Liberdade.

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Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O PODER

Desde o início da história da humanidade, o homem foi subjugado pela força ou pela fé. O homem se submeteu ao domínio de outro homem pelo medo, seja o medo da força física ou da força divina. Os mais fortes dominavam pela força física e violência, e os mais espertos pelo convencimento de sua muito próxima relação com a divindade, e sua capacidade de intercessão junto à divindade, pugnando para resolução de seus problemas e perdão dos seus erros. Assim nasceram os Reis e as Religiões que dominavam as massas. 
Na idade média o Poder no mundo estava divido entre os Reis e as Igrejas, ambos lutando pelo poder.
Os Reis pragmáticos usavam a força para dominar e reter o Poder, as Igrejas idealistas usavam a fé para dominar e fazer o Povo obedecê-las, e assim deter o Poder.
Ambos fizeram guerras, torturas, genocídios, assassinatos, corrupção, etc., para ter o poder. Praticaram atos horríveis para garantir o domínio sobre as massas amorfas e ignorantes.
As sociedades evoluíram e alguns homens se rebelaram contra o Poder Monárquico e o Religioso. Revoluções derrubaram Reis e combateram as Igrejas, fortalecendo a figura de um Estado Democrático e Laico. As igrejas se dividiram, criando novas expressões religiosas, mas mesmo divididas não perderam o Poder.
Mas, essas tentativas falharam, pois os Reis foram substituídos por Políticos, e as Igrejas mudaram suas táticas de dominação, e usando o pensamento filosófico, estruturaram o dogmatismo religioso, buscando aproximar a divindade da racionalidade, transformando a divindade em algo mais compreensível ao Homem, estruturando a figura divina em algo mais reconhecível as massas ignorantes, mesmo atribuindo a divindade comportamentos, sentimentos, emoções e valores puramente humanos e alguns até totalmente materiais, e assim criaram uma dependência do homem à divindade, ao mesmo tempo lhe dando uma sensação de proteção, e mantendo o Poder sobre as massas.  
Na nova organização sócio-política o Estado deixou ser o Rei, e ascendeu uma nova casta a política. Hoje o Poder no mundo está dividido entre o Estado dominado pelos Políticos, e a Religião dominada pelas Igrejas. Mas, a luta pelo Poder continua cometendo as mesmas atrocidades, e tentando dominar o Povo seja pela força ou pela fé.
Nessa luta pelo Poder as massas são dominadas, exploradas, enganadas, corrompidas, etc., tudo é válido para manter o Povo subjugado ao Poder Institucionalizado.
E as massas ignorantes adoram ídolos materiais ou imateriais forjados num consenso midiático ou em expressões de fé.
Para pessoas esclarecidas é difícil compreender como as massas podem idolatrar pessoas que são ídolos criados através de campanhas publicitárias, para sustentar e perpetuar no Poder de grupos políticos que lutam por seus interesses. Da mesma forma que as pessoas adoram deuses que na verdade foram criados a Imagem do Homem, com os mesmos sentimentos e emoções que dominam o Homem, e apresentam anseios e comportamentos humanos, e abandonando a racionalidade, defendem interesses obscuros de grupos que lideram e exploram as massas, alguns conduzindo esses povos a guerras santas, causando destruição e muito sofrimento.
Enfim, o Poder trás em si não somente o enriquecimento e o poder decisório, mas a certeza da impunidade e o crescimento do Ego pela adoração e submissão da massa ignorante.
O que esperar do futuro? NADA! Essas duas forças dominam as Sociedades, e nunca farão nada para alterar esse status quo.
Somente um processo educacional sério, afastado dos vieses políticos e religiosos, poderia elevar às massas ignorantes a racionalidade. Professores sem comprometimentos políticos ou religiosos, capazes conduzir um processo educacional que dê a cada um, condições de desenvolvimento de suas capacidades e aptidões, além de proporcionar condições aos educandos de escolherem livremente seus valores e crenças, sem conformações ao Poder Político ou Religioso.
Se isso ocorresse esses dois grupos perderiam o Poder e o Domínio sobre as massas ignorantes e amorfas.
O Homem só será livre quando ele for capaz de entender seu papel na sociedade e seu valor como Ser. Enquanto ele viver sob o domínio da ignorância e do dogmatismo, ele será um escravo do Poder, e sua vida conduzida e dominada por valores instituídos esses Grupos do Poder.
Esses Grupos do Poder instituem regras, Leis e Dogmas cujos objetivos são subjugar e conformar o comportamento e as ações das massas aos interesses desses Grupos, para que possam se manter infinitamente no Poder. 
É óbvio que o Homem, mesmo sendo um Ser Livre, deve se submeter a valores e regras, mas esses valores e regras fazem parte da sua condição humana, e estão encravadas em sua racionalidade e personalidade, valores como a preservação da vida, o respeito da propriedade, a afeição da maternidade, etc., devem ser assimilados pelo Homem e respeitados, sem medo da coesão social.
O Homem Livre e Honesto não precisa de Leis para balizar seu comportamento, sua consciência é suficiente para transformá-lo em um Ser Livre e de Bons Costumes.
Eduardo G. Souza.



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