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Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

DEUS NÃO É AMOR, NEM ÓDIO!

O Universo é regido por Leis Naturais, essas leis foram instituídas por uma Inteligência Superior, um Grande Arquiteto, que chamamos comumente de Deus. O equilíbrio vem da dualidade de forças em oposição, escuridão e luz, frio e calor, forças centrifuga e centrípeta, etc., então podemos inferir que em relação ao comportamento humano, existe o ‘bem’ e o ‘mal’, mas, por outro lado devemos entender que todos os opostos são naturais para manter o equilíbrio, e são todos iguais para Deus, pois são os contrastes, são as forças em oposição, que mantém o mundo e o universo em movimento.

Deus não fica feliz quando alguém faz o ‘bem’, nem triste quando algum ‘mal’ é feito por outra.

As pessoas tendem a acreditar que estão fazendo algo por Deus fazendo o ‘bem’, como se o Eterno lucrasse de alguma forma, ou que isso lhe desse algum prazer.

Qualquer que seja a diferença entre os opostos, e há em muitos níveis, todos têm o seu valor, luz e escuridão, calor e frio, etc., tem o mesmo significado e valor para Deus. Já o ‘bem’ e o ‘mal’, são valores humanos, nem sempre o ‘bem’ foi ou é, considerado positivo, como também o ‘mal’, no tempo e no espaço, foi ou é, negativo, aqui se aplica bem a teoria da ‘relatividade’ de Albert Einstein, tudo depende do referencial, ou seja, os valores de um comportamento ou ação podem receber uma categorização de ‘bem’ ou ‘mal’, de acordo com a sociedade e o período histórico em que estiverem inseridos, portanto, os conceitos de ‘bem’ e ‘mal’ são relativos e determinados pelo homem.

Não é uma questão de importância do conceito de ‘bem ou mal’, mas sim de extensões diferentes. Os contrastes naturais são universais, as Leis Naturais que regem as coisas ou forças contrastantes, são válidas em nosso planeta, em nosso sistema, em nossa galáxia e em qualquer canto do universo, no entanto, o valor dos conceitos de ‘bem’ e ‘mal’, não alcança coincidência nem mesmo em nosso planeta.

Deus não pertence a nada cognoscível, nem pode ser concebido existindo em termos do reino ordinário das coisas.

Quando uma pessoa executa uma ação, boa ou má, isso só pode ser feito sem a cooperação do Eterno, da força Divina nele ou da ação das leis da natureza. Pois essa ação é essencialmente humana. Fazer o ‘bem’, para o Ser esclarecido traz a sensação de ‘bem estar’ e felicidade, já fazer o ‘mal’, traz um ‘mal estar’ e remorso. Sentimentos puramente humanos.

Alguém agride verbalmente outro, digamos. Isso acontece dentro da estrutura de um cosmos mantido pelo poder Divino em todos os seus detalhes. Mas, todas as leis naturais continuam a operar, não são afetadas pela quebra de uma lei humana.

Não importa quão sinceramente alguém se esforce para se rebelar contra o Eterno, Deus continua a dar vida e não é ofendido em nada.

Quando a ação humana agride a natureza, certamente pode haver reações a tal ação, por quebrar as leis da vida e do mundo, mas, isso é uma resposta da própria natureza.

Além do mais, uma pessoa pode prosperar mesmo cometendo más ações, de modo que, ao que parece, existe uma indiferença divina as implicações morais das ações humanas. No entanto, as escrituras das diversas religiões falam da ira de Deus ou do fato dele ter se alegrado por algo que aconteceu no mundo dos homens. Então ficamos em dúvida da seletividade dessas ‘Ira’ e ‘Alegria’ Divina, em relação as ações Humanas, pois as escrituras contam castigos terríveis perpetrados contra “pecadores”, que de acordo com nossos valores humanos, cometerem erros bem menos graves que outros “pecadores”.
Nessa linha de raciocínio essa pessoa é muito azarada, pois o “pecado” dela suscitou a ‘ira’ e o ‘ódio’ de Deus, e outros pecadores mais violentos não foram castigados. Os “livros sagrados” tentam corrigir isso afirmando que ele foi punido porque “Deus gosta dele”... Caramba que senso de justiça divina! Este é o tipo de declaração que sugere mais do que afirma.

O que podemos, definitivamente, inferir como resultado das circunstâncias aventadas, é que determinadas pessoas são ‘odiadas’ por Deus! Isso é dedutível do valor dos conceitos, só existe uma contraposição ao ‘amor’, o ‘ódio’, significa da mesma maneira, em uma imagem antropomórfica, dizer, por exemplo, que a natureza também pode ‘amar’ e ‘odiar’. Nós humanos, podemos simplesmente dizer: ‘eu não gosto de alguém’! Mas, em nenhuma hipótese, podemos transmitir esse sentimento ao Eterno.

A natureza, ou Deus, não ama nem odeia ninguém.

Quando eu digo que Deus gosta ou não gosta de uma pessoa, eu realmente estou descrevendo a maneira como Deus se relacionaria com as coisas do mundo. A imagem antropomórfica, no entanto, carece de lógica emocional e racional.

Quando Deus é descrito na bíblia como estando furioso com um fiel e vinculando aos céus sua ira, porque esse fiel “caiu na idolatria”, penso porque essa mesma agressividade poderosa não alcança um dos falsos profetas ou ministros das escrituras que exploram os pobres ignorantes ou incautos em seu nome?

Sinto-me deprimido quando alguém afirma que, por causa das limitações da alma humana e da ignorância humana, os textos das Escrituras, das diversas religiões, têm de usar imagens antropomórficas. Portanto, as distorções surgem quando alguns homens se auto proclamam interpretes desses livros, afirmando sermos todos ignorantes e ele um ser especial iluminado pelo divino, No entanto, a história passada e presente, tem nos mostrado o quanto esses seres especiais são susceptíveis dos erros, que eles mesmos chamam de “pecados”, além de interpretarem as mensagens desses livros, chamados “sagrados”, mas, escritos pelos próprios homens, buscando atender seus interesses particulares, financeiros ou de poder, e levam sociedades a desgraças, violências e até a ‘guerras santas’.

O homem moderno e/ou sábio não consegue aceitar sem discutir esses dogmas e regras comportamentais impingidos em nome de Deus, ele busca respostas sem influência emocional ou de uma fé ortodoxa. Ele usa o maior dom que o Supremo Arquiteto concedeu ao Homem, a ‘Razão’, para encontrar o seu Criador.

Deus não AMA, nem ODEIA, esses são sentimentos emocionais humanos!

Eduardo G. Souza.



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