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Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O QUE É DISSONÂNCIA COGNITIVA?

Dissonância Cognitiva é um termo usado em psicologia para descrever o sentimento de tensão experimentado por uma pessoa quando ela crê em duas crenças conflitantes. Quando isso acontece, a pessoa se sente desconfortável e tenta descobrir uma maneira de conciliar as crenças, para elas não parecerem mais conflitantes e aliviar o seu desconforto. A dissonância é mais provável de acontecer principalmente sobre a ideia que possuímos de quem somos. Para melhor explicar esse conceito, seguem-se alguns exemplos de situações que introduzem dissonância cognitiva.

- Uma pessoa acredita ser inteligente, moralmente irrepreensível e/ou muito competente, mas comete alguns erros crassos que indicariam o contrário.
- Uma pessoa possui um vício, reconhece que o comportamento é prejudicial, mas quer continuar a fazê-los. (fumantes, jogadores compulsivos, alcoólicos, etc.)
- Um vendedor que têm de vender um produto que não confia particularmente, mas têm necessidade de exagerar sua qualidade para vendê-lo ao cliente.
- Uma pessoa que tem de conciliar sua crença religiosa, em confronto a sua formação científica.  
- Uma pessoa que tem de conciliar eventos históricos de sua religião, contrários a preceitos e valores morais e sociais que assimilou em sua sociedade.
- Uma pessoa que tem de conciliar sua fé em um Deus todo poderoso, bondoso e amoroso, mas que permite tanto sofrimento aparentemente desnecessário aos fiéis e as pessoas no mundo.
- Uma pessoa que têm de conciliar sua fé em um Deus todo poderoso, uno ciente, bondoso e amoroso, mas que usa meios terríveis para punir os homens, e comete atos falhos, pois os livros sagrados relatam ter Deus se arrependido de suas ações. 

Podemos observar a Dissonância Cognitiva, especialmente em Filmes e Livros, onde muitas vezes os autores introduzem o auto conflito para enriquecer o enredo, discutir e confrontar valores e comportamentos definidos socialmente, colocando em cheque as premissas de certo ou errado, e dar aos personagens justificativas para algo chocante que façam, ou para um final inesperado.

É possível identificar a Dissonância não somente por meios comportamentais, ela apareceu em exames de ressonância realizados pelo Dr. Drew Westen(1), que mostraram que quando uma pessoa está experimentando a dissonância, os processos de atividade cerebral (pensamento) são sobrecarregados e alterados e quando o paciente começa a reduzir a dissonância, os centros cerebrais que registram o prazer se ativam, e os processos de atividades (pensamento) são aliviados.

O problema é que um meio de aliviar a dissonância é utilizar o viés e ignorar as provas que impedem a descoberta da verdade ou a resolução do problema. O paciente tenta encontrar uma resposta para seu conflito, negando os indícios que podem construir a verdade ou negar a irrealidade.

Sendo um processo muito particular e pessoal, quando uma pessoa está experimentando a dissonância cognitiva é muito difícil outra pessoa interromper o processo. As tentativas de outra pessoa de interromper o processo resultarão na intensificação do processo e na determinação da pessoa que está experimentando a dissonância intensificar e continuar tentando reconciliar a dissonância.

Leon Festinger(2) realizou uma das primeiras experiências para criar condições que induzissem com segurança a dissonância. No experimento, os sujeitos foram instruídos a realizar tarefas chatas. Depois disso, alguns deles receberiam pagamento se conseguissem influenciar outros a participarem do experimento. Alguns sujeitos receberiam um pagamento de vinte dólares, outros um pagamento de um dólar e alguns não receberam a oferta. Quando solicitados a avaliarem a tarefa, o grupo que receberia um dólar declarou ser a tarefa altamente difícil, muito mais do que o grupo que foi pago vinte. O grupo que recebia vinte dólares tinha uma óbvia justificação externa para seu comportamento, mas aqueles que eram pagos com menor valor tinham que internalizar a falsidade de seu comportamento. As pesquisas teorizaram que o grupo de um dólar não acreditava ter justificação suficiente para mentir sobre as tarefas, de modo que foram forçados a mudar sua atitude para aliviar o estresse. O experimento concluiu que os sujeitos que receberam vinte dólares acreditaram genuinamente que as tarefas não eram tão desagradáveis.

Outro experimento semelhante foi feito por Elliot Aronson(3), onde dois grupos foram escolhidos para participar de um treinamento para realização uma tarefa. A tarefa era chata e desinteressante, mas aqueles que tiveram um treinamento mais duro sentiram-se mais comprometidos com a execução da tarefa do que aqueles que tiveram o treinamento mais fácil. Leon Festinger havia afirmado que: "chegamos a amar o que sofremos por ele".

Carol Tavris(4) e Elliot Aronson (o pesquisador citado acima) escreveram um livro sobre este assunto chamado “Mistakes Were Made (But Not By Me)” [Erros foram feitos (mas não por mim)]. Tavris e Aronson afirmam que as pessoas costumam tratar os erros como "batatas quentes": ficam loucas para se livrarem deles, mesmo que isso signifique jogá-los em mãos alheias e provocar queimaduras nos outros. Por que justificamos crenças tolas.  

Em uma entrevista, Carol Anne Tavris foi perguntada se a Dissonância Cognitiva se manifestava na crença religiosa, e a seguir resumos sua resposta:
“P: Existem pessoas religiosas que não exigem prova de suas crenças, é uma forma de aliviar sua dissonância cognitiva?”
“R: Quanto mais importante uma crença particular é para nós, mais fortemente vamos ignorar ou rejeitar evidências sugerindo que estamos errados. A religião é fundamental para muitas pessoas, é o significado e o propósito de vida. Este tipo de crença será defendido a qualquer custo. Um exemplo evidente da não confirmação do dogma que cria a Dissonância Cognitiva, é a teoria Evolucionista x a Criacionista. A maioria das pessoas religiosas quando são ameaçadas pela evolução científica, acham uma maneira de ajustá-la às suas crenças, mas alguns fatos científicos não podem ser enquadrados em suas crenças, então vai esforçar-se para tentar refutar a evidência científica ou tentar desconhecê-la. Estudantes da Teoria da Dissonância Cognitiva prediziam que quanto mais as pessoas se tornariam mais religiosas, mais sua fé seria fortalecida. O que a maioria das pessoas faz não é perder sua fé em Deus, mas reduzir a dissonância dizendo que Deus é responsável pelo Bem no mundo, os seres humanos são responsáveis ​​pelo Mal ou Deus está testando a fé. A resposta cristã à pergunta: Como Deus pode permitir que um enorme sofrimento acontecesse a um crente? É acreditar que é para testar a sua fé. Qualquer coisa que não é consoante com a crença em Deus é reinterpretada para torná-la consoante. Por exemplo, após um terrível desastre, os sobreviventes dirão algo como ‘Deus estava cuidando de mim’, mas omitindo o fato de que Deus então não estaria olhando para as outras pessoas que morreram.”

As pessoas passam a sofrer severamente de dissonância cognitiva quando decidem submeter suas crenças religiosas ao mesmo tipo de critério e embasamento que usam para decidir o seu dia-a-dia. Então alguns descobrem que não podem mais acreditar no Deus da sua religião, e eliminam a dissonância. Eu sei que é provavelmente muito difícil convencer qualquer cristão de que o Deus judaico-cristão não é racionalmente viável, mas o que podemos fazer é, através do uso da discussão racional, apontar a fraqueza em seus argumentos e princípios, e demonstrar que seus argumentos tendem a Introduzir a dissonância cognitiva em sua mente.

As pessoas usam diferentes critérios de raciocínio com base no contexto da situação. Eles são chamados de “Esferas” quando o conceito é aplicado a um grupo e "Compartimentalização" quando aplicado a um indivíduo. Este conceito é discutido por Stephen Toulmins em "Introdução ao Raciocínio" e por Richard D. Reinke e Malcom O. Sillars em "Argumentação e Tomada de Decisão Crítica". A diferença nas esferas e compartimentos pode ser vista muito bem ao comparar Raciocínio Científico, Raciocínio Legal, Raciocínio Religioso, Raciocínio Artístico e Raciocínio Empresarial. Estou certo de que estas não são todas as esferas que podem ser identificadas, mas são úteis para esta discussão. A diferença entre elas é o peso que cada um coloca nos tipos de evidências e princípios que fundamentam os critérios de raciocínio. Muitas vezes um tipo de raciocínio tomado fora do contexto e aplicado em outra esfera ou compartimento é falho. Por exemplo, um tipo de evidência episódica usada no raciocínio jurídico, seria errado quando aplicado à ciência, assim como o testemunho de crentes religiosos, não prosperaria quando aplicado ao raciocínio jurídico. Esses critérios deslocados geram maus raciocínios e podem ser usados ​​para justificar conclusões ruins. No entanto, ao comparar os princípios em que as conclusões são cunhadas, não é tão fácil justificar conclusões ruins. Por exemplo, o conceito de evidência é fundamental para todos os tipos de raciocínio, mas o tipo de evidência não é. No entanto, se dissermos que as evidências necessárias para justificar a crença cristã não são suficientes para justificar a muçulmana, hindu, judaica, etc., então o princípio rompe e podemos dizer que a conclusão é falha.

Quando falamos de 'fatos embaraçosos' na Bíblia, entramos na discussão se eles são ou não úteis para construir um caso de autenticidade. O argumento é, ao incluir os "fatos embaraçosos" na Bíblia, isso dá autenticidade a eles?

Neste ponto alguns devem estar questionando o que seriam esses ‘fatos embaraçosos’ na Bíblia, não é o objetivo do texto elencar e discutir todos os ‘fatos embaraçosos’ do livro que fundamenta a fé judaico-cristã, sequer acrescentar argumentos para discutir a autenticidade desses ‘fatos embaraçosos’ ou da Bíblia. Mas, para ilustrar o contexto vamos apenas apresentar um desses ‘fatos embaraçosos’...

Teria o Deus bíblico criado tudo, inclusive o homem, ainda segundo a crença bíblica, ele é Onisciente - aquele que possui todo o conhecimento; Onipresente - aquele que está presente em toda parte; e Onipotente - aquele que pode todas as coisas, de forma completa e plena. Então para ele não existe passado, presente ou futuro, e ele tudo sabe, concordam? Mas, a Bíblia relata que o Deus Bíblico, dada a iniquidade e falta de fé do homem, pretendia eliminar toda forma de vida do planeta, pois arrependeu-se de ter criado o Homem...
“5 E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
6 Então ARREPENDEU-SE o SENHOR de HAVER FEITO O HOMEM sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.
7 E disse o SENHOR: DESTRUIREI, DE SOBRE A FASE DA TERRA, O HOMEM QUE CRIEI, desde o HOMEM até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; Porque me ARREPENDO de os HAVER FEITO.”
GÊNESIS. 6: 5 a 7
(Grifos nossos)
Mas, Noé “achou graça aos olhos do Senhor”, e o Deus Judaico-Cristão resolveu salvá-lo e a seus filhos, então resolveu orientá-lo a construir uma arca é salvar um casal de animais de cada espécie, bem como Noé e sua família.

Como poderia um Deus que tudo sabe e tudo vê, sem considerar-se a cronologia temporal, não saber o que sua criação iria fazer, e arrepender-se de haver criado o homem?

É melhor aceitar que quanto mais longe o evento, mais cresce a possibilidade de duvidar-se da sua veracidade, e que é mais consistente com a criação de uma lenda, do que da autenticidade histórica, considerando não sabemos com exatidão quando e onde a escrita surgiu. Mas é quase certo que os primeiros registros escritos ocorreram praticamente na mesma época no Egito e na Mesopotâmia, por volta do ano 3500 a.C., então podemos considerar que o registro escrito da história dos hebreus somente aconteceu após a saída do Egito. Assim, podemos inferir que a história contada na Bíblia, em grande parte, foi transmitida oralmente, e diz a sabedoria popular: “quem conta um conto, aumenta um tanto (ou um ponto)”! A contradição é óbvia, a dicotomia entre o fato narrado e os atributos do Deus bíblico é patente, gerando a dissonância cognitiva... Mas, na dúvida, muitos adotaram o viés de culpar as traduções e os tradutores, ou procurando outras explicações menos convincentes.

Gostaria de enfatizar que os argumentos para garantir a autenticidade desses ‘fatos embaraçosos’, não contribuem de forma positiva, mesmo que não sejam necessários, pois não são necessariamente suficientes para garantir a veracidade dos fatos bíblicos narrados. O inquérito histórico exige que se leve em consideração todas as variáveis. Não apenas as alternativas plausíveis, mas também aquelas que não são muito fortes. Mas, no inquérito histórico de nada valem as opiniões, uma vez que elas são argumentos sem sustentação científica. As respostas devem partir dos dados e fatos contraditórios, da análise isenta e do confronto irrefutável desses dados e fatos. As respostas não podem ser baseadas em opiniões hipotéticas, mas do que consta irrefutavelmente dos registros.  


Muitos poderão argumentar que o exemplo que eu apresento para construir meu caso é falho, ou seja, as alternativas que estou usando não são muito fortes. Talvez baseados em argumentos hipotéticos tentes desconstruir o meu raciocínio. Não reivindico baseado nas contradições elencadas, ter a verdade ao meu lado. Neste caso, eu não usei esse exemplo para declarar que estou certo, usei-o simplesmente como o exemplo de uma dissonância cognitiva que é irrefutável.

Portanto, não pretendo discutir o comportamento do Deus bíblico e a sua existência, nem, tão pouco, se a bíblia registra fatos históricos ou lendas de um povo.  

Na verdade, acredito que meu objeto de ter sido alcançado, esclarecer o que é dissonância cognitiva, porque ela existe e como se apresenta.

Agora cabe as pessoas, simplesmente decidir se continuaram entre as paredes desses compartimentos, ou vão identificar e eliminar esses argumentos de viés, porque elas não serão convencidas por ninguém de outra forma. Pois como disse anteriormente - Sendo um processo muito particular e pessoal, quando uma pessoa está experimentando a dissonância cognitiva é muito difícil outra pessoa interromper o processo.

Eduardo G. Souza

(1)  Drew Westen é professor nos Departamentos de Psicologia e Psiquiatria na Universidade Emory em Atlanta, Geórgia. Bacharel em Artes na Universidade de Harvard, Mestre em Ciências Sociais e Políticas na Universidade de Sussex (Inglaterra), e Doutor em Filosofia e Psicologia Clínica na Universidade de Michigan. Sua pesquisa acadêmica abrange diversas áreas, a maioria focada na avaliação, classificação e diagnóstico de transtornos mentais em adultos e adolescentes, com especial ênfase nos transtornos de personalidade, embora também tenha feito pesquisas sobre transtornos alimentares, processos inconscientes, desordens de humor, processos psicológicos subjacentes à capacidade ou incapacidade de manter relações íntimas, apego, antropologia psicológica, neurociência social e afetiva, e uma série de outros tópicos. Publicou mais de 200 trabalhos de pesquisa científica em psicanálise, tentando integrá-la à psicologia empírica, psiquiatria e neurociência, grande parte do trabalho teórico de Westen tentou unir perspectivas, particularmente cognitivas, psicodinâmicas e evolutivas.
(2)  Leon Festinger (8/05/1919 – 11/02/1989) foi psicólogo e se tornou famoso pelo desenvolvimento da Teoria da Dissonância Cognitiva. Bacharel em ciência no City College de Nova Iorque, recebeu o título de Ph.D. na Universidade de Iowa. A teoria de Festinger da dissonância cognitiva trata das consequências psicológicas de expectativas não confirmadas. Um dos primeiros casos publicados sobre o tema é descrito no livro When Prophecy Fails (Festinger et al. 1956). Festinger e seus colegas leram uma nota num jornal local intitulada "Prophecy from planet clarion call to city: flee that flood", onde um grupo de pessoas dizia que uma tempestade de proporções catastróficas destruiria o Planeta Terra. Festinger e seus colegas viram nesse fato algo que levaria o tal grupo a sentimentos dissonantes (divergentes) quando a profecia falhasse. Os pesquisadores se infiltraram, então, no grupo para observar o seu comportamento. Quando a profecia revelou-se falsa, enquanto uma parte abandonou o grupo e a profecia, outra não abandonou suas crenças e, em vez disso, buscou explicações para a sua não concretização, apegando-se mais ainda às suas ideias e fé na profecia. A discrepância entre aquilo em que acreditavam e a realidade transformou-se na base para que Festinger e seus colegas elaborassem a Teoria da Dissonância Cognitiva que é, grosso modo, um descasamento entre as crenças pessoais de alguém e suas atitudes ou a realidade ao seu redor.
(3)  Elliot Aronson está listado entre os mais eminentes psicólogos do século 20, mais conhecido pela invenção da Jigsaw Classroom (sala de aula do jigsaw - uma técnica de aprendizagem cooperativa inventada e desenvolvida por Aronson e seus alunos na Universidade do Texas, usada com grande sucesso como um método de reduzir a hostilidade inter-étnica e o preconceito). Bacharel na Brandeis University, Mestre na Universidade Wesleyan e Ph.D. em psicologia na Universidade de Stanford. Ele também é conhecido por sua pesquisa sobre dissonância cognitiva e seus livros sobre psicologia social, no seu livro “The Social Animal”, ele declarou a primeira lei de Aronson: "As pessoas que fazem loucuras não são necessariamente loucas", afirmando assim a importância dos fatores situacionais em comportamentos bizarros. Ele também foi citado como o cientista que "mudou fundamentalmente a maneira que nós olhamos a vida diária”.
(4)  Carol Anne Tavris é uma psicóloga social americana e autora de inúmeras pesquisas e livros na área de psicologia. Bacharel em literatura comparada e sociologia na Brandeis University e Doutora em Psicologia Social na Universidade de Michigan. O foco mais recente de Tavris é a dissonância cognitiva , a teoria desenvolvida por Leon Festinger e avançada por Elliot Aronson na teoria da auto justificação. Na área legal, as pesquisas de Carol Tavris são vistas por advogados e juízes como de relevância fundamental, sobretudo no que diz respeito à diferença entre o testemunho com base em ciência psicológica real e com base em pseudociência e pareceres clínicos subjetivos.

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