vezes isso não significa nada mais do que realmente é - um simples sinal de carinho.
Falamos muito e muito alto e não estamos conscientes disso. Quando estamos em outro país em um grupo de pessoas latino-americanas, provavelmente todos podem facilmente nos reconhecer, porque falamos alto e nunca paramos de falar. Na verdade, ser falante é uma característica positiva para nós. Quanto mais falante e eloquente você é, mais "popular" você é. Dito isto, você pode imaginar o quão incomodo o silêncio pode ser para nós. É por isso que as pessoas nunca param de falar, nem deixam que outras pessoas terminem suas frases e, como sempre estamos nos interrompendo, o volume aumenta gradualmente.
A comida é uma das coisas mais importante na vida. A comida não é apenas o enchimento do estômago, não é uma mera necessidade fisiológica. Comer é uma atividade social para nós que pode durar horas, é um momento para compartilhar experiências, trocar ideias ou ‘jogar conversar fora’. Não abrimos mão de um demorado e feliz almoço ou jantar com a família ou um grupo de amigos. E se você for convidado para a mesa por alguém, deve se sentir honrado. Quando alguém convida “vamos almoçar”, certamente significa um estreitamento de relação, a confirmação ou o nascimento de uma amizade, algumas vezes até uma nova e grande relação afetiva.
As marcas da nossa religiosidade estão em toda parte. Em primeiro lugar, cerca de 80% dos latino-americanos se declaram cristãos, mas muitos de nós não vamos regularmente as igrejas. Pois, para muitos a religião não tem nada a ver com ir à igreja. A religião está bastante presente em nossas atividades diárias. Existem inúmeros provérbios e adágios relacionados à religião. Encontramos ícones religiosos em cada canto das cidades, nas rua e prédios. As pessoas evocam a presença e a proteção de Deus e dos Santos incessantemente e costumam fazer o sinal da cruz constantemente. As pessoas também são muito supersticiosas quando se trata de tradições e práticas religiosas.
Os latino-americanos são muito vaidosos e costumam se enfeitar muito e cuidam bastante de si mesmos. Na verdade, as meninas começam a usar modelitos de marca, fazer suas unhas e cabelos em uma idade precoce (muitas vezes encorajadas por suas mães). Para meninos e meninas, é extremamente importante ter um corpo agradável e elegante, uma pele saudável e um cabelo bem tratado, muitas vezes colorido e um corte de um supermodelo. Não é de admirar que os concursos de beleza sejam tão famosos nesta parte do mundo.
Vocês podem trazer outras características a esta lista, é claro. É apenas uma generalização, por isso, não leve isso a sério demais. Eu sou latino-americano e muitas coisas que descrevi não se encaixam na minha personalidade, mas acho que todos nós temos um pouco desse típico latino-americano...
Que...
“Eu sou apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes e vindo do interior
Mas trago, de cabeça, uma canção do rádio
Em que um antigo compositor baiano me dizia
Tudo é divino, tudo é maravilhoso 
Eduardo G. Souza.



COMO ERA MEU PAÍS QUANDO EU ERA JOVEM...


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As pessoas eram bastante religiosas, algumas frequentavam a igreja com frequência, outros mantinham sua espiritualidade sem necessariamente frequentar uma igreja. Sinais religiosos, como o sinal da cruz, eram normalmente muito praticados pelas pessoas, ao passarem por um cemitério ou uma igreja, por exemplo. Quanto maior era o nível de educação, a espiritualidade era mais silenciosa. Era muito comum encontrar as mesmas pessoas na sexta-feira em um terreiro de umbanda ou candomblé e no domingo na missa.  
Ligada a essa forte espiritualidade as pessoas abraçavam a crença de sinais e presságios. Você encontrava muitas pessoas altamente supersticiosas - evite fazer negócios na sexta-feira, para não perder dinheiro, evite passar por baixo de uma escada, pois traz má sorte, não cruze o caminho de um gato preto, pois terá má sorte durante o dia, se um pássaro preto pousar em seu caminho, isso é sinal de má sorte, ao sair de casa pela manhã sempre pise primeiro com o pé direito, para um dia de sorte.
Existiam superstições gerais como as mencionadas, ou mais pessoais, algumas das quais eram extremamente surpreendentes, e mesmo no alto nível das empresas ou órgãos do estado. Não era surpresa se alguém evitasse concluir um negócio ou não assinasse um contrato por causa de uma superstição pessoal.
Muitas pessoas também acreditavam no "olho gordo", que ocorria quando alguém invejasse outros, ou no “olho carinhoso”, que era capaz de curar doentes. Existiam feitiços tradicionais e bênçãos para remover os efeitos do 'olho gordo'.
Muitas pessoas antes de sair de casa pela manhã, não abriam mão de ler seu horóscopo em um jornal ou ouvi-lo pelo rádio, para tentar contornar o que poderia ser perigoso.
Não haviam muitas estradas e, em sua maioria não eram de boa qualidade, uma viajem Rio-São Paulo chegava a durar mais de 8 horas, o trânsito nas grandes cidades não era tão intenso e conturbado como hoje, mas, os conflitos, em geral, eram resolvidos apenas com alguns palavrões, às vezes - embora muito ocasionalmente – com uma troca de sopapos. Eram difíceis os assassinatos por questões de trânsito.
Não era apenas o trânsito a causa de conflitos - os brasileiros adoravam trocar um bom argumento, começando pelo futebol, mesmo quando sabiam que não estavam necessariamente corretos. São as raízes latinas do nosso povo. Mas, ao mesmo tempo, os brasileiros tendiam a evitar muitos conflitos quando uma autoridade estava envolvida, as pessoas eram mais disciplinadas (uma "regra" que não era seguida quando o futebol, a política ou uma regra de trânsito estavam envolvidas).
Essa disciplina era mais frequentemente vista no trabalho, onde os brasileiros tendiam a aceitar certas pressões dos chefes, a fim de evitar conflitos, pensando que as coisas se resolveriam com o tempo e para proteger sua posição. Também era comum que isso acontecesse frequentemente nos relacionamentos pessoais, quando as coisas que eram consideradas prejudiciais à relação ou a amizade eram mantidas sob o silêncio.
As pessoas eram mais assíduas e pontuais, em geral os brasileiros primavam por cumprir seus compromissos rigorosamente. Era considerada uma grande descortesia e uma falta de respeito, deixar uma pessoa esperando por um longo período de tempo. Os médicos e dentista de hoje, teriam sérios problemas naquela época, certamente muitos clientes não retornariam para novas consultas.
Existia um comércio de porta a porta, vendedores apresentavam seus produtos e vendiam registrando suas vendas em uma caderneta ou cartão, mesmo não tendo esse documento um valor legal, as pessoas cumpriam seus compromissos e pagavam os valores acordados no prazo estipulado. Aliás, a venda para pagar no final do mês e o valor das compras registrado em uma caderneta, também era uma prática comum em pequenos estabelecimentos comerciais, como o açougue, a padaria, a leiteria, o armazém, etc.  
As pessoas respeitavam as filas e os lugares previamente determinados. Dificilmente alguém desrespeitava o silêncio em uma sala de espetáculos, quando ele necessário, como em um teatro, cinema, etc., se não se comportasse adequadamente o ‘lanterninha’ botava para fora. Como não existiam celulares, ninguém era incomodado pelo toque em hora inadequada ou por uma longa conversa em alta voz.
É, as pessoas eram mais bem-educadas e honestas.
Eduardo G. Souza. 
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COMO ERA MEU PAÍS QUANDO EU ERA JOVEM...


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Os estrangeiros geralmente eram bem recebidos no Brasil e praticamente queridos. Um estrangeiro veria isso desde seu primeiro encontro com o Brasil ou com os brasileiros em geral.  
Os estrangeiros que chegavam ao Brasil, eram muito mais bem tratados do que seriam em muitos outros países. Os estrangeiros geralmente se integram muito bem no Brasil e eram aceitos pelos brasileiros em seus grupos de amigos. Os brasileiros gostavam de ter amigos estrangeiros.
Haviam, no entanto, pessoas que não gostavam tanto dos estrangeiros - o pensamento por trás disso era que eles vinham para "roubar" o nosso país, comprar as grandes empresas, comprar as terras e as florestas, e que, em geral, os estrangeiros passavam a ser nossos 'chefes' e fazer grandes lucros explorando os brasileiros mal pagos.
Fosse qual fosse o ponto de vista para os estrangeiros, no entanto, os estrangeiros enchiam nossos hotéis, restaurantes e bares nos grandes eventos nacionais como o carnaval, etc., e gozavam de uma razoável segurança.
Aliás, segurança era coisa que muitos nem imaginam o que seja em nossos dias. Podíamos transitar a noite em nossas ruas sem medo, parar com os amigos numa esquina, na porta do prédio ou em um bar, para conversar sem qualquer medo ou receio. Frequentávamos casas de show, ensaios das escolas de samba, boates, etc., e saiamos pela madrugada em qualquer medo de ser assaltado ou morto. Não se ouvia falar em ‘bala perdida’!
Nos subúrbios as famílias, ao anoitecer, colocavam cadeiras nas calçadas e ficavam conversando, contando ‘causos’ ou antigas histórias, enquanto a gurizada brincava despreocupada de pique, pique bandeira, queimado, carniça, garrafão, etc...
Ao retornar cansado da escola ou do trabalho, você podia cochilar no ‘bonde’ despreocupado, sem risco de ser assaltado ou morto.
Você podia ir à praia tranquilamente, sem medo de arrastão ou que suas coisas fossem roubadas. Podia acampar, fazer uma trilha, etc., sem ser assaltado e assassinado.
Podia parar sua lambreta, vespa, moto ou carro, e ficar ‘admirando’ (sem outros comentários ou afirmativas, por favor) o mar ou uma bela paisagem com sua garota! Sem medo de você e ela serem mortos, após ela ser estuprada.
É, existia segurança em nosso país.
Eduardo G. Souza.

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COMO ERA MEU PAÍS QUANDO EU ERA CRIANÇA E JOVEM...


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Os brasileiros geralmente não compartilhavam seu patriotismo com o mundo, nós nos preocupávamos muito mais com o Brasil ou quando o país participava de algum evento ou discussão na cena internacional – vibrávamos quando ganhávamos um prêmio esportivo ou artístico. Então, grande parte dos brasileiros expunham seu coração verde e amarelo.
Esse coração verde e amarelo que era cultivado desde a mais tenra idade, nos bancos escolares. Nos hinos pátrios eram impressos nas contracapas dos cadernos escolares. E cantávamos esses hinos, nos solenes momentos de elevação e arreamento da bandeira nacional, que em algumas escolas era diária e, em outras, no início e final da semana. Ostentar uma fita verde e amarela no uniforme significava ser um dos melhores alunos da turma e fazer parte do pelotão da bandeira era o desejo da maioria, bem, ser o porta-bandeira era o máximo que um aluno podia almejar.
Já no ginásio os alunos começavam a pensar em uma carreira profissional e almejar ser um profissional destacado e respeitado. Alcançar os bancos de uma Faculdade era o sonho de muitos, mesmo sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar nessa caminhada.
Os professores acompanhavam os alunos até a porta da sala de aula, onde todos ingressavam em silêncio. No ginásio, que a troca de professores era permanente, geralmente, cumprimentávamos os professores ao adentrarem a sala de aula. Em minha época de aluno, duvido, mesmo na universidade, que um aluno adentrasse ou se ausentasse de sala de aula sem autorização do professor. Os professores eram tratados de Senhor e Senhora, na Universidade de Mestre(a) ou Doutor(a).
As datas cívicas eram devidamente comemoradas e os heróis nacionais cultuados com admiração e motivo de orgulho nacional. Era comum os professores determinarem que fossem realizadas e apresentadas pesquisas sobre os fatos e personagens de nossa história e também da história mundial. 
No resto do tempo, no entanto, os brasileiros oscilavam entre amar seu país no bem e no mal, e odiar aqueles que tentavam prejudicá-lo. Sim, odiávamos, até o ponto em querer expulsar ou matar aqueles que tentavam prejudicar a nação.
Naquela época, muitos desejavam ou decidiam deixar o país. E, mesmo quando isso acontecia, deixar o país para buscar uma vida melhor em outros lugares, os brasileiros, quase sempre, eram atraídos de volta e não apenas pela família que deixaram para trás, mais pelo seu país.
O fato mais surpreendente é que, apesar de criticarmos muito o nosso país - e não fazermos muito sobre as coisas que criticam – nós, os brasileiros, não suportávamos quando os estrangeiros o criticavam. "Eu posso criticá-lo, porque é meu país", era o padrão de pensamento de muitos brasileiros. Se um estrangeiro, criticasse o Brasil demais, ele iria aborrecer os brasileiros, mesmo que geralmente compartilhássemos da mesma opinião.
É, nós éramos patriotas, em sua maioria os brasileiros cultuavam nossa Pátria.
Eduardo G. Souza.  

COMO ERA MEU PAÍS QUANDO EU ERA CRIANÇA...


Mesmo que muitos não admitissem abertamente, e mesmo que andássemos pegando emprestado muito dos modos americanos de pensar e agir, a maioria dos brasileiros estava muito apegada às suas famílias. Os mais novos iam visitar os familiares próximos, às vezes, diariamente, e, em muitos casos, os jovens cuidavam de seus idosos, complementando sua baixa renda.
Funcionava em ambos os sentidos, com muitos jovens recebendo apoio de suas famílias até a maioridade - quer vivendo em casa com os pais ou recebendo ajuda financeira.
Se os pais viviam no subúrbio e os jovens e as crianças na cidade, era comum a reunião familiar nos finais de semana na casa dos idosos. Era uma festa ir a casa dos Avós! Sempre havia uma surpresa ‘deliciosa’ para a sobremesa e aquele carinho, enroscadinho, nos braços da vovó, além do trocadinho que o vovô sempre dava para ajudar na merenda durante a semana.
O tempo com a família também era muito importante, e muitas vezes era gasto em conversas, jogos de tabuleiro ou cartas, todos juntos assistindo TV, visitando parentes ou participando de reuniões familiares, como aniversários, casamentos, etc.
De qualquer forma, era melhor não ficar no caminho de um brasileiro e sua família! Elogiar a família ou pelo menos perguntar sobre a família, os filhos, e você ganhava muito no relacionamento com um brasileiro, mesmo quando lidava com negócios.
Os presentes para os membros da família e o interesse pelos membros da família ia muito longe com os brasileiros. Para muitos europeus ocidentais e americanos, onde as relações familiares não eram necessariamente tão próximas, esse fato era uma surpresa no primeiro contato com o Brasil.
É, era assim para a maioria dos brasileiros.
Eduardo G. Souza.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O EXPERIMENTO DE "ADRIAN ROGERS"




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Um professor de economia na universidade Texas Tech, nos Estados Unidos, nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Os alunos desta classe em particular, insistiam que o socialismo realmente funcionava. Afirmavam que com um governo assistencialista intermediando a riqueza, ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse: “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas. Todas as notas serão concedidas com base na média da classe, e, portanto, serão justas. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que, em teoria, ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um ‘A’”.

Depois de calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como resultado, a segunda média das provas foi “D”. E ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. E as notas não voltaram a patamares mais altos.

Mas as desavenças entre os alunos, a busca por culpados e acusações, até palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por “justiça” pelos alunos, era a principal causa das reclamações, então as inimizades e senso de injustiça passaram a fazer parte daquela turma.


No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. E assim, todos os alunos repetiram aquela disciplina… para total surpresa.
O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande, o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas, ao tirar coisas dos que se esforçaram para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai se esforçar e tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”
1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

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Um experimento, em qualquer área do conhecimento humano, trabalha com amostras que podem ser ou não controladas, mas sempre observáveis. A realidade fornece os fatos e os dados que devidamente analisados e medidos podem comprovar ou negar a hípose. Assim pois a realidade pode ser incabível em um experimento. O experimento só oferece respostas plausíveis se testado em outras situações, os seus resultados se repetem.
Óbvio que esse seria um experimento não factível, pois nenhum sistema educacional aceitaria esse processo de avaliação da aprendizagem. Portanto, trata-se de uma ficção criada por alguém, para ilustrar uma situação que, sem dúvidas, é uma realidade considerável, sopesando as características gerais intrínsecas da personalidade humana, fartamente observadas e registradas pela psicologia. A tese em si não é nada irreal, mas também não é incontestável, pois a sua hípose não pode ser testada num experimento real como proposto na história arquitetada.
Bem, mas ficam as conclusões atribuídas ao pseudo professor universitário ADRIAN ROGERS...

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"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

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VIOLÊNCIA

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O homem é, por natureza, uma parte de uma sociedade. Ele tem que viver com outros indivíduos nessa sociedade. Esta vida em conjunto resulta em um relacionamento interpessoal e social entre os indivíduos. Então, o indivíduo não tem liberdade absoluta para fazer o que quiser, pois isso vai contra a liberdade dos outros, resultando em intermináveis divergências e disputas que podem levar à extinção da sociedade.
Por esta razão, leis e regras devem ser estabelecidas para limitar essa liberdade e organizar as relações entre os indivíduos para permitir que todos os membros da sociedade vivam em paz e harmonia e, de fato, preparem a sociedade para a paz e sua existência contínua.
Numa época que, em nosso país, a guerra é levada a cabo por indivíduos, não por exércitos, e armas de guerra estão prontamente disponíveis para qualquer marginal as usar, precisamos de uma nova legislação para abordar adequadamente este paradigma de mudança da segurança.
De acordo com o recente relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil bateu, com números de guerra, o recorde de violência em 2016, 61.619 pessoas morreram violentamente no país, o maior número de homicídios em sua história.
Todos os atentados terroristas do mundo nos cinco primeiros meses de 2017 não superam a quantidade de homicídios registrada no Brasil em cada três semanas de 2015. Em 498 ataques terroristas, 3.314 pessoas morreram, de acordo com levantamento da “Esri Story Maps” e da “PeaceTech Lab”. Já o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, cerca de 3.400 pessoas foram assassinadas no Brasil a cada três semanas em 2015. A comparação foi feita pelo “Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada” (Ipea) e pelo “Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, que divulgaram o Atlas da Violência 2017.
Um estudo sobre assassinatos no mundo, divulgado pelas Nações Unidas, em Londres, aponta que o Brasil registra 11,4% do total de mortes violentas do planeta. Segundo o estudo da ONU, cerca de 437.000 pessoas foram assassinadas em 2012 no mundo; desses, 50.108 foram no Brasil.
O número de assaltos no Brasil em 2016 é pelo menos duas vezes maior do que a média mundial, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A pesquisa, chamada de “Better Life Initiative” (Iniciativa Vida Melhor), apontou que no Brasil 7,9% das pessoas entrevistadas relataram terem sido vítimas de assaltos nos 12 meses anteriores. A taxa é quase o dobro da média de 4% nos outros países pesquisados pela organização.
A violência não deve ser vista como uma questão pessoal de um indivíduo que experimenta a violência. O surgimento e crescimento da violência depende da reação da sociedade. Pode condenar e punir, o que minimiza a possibilidade da ocorrência da violência, ou a tolerar e ignorar contribuindo para a reincidência e seu crescimento. Portanto, a violência é definida como um problema social. Além disso, a violência é um problema social devido às suas consequências.
Esse comportamento violento tem sido evidente há muitos anos e as pessoas não experimentam isso de forma isolada, toda a sociedade está lidando atualmente com essa onda crescente de violência, e todos nós somos vítimas em potencial dessas ações violentas.
A legislação em vigor, que emergiu após os governos militares, na tentativa de permanecer fiel à tradição democrática liberal, dogmaticamente nasceu tolerante com os intolerantes.
Os legisladores, na convicção equivocada e perigosa, de que a liberdade do indivíduo é sacrossanta, e deve ser cultivada, seja qual for o custo, permitiram que pessoas usando a própria Lei, praticassem atos violentos, disseminassem o ódio e alastrassem o crime. A ausência da punição adequada invariavelmente aumenta a violência, como vimos em nossa sociedade e no mundo, resultando no aumento de atos violentos perpetrados contra os cidadãos que respeitam a lei.
O paradoxo da tolerância foi descrito por Karl Popper em 1945. O paradoxo afirma que, se uma sociedade é tolerante sem limites, sua capacidade de ser tolerante será eventualmente aproveitada ou destruída pelo intolerante. Popper chegou à conclusão aparentemente paradoxal de que, para manter uma sociedade tolerante, a sociedade deve ser intolerante à intolerância.
Esta formulação, não implica que devamos suprimir totalmente as filosofias tolerantes da nossa legislação. Contanto, não podemos rejeitar argumentos racionais, e um desses é que temos que manter o controle da segurança pública, e a supressão dessa segurança seria totalmente imprudente. Temos que reivindicar o nosso direito de garantir nossa segurança, e suprimir, se necessário, mesmo pela força, todas as situações e indivíduos que possam colocar em risco nossa integridade física.
Não existem dúvidas, pois é fácil concluir, que os criminosos não estão preparados para aceitar, em um nível de argumento racional, a necessidade de respeitar e submeter-se as Leis. Somente as punições firmes e rigorosas podem coibir o crime e a violência, porque é enganadora a ideia que eles irão respeitar a Lei através argumentos racionais, pois as respostas que recebemos são projeteis de suas pistolas e fuzis automáticos.
Karl Popper concluiu que estamos garantidos ao recusar-nos a tolerar a intolerância: "Devemos, portanto, reivindicar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante". Devemos afirmar que qualquer indivíduo que usa a violência e se posiciona fora da lei, deve ser tratado como criminoso, sem merecer qualquer tolerância e punido rigorosamente por sua ação criminosa, não podemos mais ser condescendentes com aqueles que cometem o latrocínio, o assassinato ou o sequestro, são criminosos que devem ser tratados como criminosos.
A última ideia merece repetição: Devemos, portanto, reivindicar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante. Devemos afirmar que qualquer indivíduo que usa a violência e se posiciona fora da lei, deve ser tratado como criminoso, sem merecer qualquer tolerância e punido rigorosamente por sua ação criminosa, não podemos mais ser condescendentes com aqueles que cometem o latrocínio, o assassinato ou o sequestro, são criminosos que devem ser tratados como criminosos.
Não podemos confundir o abuso com que os criminosos vêm desafiando as nossas Leis, com o rótulo de "liberais" que elas receberam. Você não é obrigado a tolerar, isto é, permanecer pacificamente frente a intolerância exibida pelos criminosos. Os princípios "liberais" da nossa legislação, acabam servindo ao assassinato de inocentes indefesos, e os marginais zombam do aparelho judicial que tenta reprimir suas ações deletérias. Existe uma tolerância incompreensível e injusta com aqueles que cometem crimes contra a pessoa, essa tolerância institucionalmente legal, acaba se transformando uma falsa justiça.
Uma sociedade tolerante com a violência, torna difícil para as vítimas cuidar de sua própria segurança e dos seus direitos.
A verdadeira segurança de uma sociedade não é apenas a ausência da violência. É também a presença vigilante da justiça.
Nós como uma sociedade não temos mais tolerância para a violência. Por muito tempo, nossa sociedade manteve silêncio sobre o fato de que muitos sofrem violência, mas não nos sentíamos próximos daqueles que estavam sendo vítimas, hoje, entretanto, não nos sentimos seguros nem no lugar onde deveríamos estar mais seguros, em nossa casa.
Temos um sistema que protege os perpetradores da violência, ignorando os direitos de seus sobreviventes. A violência é, em última análise, uma ameaça direta à participação democrática dos cidadãos e, portanto, uma ameaça direta à democracia de nosso país. Como podemos construir uma sociedade igual e progressiva, quando ainda não podemos garantir a segurança de todos os nossos cidadãos?
A questão de como punir os assassinos tem sido debatida há séculos, mais proeminente tem sido o debate se é ou não justificável aplicar a pena de morte a alguém que tenha tirado a vida de uma vítima inocente. Para alguns, não há dúvida de que um assassino deve ser julgado, e se condenado, poderá ser sentenciado a pena capital. Essas pessoas acreditam que se alguém tirou a vida de um inocente, deve perder a sua. Outros acreditam que nunca há justificativa para matar alguém e que a pena de morte é tão errada quanto o assassinato.
Uma das questões em torno desse debate é se a pena capital inibe ou não outros criminosos de cometer assassinato. Existem pesquisas que concluíram que à pena de morte favorece a diminuição dos crimes letais. No entanto, pesquisas conflitantes, afirmam ter determinado que não há uma resposta efetiva a diminuição dos assassinatos. Ambas correntes reivindicam essas pesquisas como prova definitiva para sustentar seu ponto de vista.
A principal alternativa apresentada à pena de morte para assassinos é a prisão perpetua. Mesmo isso é muito controverso, porque muitas pessoas sentem que manter um prisioneiro vivo e atrás das grades para o resto de sua existência é um desperdício de dinheiro do contribuinte.
Algumas sociedades, como a nossa, limitam o encarceramento a um limite de tempo. Afirmando que durante esse período o criminoso poderá ser reabilitado. Isso também leva à questão de saber se as pessoas encarceradas em penitenciárias podem ou não ser reabilitadas e voltar a entrar no mundo livre como membros responsáveis e benéficos da sociedade. Essa tese tem sofrido severo desgastes, considerando que resultados de pesquisas estatísticas realizadas em todo mundo, têm alcançado números alarmantes de criminosos reincidentes. Aliás, em nosso país, esses números superam a qualificação de ‘alarmantes’, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou uma pesquisa sobre reincidência criminal, o resultado desse trabalho foi publicado em 2015 (não encontramos dados mais recentes), 24,4% dos criminosos presos são reincidentes. Isso expôs a fragilidade da possibilidade de recuperação dos detentos em nosso sistema carcerário, um em cada quatro condenados é reincidente no crime.
Ainda é importante ressaltar que o instituto alerta para o fato de que há no Brasil pelo menos quatro interpretações possíveis para o conceito de “reincidência”. Entenda: - “Reincidência genérica” - Ocorre quando há mais de um ato criminal, independentemente de condenação, ou mesmo autuação, em ambos os casos; - “Reincidência legal” - Segundo a legislação, é a condenação judicial por novo crime até cinco anos após a extinção da pena anterior; - “Reincidência penitenciária” - Quando um egresso retorna ao sistema penitenciário após uma pena ou por medida de segurança; e – “Reincidência criminal” - Quando há mais de uma condenação, independentemente do prazo legal estabelecido pela legislação brasileira.
No relatório da pesquisa o Ipea diz o seguinte: “Ainda são escassos no Brasil os trabalhos sobre reincidência criminal, o que colabora para que, na ausência de dados precisos, imprensa e gestores públicos repercutam com certa frequência informações como a que a taxa de reincidência no Brasil é de 70%, como afirmou recentemente o então presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso”.
Ao distinguir o assassinato doloso e o homicídio culposo e distinguir graus ao assassinato (O assassinato em primeiro grau, é planejado com antecedência e realizado de forma fria e calculada, garante uma pena de morte, em alguns países, ou um longo encarceramento, em muitos países sem liberdade condicional. O assassinato em segundo grau, que não é premeditado, muitas vezes um crime de paixão ou que aconteceu no "calor de um momento", uma vez que não mostra a maldade da premeditação, geralmente recebe uma pena menor. O assassinato em terceiro grau é acidental. O criminoso não tem a intenção de matar a vítima.), quanto tempo o criminoso passa atrás das grades depende em grande parte das circunstâncias que envolvem o assassinato, e ao instituir a potencial liberdade condicional e determinar a aplicação da pena somente após esgotarem-se todos os graus de recurso, a lei penal, abriu um campo para que crimes e punições pudessem ser ordenados de maneira moralmente satisfatória e culturalmente coerente, mas, por outro lado, engessou o poder decisório de juízes e jurados, em decisões que deveriam determinar a aplicação rápida de punições mais severas.
Por esses motivos a nossa legislação penal está falhando, produzindo uma sensação de impunidade e a ideia de que só ficam presos os criminosos ‘pé de chinelo’. Por outro lado, ironicamente, a não aplicação da pena de morte nesse momento crítico e caótico em que se encontra a segurança pública, provoca uma perigosa tensão no sistema carcerário, que está sobrecarregado e superlotado, ajudando a criar essa tensão perigosa e anormal na vida na prisão. O resultado dessa acumulação da tensão carcerária, está ajudando a ancorar punições menores para crime de um nível muito alto.
A falta de aplicação rígida da Lei contribui para um grande número de assassinatos e outros crimes em nossa sociedade, porque não infligem aos criminosos o castigo que eles merecem. Em vez disso, apenas encarceramos os criminosos e em alguns casos nem isso. E, em muitos casos, ainda aparecem canalhas ou idiotas que alegando ‘direitos humanos’ ainda os defendem e se compadecem deles, mas, esquecem a vítima que perdeu a vida sem qualquer compadecimento, e os parentes ou filhos que perderam seu ente querido e o apoio nesta vida. Esses assassinos não têm piedade das pessoas ou da sociedade, o que torna o país um lugar perigoso para viver. Todos temem por suas vidas por causa desses assassinos implacáveis que não pensam nas consequências de seus atos e não se preocupam com as vidas que tiram sem sentido e por um motivo tolo.
Finalizando, quero mais uma vez deixar bem claro que, nas atuais circunstâncias que se encontra nosso país, sou favorável que, ao menos por um determinado tempo, seja aplicada a pena de morte, para aqueles reincidentes que tiraram algumas vidas, por que premeditaram o seu ato ou por um motivo violento como o latrocínio. Essa é a única solução para restabelecer a segurança individual e permitir que a nossa sociedade possa viver sem temer a violência.
Eduardo G. Souza.
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GÊNERO?

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A teoria de gênero é atualmente um debate contínuo de que o gênero deve ser definido por fatores biológicos ou sociais.
Os papéis de gênero podem basear-se ligeiramente em construções sociais como a cultura, mas os papéis de gênero estão enraizados em diferenças reais, mensuráveis e biológicas entre homens e mulheres. Não podemos logicamente negar que são a anatomia e as funções biológicas objetivas que determinam o gênero de uma pessoa, e não seu estado psicológico.
Os genes desempenham um papel importante na formação física, bem como se um indivíduo nasce macho ou fêmea. A maioria dos indivíduos tem dois cromossomos sexuais que são herdados de cada genitor. As fêmeas contêm o par XX e os machos o par XY.
A anatomia poderá até ser alterada por uma intervenção cirúrgica, mas os cromossomos, continuam determinando se o indivíduo é masculino ou feminino, não é possível alterar a identidade genética de gênero dos indivíduos.
É óbvio que mesmo os seres humanos sendo uma espécie dióica, os genes e os cromossomos às vezes contêm anomalias que podem levar a diferentes características físicas e podem gerar indivíduos anormais. Uma dessas síndromes é chamada síndrome de Turner, uma anomalia cromossômica em que o indivíduo perde parcial ou totalmente um cromossomo X. Chamam-se hermafroditas, os indivíduos que nascem com órgãos sexuais dos dois sexos e com ovário e testículos ao mesmo tempo, geralmente causado por um processo teratológico, ou seja, por uma má formação embrionária, já os chamados pseudo-hermafroditas, nascem com uma má formação anatômica, no caso masculino, o indivíduo tem cromossomos XY, mas apresenta má formação do pênis e características visuais de uma vagina, e no feminino, o indivíduo tem cromossomos XX, apresenta uma vagina, mas o clitóris se desenvolve tanto que é confundido com um pênis.
O problema dessa crença, que não são a anatomia e as funções biológicas que determinam o gênero, é que os indivíduos transgêneros acreditam legitimamente que seu sexo e gênero são incompatíveis. Contudo, se o sexo é separado da identidade de gênero, por que as pessoas transgêneros sentem que sua anatomia está desalinhada com sua identidade de gênero. Se a identidade de gênero não depende da anatomia, como o gênero e anatomia e funções biológicas podem estar desalinhadas?
O anseio de alguns indivíduos transgêneros para expressar sua identidade de gênero com a alteração cirúrgica dos órgãos sexuais sugere, mesmo em suas mentes, uma dependência do gênero à anatomia.
Os tratamentos hormonais e cirurgias podem mudar alguns aspectos anatômicos do indivíduo, mas haveria uma lacuna infalível entre o indivíduo e o objeto de seu desejo, esse indivíduo transgênero deseja viver como se fosse do outro sexo, ao invés de ser um indivíduo do outro sexo. No entanto, viver como, não é o mesmo que ser, o que significa que a identidade de gênero é conservada. Viver "como se" fosse do sexo oposto, parece entrar em conflito com a ideia de que o gênero do indivíduo é determinado pela autopercepção.
Embora os estados psicológicos dos indivíduos transgêneros sejam reais, em alguns de seus relatos parecem não apenas incomodados, mas totalmente ambíguos.
A homossexualidade e a teoria de gênero desempenham um papel significativo no debate entre a genética e socialização, principalmente devido ao fato delas serem consideradas por alguns como um fator inato e para outros um hábito adquirido, mas mesmo as descobertas significativas que foram feitas pela biologia e pela psicologia para as causas da homossexualidade, ainda não existe uma resposta definitiva para a questão. Afinal, o problema é se a homossexualidade é algo biológico ou socialmente aprendido.
Embora muitos defendam que o gênero é uma categoria psicológica, ainda existem fortes correntes que afirmam que os papéis de gênero associados à homossexualidade são biológicos e genéticos. Esses autores argumentam que, até agora, os genes não podem ser alterados, então, se o gênero for estabelecido pela socialização, como pode haver tantas correlações com a genética para que seja um comportamento aprendido. Mas alguma base biológica foi encontrada que indique quem se tornará um transgênero? Existe um marcador genético em indivíduos transgêneros? A resposta é não. Os pesquisadores buscaram evidências para provar que os transgêneros são diferentes biologicamente, mas não encontraram nenhuma.
Um estudo, publicado em 2009, buscou "evidências de que alterações genéticas de genes relacionados com hormônios sexuais gerem susceptibilidade de indivíduos de ambos os sexos ao transsexualismo", e não encontrou nenhuma.
Outro estudo, publicado em 2013, descobriu que "a desordem de gênero não parece estar associada a mutações moleculares de alguns dos principais genes envolvidos na diferenciação sexual".
Ainda outro estudo, publicado em 2014 analisou “certas áreas suspeitas do cérebro para uma associação com transsexualismo masculino” e não encontrou nenhuma
Não foi possível encontrar anormalidades genéticas me transgêneros, então, os transgêneros não nasceram assim. Eles são machos e fêmeas normais.
A teoria cognitiva da aprendizagem social afirma que a mídia e outras dinâmicas sociais populares influenciam os papéis de gênero e o desenvolvimento. No entanto, não encontramos qualquer comprovação decisiva desta teoria, porque não houve pesquisas significativas para mostrar que a aprendizagem desempenha um papel definitivo no desenvolvimento da orientação sexual ou de gênero.
O que os pesquisadores têm encontrado é que trinta por cento dos portadores de disforia de gênero têm um diagnóstico de transtorno dissociativo de identidade, anteriormente chamado de distúrbio de personalidade múltipla. O transtorno dissociativo e a disforia de gênero parecem muito semelhantes, e os profissionais da saúde mental geralmente não podem distinguir entre os dois no indivíduo transgênero.
Finalmente, alguns peixes e répteis, tem sexo determinado pela temperatura na qual os ovos são incubados. Em lagostas e jacarés, altas temperaturas de incubação fazem com que todos os ovos produzam machos, enquanto as temperaturas baixas geram as fêmeas. O contrário é verdade para a maioria das tartarugas. Assim, uma tartaruga marinha pode gerar fêmeas se colocar seus ovos em um local da praia com pleno sol, mas todos serão machos se ela os colocar na sombra da vegetação nas dunas. Os ecologistas que resgatam ovos de tartaruga marinha de predadores e os incubam em laboratório rapidamente aprenderam que tinham que variar a temperatura de incubação para produzirem uma mistura de sexos.
O sexo de um animal nem sempre é fixado para toda a vida. Muitos peixes mudam de sexo. Alguns espécimes de peixes, como o peixe-palhaço, Amphiprioninae, todos nascem do gênero masculino, ao longo da vida, entretanto, os peixes-palhaço dominantes se transformam em fêmeas, processo conhecido como dicogamia, as fêmeas possuem um papel importantíssimo na manutenção da espécie, por isso costumam andar na companhia de vários machos. Quando elas morrem, o macho dominante se transforma e assume o papel de fêmea. Já os peixes da família Labridae, cujo nome vulgar é o bodião, se comportam ao contrário dos peixes-palhaços, um macho controla um harém de fêmeas, e as fêmeas têm uma hierarquia de dominância entre si, se o macho morre ou desaparece, a fêmea de mais alto nível muda para macho em alguns dias e assume o controle do harém, crescem seus órgãos sexuais masculinos e ela se torna mais agressiva, para garantir que é capaz de proteger o seu território e o seu cardume. A maioria dos peixes-papagaio, da família dos Scaridae, nascem fêmea, mas carregam os órgãos sexuais masculinos, e podem se tornar machos a qualquer altura da vida, não entendemos muito bem o motivo, alguns biólogos acham que é uma forma de equilibrar a distribuição de gênero da espécie.
Bem, mas nós do Reino Metazoa ou Animalia, Filo Cordados, Subfilo Craniados ou Vertebrados, Classe Mamíferos, Ordem Primatas, Família Hominídeos, Gênero Homo, Espécie Homo Sapiens, somos indivíduos de uma espécie dióica, nascemos macho ou fêmea, e não adianta se sentir ou querer ser do gênero oposto, pois temos que lembrar que nossas células possuem moléculas de DNA, ácido desoxirribonucleico, chamadas de cromossomos que representam o material genético hereditário, e os cromossomos sexuais são os responsáveis pela determinação do sexo, as fêmeas produzem óvulos que contêm 22 autossomos e um cromossomo sexual X, já os machos produzem espermatozoides de dois tipos, todos contendo 22 autossomos, porém, alguns possuem o cromossomo sexual X e outros tem o cromossomo sexual Y, assim, se um espermatozoide X fecundar o óvulo o resultado é XX, neste caso temos um indivíduo do gênero feminino mas, se o óvulo for fecundado por um espermatozoide Y teremos um indivíduo do gênero masculino.
Nós não somos peixes, crustáceos ou répteis. Então, quem nascer macho, vai morrer macho, e quem nascer fêmea, vai morrer fêmea. O resto é blá... blá... blá...
Eduardo G. Souza.
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FASCISTA...


Quando confrontados, os esquerdopatas ignorantes, por falta de argumentos lógicos, costumam aos ‘berros’ acusar seus opositores de “FASCISTAS”! 
Mas, será que eles sabem o que é um Fascista? Mas o que significa ser um fascista, além de ser vítima do termo pejorativo muito usado pelos esquerdistas? Será que eles sabem o que é o Fascismo? O que exatamente é o Fascismo? Para muitas pessoas, os fascistas são figuras históricas como Benito Mussolini e Adolf Hitler dos governos da Itália e da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, bem como outros líderes, como o generalíssimo Francisco Franco Bahamonde, da Espanha, ou Juan Domingo Perón, da Argentina. 
O fascismo é uma ideologia complexa. Existem muitas definições de fascismo, alguns autores descrevem o fascismo como um tipo ou conjunto de ações políticas, uma filosofia política ou um movimento de massa. A maioria das definições concorda que o fascismo é autoritário e promove o nacionalismo a qualquer custo. 
Os primeiros movimentos fascistas surgiram na Itália, quando Mussolini cunhou o termo "fascismo" em 1919, durante a Primeira Guerra Mundial, e se espalharam para outros países europeus, onde floresceram até o final da Segunda Guerra Mundial. 
A palavra fascismo tem origem na palavra italiana “fascio”, que significa "feixe", pacote ou grupo. O feixe de lenha amarrado foi um símbolo muito usado na Roma Antiga, simbolizava a força na união, segundo a metáfora de que um galho sozinho pode ser quebrado, porém unidos tornam-se muito resistentes. Benito Mussolini resgatou essa simbologia, que significa, a união e a força, que é considerada a base de uma fraternidade militante. O símbolo fascista consistia em uma machadinha envolta por um feixe de varas. O feixe de varas representava o povo italiano e a machadinha era uma alusão ao poder do "Duce", ou seja, Benito Mussolini. O uso desse símbolo pelos fascistas também mostra como o resgate de um "passado glorioso" estava na agenda do “Partito Nazionale Fascista”, que se tornou o símbolo do movimento fascista. 
O fascismo é comumente associado aos regimes italiano e alemão nazista, que chegaram ao poder após a Primeira Guerra Mundial, embora vários outros países tenham experimentado regimes fascistas ou elementos deles. Adolf Hitler na Alemanha, Benito Mussolini na Itália, Francisco Franco na Espanha e Juan Perón na Argentina foram conhecidos líderes fascistas do século XX. 
Em regras gerais, os governos fascistas são dominados por um ditador, que geralmente possui uma personalidade carismática, usa um uniforme vistoso e reúne seus seguidores em desfiles cívicos e militares, apela ao nacionalismo extremo, e promove suspeitas e ódio contra estrangeiros e pessoas "marcadas" dentro da própria nação, como os judeus na Alemanha. Nos Estados Unidos a Ku Klux Klan, uma organização de supremacia branca fundada no final da Guerra Civil, apresenta algumas características fascistas. O filosofo James Patrick Griffin afirmou: "Por sua natureza, o fascismo é racista, já que todos os ultranacionalistas são racistas na celebração das supostas virtudes e grandeza de uma nação ou cultura organicamente concebida". Do mesmo modo, o fascismo opõe-se à "visão liberal da sociedade multicultural, multireligiosa e multirracial". 
Embora tanto o comunismo como o fascismo sejam formas de totalitarismo, o fascismo não exige a estatização das propriedades e dos meios de produção, tão pouco o fascismo está comprometido com a conquista da igualdade social e econômica. Em teoria, o comunismo opõe-se ao governo de um único líder carismático, o que na prática mostrou-se não acontecer, já o "culto de uma personalidade" é a pedra angular do fascismo. Enquanto os comunistas são considerados de esquerda, os fascistas são descritos tanto de esquerda como de direita. 
Na verdade, as características do Fascismo de Mussolini não são exatamente as mesmas do Fascismo de Hitler, que não são as mesmas do Fascismo de Francisco Franco, na Espanha, nem as dos movimentos neofascistas, pós-Segunda Guerra Mundial, caracterizados, por exemplo, pelos grupos como os Skinheads e os Neonazistas. O fascismo sempre assume as características culturais do país em que se encontra, levando a regimes muito diferentes. 
Em 1944, quando grande parte do mundo ainda era influenciada por regimes fascistas, George Orwell escreveu em seu ensaio "O que é o fascismo?", que o fascismo é extremamente difícil de definir, porque a maior parte dos regimes fascistas diferem enormemente em muitos aspectos. "Não é fácil, por exemplo, caber a Alemanha e o Japão no mesmo quadro, e é ainda mais difícil com alguns pequenos estados que são descritos como fascistas", escreveu Orwell. 
Mas, mesmo parecendo se aplicar a tantos pontos de vista sociais e políticos diferentes, e sendo difícil de definir absolutamente o fascismo, podemos definir alguns princípios básicos que podem identificar um movimento fascista, são eles: 
- O Poder absoluto do Estado - o Estado fascista é uma entidade gloriosa e viva que é mais importante que qualquer indivíduo. Todos os indivíduos são parte do Estado, mas o Estado é maior do que a soma de suas partes. Os interesses nacionais substituem todas as outras necessidades da sociedade. Todos os indivíduos devem deixar de lado suas próprias necessidades e dedicar-se às necessidades do Estado. Os fascistas acreditam que a democracia liberal é obsoleta e eles consideram a mobilização completa da sociedade sob um Estado totalitário, de um único partido, como necessário para o crescimento da Nação. O Estado é mais importante do que manter os direitos individuais ou universais. Não há lei ou outro poder que possa limitar a autoridade do Estado. Na visão fascista o Estado é a única entidade orgânica que liga as pessoas pela sua etnia e é uma força unificadora natural das pessoas. 
Mesmo considerando o Estado superior a qualquer coisa, Mussolini afirmou: “Ao contrário do regime comunista, onde o Estado decide tudo sozinho e priva o indivíduo de toda liberdade, o Estado fascista organiza a nação, mas deixa uma margem de liberdade suficiente para o indivíduo decidir algumas questões.” 
- Sobrevivência dos mais aptos - um estado fascista é tão glorioso e poderoso quanto a capacidade de travar guerras e vencê-las. O Estado Fascista glorifica a força militar através da propaganda. O fascismo rejeita as afirmações de que a violência é negativa por natureza e vê a violência política, a guerra e o imperialismo como meios para alcançar o poder absoluto do Estado. A paz é vista como fraqueza, e a violência como força. A força é a melhor opção e garante a sobrevivência do Estado. 
Mussolini na a Enciclopédia italiana em 1932, escreveu: “O fascismo, não acredita nem na possibilidade, nem na utilidade da paz perpétua. E, portanto, repudia a doutrina do pacifismo - nascida de uma renúncia à luta e de um ato de covardia diante do sacrifício. A guerra traz na sua maior tensão toda a energia humana e coloca o selo de nobreza sobre os povos que têm coragem para encontrá-la. Todos os outros ensaios são substitutos, e nunca colocam os homens na posição em que devem tomar a grande decisão - a alternativa da vida ou da morte...” 
- Ordem social restrita - as classes sociais são estritamente mantidas para evitar a "luta de classes" ou qualquer possibilidade de caos social. Ao contrário do marxismo, o fascismo não considerava o conflito de classe entre o proletariado e a burguesia definido por Marx, em vez disso, considerava os trabalhadores e os capitalistas como pessoas produtivas que estavam em conflito com elementos parasitários da sociedade, incluindo: partidos políticos corruptos, capital financeiro corrupto e pessoas improdutivas ou indigentes. A desordem social é uma ameaça para o Estado. A ordem social é garantida através do Estado mediando as relações entre as classes, ao contrário do que acontece nos estados capitalistas liberais clássicos, onde existe a livre negociação. O poder absoluto e a grandeza do Estado dependem da manutenção de um sistema de classe em que cada indivíduo tenha um lugar específico, e esse lugar não possa ser alterado. 
- Liderança autoritária - manter o poder e a grandeza do Estado requer um único líder carismático com autoridade absoluta. O líder assume o status de guia do povo, o papel de pai da nação. Tal Estado, liderado por um líder forte, um ditador, e um governo marcial, é fundamental para forjar a unidade nacional e manter uma sociedade estável e ordenada. Este todo-poderoso e heroico líder mantém a unidade e a submissão inquestionável exigida pelo Estado Fascista. O líder autoritário é muitas vezes visto como um símbolo do Estado. 
Algumas pessoas usam o termo "fascistas" para descrever qualquer pessoa ou governo autoritário. Mas, como podemos ver, o autoritarismo é apenas uma parte da filosofia fascista. O comunismo sob Stalin também era uma filosofia política autoritária. O Fascismo como o comunismo sufoca de imediato, e muitas vezes de forma violenta, quaisquer oposições ou pontos de vista opostos. O domínio étnico de seu próprio povo e o menor status de pessoas estrangeiras são também pontos comuns entre eles. Mas, o fascismo é diretamente oposto ao comunismo quando se trata da visão econômica. Um estado fascista, em geral, desenvolve uma economia privada, desde que se submeta à regulamentação governamental. 
Ao contrário da maioria das outras filosofias políticas, sociais ou éticas, como o comunismo, o capitalismo, o conservadorismo, o liberalismo ou o socialismo, o Fascismo não tem características filosóficas bem definidas. Na falta de uma caracterização absoluta do Fascismo, o termo "fascista" tem sido usado, por pessoas ignorantes, como um ‘insulto’, assim o seu significado se diluiu e a natureza da palavra se perdeu. O uso constante do termo no discurso político como uma forma pejorativa, faz um desserviço à ciência política. 
Parece que todos são fascistas nos dias de hoje. Não importa quem, não importa o porquê, todos são fascistas! Basta você discordar de um autoproclamado perito de esquerda em ciências política ou de um ignorante ativista político, se você não concordar com eles será condignamente digno do título. Eu pessoalmente já fui chamado de fascista inúmeras vezes, por ter posições políticas opostas à da pessoa que me acusou. Certamente quando você for levado a uma discussão com alguém que não possui conhecimento sobre o assunto e argumentos lógicos válidos, ele lançará mão da palavra "fascismo", quando quiser ganhar de qualquer forma a discussão. 
Após a Segunda Guerra Mundial, o fascismo em grande parte ficou fora de moda na Europa e na América do Norte. Tornou-se um ‘insulto político’, resultado do uso excessivo e o seu significado foi reduzido. No entanto, tem havido crescentes movimentos fascistas ou pro-fascistas na Europa e na América do Norte durante as últimas décadas, à medida que o comunismo declinou após 1989, e o crescimento do terrorismo tornou-se uma realidade presente na Europa, favorecendo o nacionalismo exacerbado. 
O fascismo não é apenas uma combinação de políticas reacionárias. É uma mudança qualitativa de como a sociedade é governada. O fascismo fomenta e baseia-se no nacionalismo xenófobo, no racismo, na misoginia e na instituição agressiva de valores tradicionalmente opressivos. O crucial é entender que, uma vez no poder, o fascismo elimina essencialmente os direitos democráticos tradicionais. Fundamentalmente, o fascismo é a prática do autoritarismo, do nacionalismo, do militarismo e da supremacia racial. 
Os traços finais do fascismo são uma grande propaganda, uma rejeição da globalização e efetivação da burocracia, uma mistura de filosofias e de ideias da esquerda e da direita, para formar a sua ideologia, seu objetivo é ter um grupo de pessoas superiores, comandadas por um Líder Absoluto, que dominam o Estado e purificar a sociedade eliminando os seres humanos inferiores e improdutivos. 
Eduardo G. Souza. .

UTOPIA OU PSICOPATIA

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Karl Marx nasceu em Trier, na Prússia, em 5 de maio de 1818, filho de Heinrich Marx, advogado, e Henriette Presburg Marx, uma holandesa. Tanto Heinrich quanto Henriette eram descendentes de uma longa linhagem de rabinos. Porém 'barrado' da prática da advogacia como judeu, Heinrich Marx tornou-se luterano por volta de 1817 e Karl foi batizado na igreja em 1824, aos 6 anos. Karl frequentou uma escola primária luterana, mas depois tornou-se ateu e materialista, rejeitando as religiões cristã e judaica.
Marx passou a maior parte de sua vida no exílio. Ele foi exilado da Prússia em 1843 e foi para Paris, em 1845 Marx foi expulso da França. Mudou-se para Bruxelas, onde fundou o partido dos trabalhadores alemães e atuou na Liga Comunista. Foi quando ele conheceu seu amigo e patrocinador Friedrich Engels. Marx e Engels publicaram, em 1848, o famoso Manifesto do Partido Comunista (conhecido como Manifesto Comunista). Expulso pelo governo belga por seu radicalismo, Marx voltou para Colônia em 1848. Menos de um ano depois, em 1849, Marx foi novamente exilado pelo governo prussiano Ele voltou para Paris, e o governo francês o expulsou novamente alguns meses depois. Ele então se instalou em Londres, onde passou o resto de sua vida em extrema pobreza, ele não trabalhava regularmente e foi literalmente salvo da fome pelo contínuo apoio financeiro de Engels, e inteira obscuridade. Ele não era conhecido pelo público inglês.
Sua reputação de pensador radical começou a se propagar somente após o surgimento dos partidos socialistas na Europa, especialmente na Alemanha e na França, nos anos 1870 e 1880. A partir de então, as teorias de Marx começaram a ser debatidas nos crescentes movimentos trabalhistas e socialistas em vários lugares, incluindo na Rússia czarista.
No final do século XIX e início do século XX, os partidos socialistas aceitaram, em uma medida considerável, o marxismo, embora com modificações. O marxismo foi especialmente aplicado na luta de classes e no estabelecimento de uma sociedade socialista. O marxismo alcançou seu primeiro grande triunfo na Revolução Russa de 1917, quando seu líder, Vladimir Ilyich Ulyanov, mais conhecido pelo pseudônimo de Lenin, um discípulo de Marx, organizou a União Soviética como uma ditadura proletária baseada na ideologia de Marx, mas como Lenin a interpretou. Doravante, Marx tornou-se uma figura mundial e suas teorias sobre o comunismo chamaram a atenção mundial e criaram controvérsias.
O comunismo é uma ideologia de esquerda, materialista e muitas vezes violentamente ateísta, criada para derrubar o capitalismo, substituindo a economia de livre mercado e a democracia por uma "ditadura do proletariado".
Karl Marx acreditava que o ateísmo era uma parte fundamental do comunismo. Ele é muitas vezes citado como responsável pela frase: " A religião é o ópio do povo". Na verdade, sua citação completa foi: "O sofrimento religioso é, ao mesmo tempo, a expressão de um sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições sem alma. É o ópio do povo". Ele acreditava que fazia parte da "superestrutura", de uma cultura construída para manter o status quo. Assim, ele designava o cristianismo como uma religião fictícia que mantinha o poder das elites sobre as massas. Marx era um ateu declarado, como escreveu: "O comunismo começa desde o início com o ateísmo; mas o ateísmo está, em princípio, longe de ser o comunismo; de fato, que o ateísmo ainda é uma abstração."
Após ler e reler as ideias e teses de Karl Marx, cheguei à conclusão que sua ideologia era somente uma utopia, que naquele momento parecia ter um grande futuro, porém eu sabia que o cara não estava certo, e o tempo veio confirmar minha conclusão.
Não satisfeito, fiz um estudo de Karl Marx como indivíduo. Ele veio de uma família relativamente rica, mas sempre teve problemas financeiros, acabou se casando com uma mulher que possuía considerável riqueza, mas também conseguiu desperdiçá-la. Ele nunca teve um trabalho real e, em vez disso, concentrou seus esforços em desenvolver sua teoria político-econômica. Essa falta de foco e da sua irresponsabilidade como adulto são claramente evidenciadas em “Das Kapital”.
Não por causa dele defender teorias infantis, pueris, mas pela redação horrível e dolorosa de ler, nas 2.000 páginas das três partes, repletas de palavras fortes e aguerridas contra o capitalismo, que foram capazes de confundir a maioria das pessoas, especialmente dada a facilidade com que o livro era declarado como a bíblia de um 'mundo novo'.
O jornalista e escritor britânico, Francis Wheen, escreveu sobre "Das Kapital": "é uma colagem literária radical - justaposição de vozes e citações da mitologia e da literatura, dos relatórios dos inspetores da fábrica e dos contos de fadas, da maneira de Ezra Pound 'The Cantos' ou Eliot 'The Waste Land'. Das Kapital é tão discordante como Schoenberg, como pesadelo de Kafka".
É uma explosão de parágrafos e frases, não um argumento lógico, sucinto e convincente para defender o socialismo. Mesmo assim para várias pessoas, Marx foi o guru e o Capital, um livro sagrado.
Grande parte da agonia literária de Marx decorreu do incessante revisar do que ele já havia escrito. Marx recomeçava invariavelmente a cada dia, semana, mês e ano, avaliando se postulações anteriores exigiam revisão. Como escritor e pensador, Marx era o desequilíbrio perfeito entre um escritor autoconfiante e um pensador continuamente sobrecarregado com a própria dúvida. Em contraste com a patente arrogância de suas formulações, Marx não fez um fechamento do seu pensamento e deixou sua 'obra-prima' incompleta. Outras duas partes, que fechariam a obra, foram publicadas por Frederick Engels, que declarou ter como base notas e rascunhos que ele encontrou no estudo de Marx.
Além disso, nunca dei muito valor a Marx, como pessoa ou como pensador. No entanto, até estudei atentamente a teoria comunista, no princípio parecia haver alguma lógica no pensamento comunista, mais aprofundando o conhecimento através do estudo atento das teorias e dos contrastes com as práticas noticiadas, fui formando minha própria ideia sobre a impossibilidade do comunismo ser a solução para os problemas que enfrentam as sociedades, considerando as diversas variáveis intervenientes e a ausência do respeito a princípios fundamentais cultivados pelos seres humanos.
Várias das teorias de Marx sobre o comportamento social também foram erradas: ele postulou que a classe trabalhadora não se libertaria senão se levantasse em protesto contra as classes dominantes. No entanto, grandes setores dos trabalhadores de hoje não desejam tal reviravolta, mas visam apenas simular e seguir o caminho dos exploradores. O trabalhador do escritório ou da fábrica aspira a ser o chefe. Pare de ser oprimido e junte-se aos opressores.
As ideias de Marx com o passar do tempo se mostraram irrelevantes e desatualizadas no mundo contemporâneo. No século XXI, o Capital deixou de ser um modelo para o futuro, e passou a ser uma relíquia do passado. Com o avançar do conhecimento pude ver o quão literalmente e genuinamente insano era o homem Marx.
Marx era, de fato, uma versão mais antiga dos hippies do século passado. Ele vivia do dinheiro de outras pessoas, e quando essas fontes secavam, ele ia tentar encontrar outras pessoas para sustentá-lo. Ele nunca exerceu um trabalho real e teve uma visão cruzada e irreal de si mesmo e por isso que ele sempre estava "pesquisando" nas bibliotecas para desenvolver sua própria religião econômica. Só isso já é suficiente para me fazer não ver qualquer razão para levá-lo a sério, mas já que não trabalhava vivia da misericórdia dos outros e do todo-poderoso que ele negava, o que fica muito pior.
Marx também não gostava de banhar-se. Aquela barba que parecia um ninho de ratos não era por acidente ou prazer, mas por falta de higiene. Por causa de seu hábito de evitar os cuidados básicos de higiene (provavelmente justificado por muito trabalho), ele acabou tendo feridas sobre seu corpo regularmente.
O tabagismo excessivo de Marx, o consumo excessivo de vinho e de alimentos fortemente temperados, podem ter sido causas contributivas para suas doenças, a maioria das quais parecem ser alérgicas e psicossomáticas. Nas duas últimas décadas de sua vida, ele foi atormentado por uma sucessão crescente de doenças, ele sofria de desarranjos intestinais, surtos frequentes de carbúnculos e furúnculos principalmente nas costas e nas nádegas, muitas vezes ele não podia sentar-se, dores de dentes, inflamações oculares, abscessos pulmonares, hemorroidas, pleurisia e enxaquecas, os surtos persistentes de tosse tornavam o sono impossível sem drogas.
Estes não são sinais de uma pessoa sã, mas de alguém que, obviamente, teve problemas mentais.
Outras evidências de problemas mentais são abundantes se você olhar para a vida familiar. Ele foi um pai tão irresponsável que quatro dos seus sete filhos morreram antes dos dezoito anos de idade. Dois dos sobreviventes acabaram por suicidar-se. Marx também criou um filho ilegítimo com sua empregada, uma mulher que ele nunca pagou, mas morava com a família.
Finalmente, Marx era um hipócrita. Para fugir de seus credores, ele saltava de uma residência para outra muitas vezes, para não pagar o aluguel, os açougueiros, alfaiates e outros "trabalhadores", que ele afirmava serem "explorados" por esses malvados capitalistas. Além disso, ele era um hipócrita intelectual. Em vez de usar fatos e dados para criar teorias, ele fez o contrário. Toda a sua "pesquisa" foi gasta tentando encontrar provas e evidências de que sua ideologia tola e pueril funcionaria.
Karl Marx era um louco insano. Ele era psicótico. E acreditar ou subscrever quaisquer ideias que esse homem teve (seja política, econômica, familiar ou qualquer coisa) é tolo. A história provou isso. Apenas as ilusões de grandeza de um louco poderiam resultar em matar mais pessoas durante o tempo de paz do que os nazistas fizeram propositadamente durante a guerra. Você pode comprovar esses fatos observando quando pessoas, semelhantes a ele, implementam o marxismo em diversos países (a URSS, a Alemanha Oriental, a China, a Coreia, Cuba, etc.), levando esses povos a miséria, a fome e a morte. Milhões de pessoas morreram e ainda morrem vítimas do comunismo. E você pode ver o que acontece quando os países abandonam o socialismo em busca do capitalismo (China, Vietnã, os Bálticos).
Mas o problema real não é que ele era um "idiota" ou "psicopata", mas como outros usando suas ideias causaram a destruição de sociedades e morte de milhões. O pior é mesmo vendo a devastação e a pobreza que suas "teorias" doentias e absurdas causaram no mundo, ainda existir pessoas capazes de idolatrá-lo e tentar dar vida a essa ideologia nefasta, que é o comunismo.
É de fato assustador como algumas pessoas sejam tão receptivas a uma ideologia tão estúpida e, finalmente, perigosa e perversa.
É por isso que não adianta criticar Marx. Sempre haverá idiotas. Sempre haverá megalômanos. Sempre haverá psicopatas. De fato, o problema é que sempre existirá pessoas que são realmente estúpidas o suficiente para ouvir e dar crédito a esses idiotas.
Finalizando, lembrem-se que Lenin escreveu de forma semelhante: "Um marxista deve ser um materialista, ou seja, um inimigo da religião, mas um materialista dialético, ou seja, aquele que trata a luta contra a religião não de maneira abstrata, não com base em teorias abstratas, puramente teóricas, nunca variando a pregação, mas de forma concreta, com base na luta de classes que está acontecendo na prática e está educando as massas mais e melhor do que qualquer outra coisa poderia".
Em 1955, o líder comunista chinês Chou En-lai declarou: "Nós comunistas somos ateus".
Por tudo isso não posso racionalmente ser comunista!
Eduardo G. Souza. .

VIOLÊNCIA GENERALIZADA – COMO COMBATER?

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A violência interpessoal (por exemplo, homicídios, latrocínios, assaltos, estupros, abuso e negligência de crianças e idosos) continua a ser um grave problema de saúde pública no Rio de Janeiro. Todos os dias estamos assistindo tragédias indescritíveis e lutando para não sermos a próxima vítima. Além de procurar nosso próprio caminho para fugirmos da violência, procuramos palavras para consolar as famílias e a comunidade que foram destruídas por essa incompreensível violência. À medida que o Rio de Janeiro se torna, a cada dia, um Estado mais violento, também aumentam os índices em toda a Nação. Cada bairro e comunidade tem experiências únicas com violência e diferentes recursos disponíveis para lutar contra ela. Não existe uma abordagem única para prevenir a violência.
O Brasil atingiu a marca recorde de 59.627 mil homicídios em 2014, uma alta de 21,9% em comparação aos 48.909 óbitos registrados em 2003. A média de 29,1 para cada grupo de 100 mil habitantes também é a maior já registrada na história do país, e representa uma alta de 10% em comparação à média de 26,5 registrada em 2004. É o que o Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP) apresenta.
A violência e a criminalidade afetam a saúde econômica do Estado, bem como a saúde física e mental e o bem-estar dos indivíduos. O que podemos fazer para encontrar a cura para essa situação? Duas soluções temos convicção de que poderiam evitar que novas tragédias aconteçam novamente.
Uma seria uma rigorosidade maior da justiça, através de Leis Justas, execução completa das penas e a implantação da pena capital, pelo menos por um período. Para dissuadir o crime, a punição deve ser pronta e certa. Os recursos devem ser focados nesse objetivo, buscar a recuperação dos primários e praticantes de crimes leves e, já os reincidentes e criminosos de série, que cometeram um número desproporcional de crimes, incluindo o assassinato, aplicação da pena de morte. É hora de usar todos os meios jurídicos disponíveis, incluindo a pena de morte, para proteger os "cidadãos respeitadores da lei".
Immanuel Kant disse que “uma sociedade que não está disposta a exigir a vida de alguém que tenha tomado a vida de outra pessoa é simplesmente imoral”. Então, quando o sistema jurídico funciona e quando se consegue comprovar que alguém cometeu um crime tão hediondo, nós, como sociedade, temos o direito de tirar a vida dele? Acho que a resposta é claramente ‘sim’. E eu estou com Kant e digo que é imoral achar que não.
A Convenção Batista do Sul (SBC), em uma "Resolução" de 13 a 14 de junho de 2000, em uma reunião que ocorreu na Flórida, declarou o seguinte: "Portanto, fica RESOLVIDO, que os mensageiros para a Convenção Batista do Sul ... apoiem o uso justo e equitativo da pena de morte pelos magistrados civis como forma legítima de punição para os culpados de assassinatos ou atos de traição que resultem na morte".
Parmatmananda Saraswati, coordenadora do hindu Dharma Acharya Sabha, em um Artigo intitulado "Capital Punishment: Time to Abandon It It?", publicado no Hinduism Today, edição out/nov/dec de 2006, escreveu o seguinte: "A pena de capital é permitida sob a tradição hindu. Lord Rama é a encarnação do dharma, mas ele matou o rei Bali, que roubou a esposa de seu próprio irmão ... Às vezes eu sinto que os crimes de hoje são ainda mais atrozes do que no passado. A pena de morte, se sancionada pelas escrituras, deve continuar".
O filósofo e teólogo medieval Tomás de Aquino na “Summa theologiae” discorreu sobre este ponto com muita clareza: “Portanto, se alguém for perigoso para a comunidade e subvertendo-a por algum pecado, o tratamento a ser recomendado é a sua execução para preservar o bem comum ... Portanto, matar um homem que retém sua dignidade natural é intrinsecamente mau, embora, pode ser justificável matar um pecador, assim como é matar uma besta, pois, como Aristóteles assinalou, um homem maligno é pior do que uma fera e mais prejudicial.” Aquino está dizendo que, em certos contextos, um ato mau ato (matar) pode se transformar em um ato bom (matar para reparar a violação da justiça feita a pessoa morta, e matar a pessoa que perdeu sua dignidade natural, matando).
Outra seria a liberação da propriedade e porte de armas. Também devemos lembrar que os tiroteios em massa só acontecem pela facilidade com que a os marginais têm acesso a armas automáticas, inclusive algumas de uso exclusivo das Forças Armadas, portanto, devemos nos esforçar para prevenir o ingresso dessas armas em nosso país. Vejam o que aconteceu nos Estados Unidos, no dia 28 de fevereiro de 1997, dois criminosos armados com fuzis automáticos AK-47 entraram no North Hollywood Bank da América, roubaram mais de US$ 300.000 e, ao tentar fugir, foram interceptados por policiais armados com revólveres 38 e pistolas semiautomáticas 9 mm. Aconteceu uma batalha, em que centenas de tiros foram disparados tanto pelos ladrões quanto pelos policiais. Em certo ponto, percebendo que os ladrões tinham vantagem de armas, alguns policiais foram a uma loja de armas próxima, onde conseguiram rifles semiautomáticos AR-15 e munições. Logo aos primeiros disparos dos agentes, o tiroteio chegou ao fim, pois os assaltantes se renderam. É exatamente isso que ocorre em nosso país, sendo o pior não existirem AR-15, nas poucas lojas de armas que ainda existem, mas para os marginais não faltam armas automáticas.
Com a liberação do porte de armas, certamente não poderemos garantir que as pessoas estejam totalmente protegidas. Mas, como ponto de partida, garante ao cidadão a possibilidade de uma reação para proteção da sua vida e dos seus familiares. Essa solução, insistamos, somente terá valor se for associada ao treinamento e licenciamento obrigatórios, juntamente com normas de armazenamento seguro das armas. Este treinamento não deve ser um único. Os proprietários de armas deveriam ser obrigados a atualizar regularmente seu treinamento e renovar suas licenças, com exigências pelo menos tão rigorosas quanto as que regem a renovação da carteira de motorista.
Acredito que a propriedade, a posse e o uso de armas são necessários para os cidadãos em nossa sociedade. Individualmente, é provável que nunca haja a necessidade de disparar uma arma. Mas, se a necessidade surgir, as circunstâncias são tão terríveis que ter acesso a uma arma será de vital importância. Provavelmente será um salva-vidas.
Eduardo G. Souza.
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