Liberdade.

Todos os textos publicados nesse blog são livres para serem copiados e reproduzidos.
Porque não existe outra pretensão em nossos escritos, que não seja expressar o nosso pensamento, nossa forma de ver e sentir o mundo, o Homem e a Vida.
Se você acreditar seja necessário e ético, favor indicar a origem e o Autor. Ficamos lhe devendo essa!
Um grande abraço.
Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Conviver com a morte

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Vivendo com a morte.


O conhecimento e as crenças sobre a morte pode ter um efeito profundo tanto na maneira como as pessoas vivem, como na forma como elas abordam a sua própria morte. Por isso é importante analisar em profundidade esta questão.

Levantamos então três questões:

- A primeira questão aborda os efeitos que o conhecimento de que nós morremos tem em nossas vidas. Você já pensou que as crenças que as pessoas têm sobre a morte, afetam o significado que eles atribuem à sua própria vida? Você já tentou imaginar como seria a vida, se ela não terminasse com a morte?

- Dado que nós morremos, podemos examinar como as pessoas, que se encontram perto da morte, vivem o tempo restante. O que você faria se fosse informado estar bem próximo da sua morte? Esse tema ainda possibilita a análise dos fenômenos das experiências “quase-morte”. Você acredita nessas sensações e visões descritas por quem esteve considerado clinicamente morto?

- É, finalmente, importante também examinar como as crenças e as atitudes perante a idéia da morte, afetam a qualidade de morrer. Como você encara o conceito problemático de "uma boa morte"? É importante analisar este conceito em relação à sua experiência individual. O que é “uma boa morte”?


Pare! Pense! Analise! Gostaria de ler suas idéias.

Eduardo G. Souza.
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sábado, 5 de março de 2011

Robert Anton Wilson explica Física Quântica (leg pt)

O que é Física Quântica.


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A física quântica é o estudo do comportamento de matéria e da energia nos níveis molecular, atômico, nuclear, e em níveis microscópicos ainda menores. No início do século 20, descobriu-se que as leis que regem os objetos macroscópicos não são as mesmas regem os microscópicos.
"Quantum" vem do latim que significa "quanto". Refere-se a pequenas unidades de matéria e energia que são previstas e observadas na física quântica. Até mesmo o espaço e o tempo, que parecem ser extremamente contínuos, é possível terem menores valores.


O nascimento da física quântica é atribuído a pesquisa de Max Planck, em 1900, sobre a radiação do corpo negro (A Lei de Planck para radiação do corpo negro exprime a radiância espectral em função do comprimento de onda e da temperatura do corpo negro). Os cientistas então desenvolveram a tecnologia para medir com grande precisão, os estranhos fenômenos que foram observados. As pesquisas de campo foram feitas por Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger, e muitos outros. Ironicamente, Albert Einstein tinha sérias questões com a mecânica quântica e por muitos anos tentou refutá-la ou modificá-la.


No estudo da física quântica, observa-se aquilo que realmente influencia os processos físicos que ocorrem. As ondas de luz agem como partículas e as partículas agem como ondas (A chamada dualidade onda-partícula foi enunciada pela primeira vez em 1924, pelo físico francês Louis-Victor de Broglie). A dualidade onda-partícula, também denominada dualidade onda-corpúsculo ou dualidade matéria-energia, consiste na capacidade das partículas subatômicas de se comportarem ou terem propriedades tanto de partículas como de ondas.


A matéria pode ir de um ponto a outro sem se mover através do espaço físico (O chamado tunelamento quântico). Efeito túnel, em mecânica quântica, consiste no episódio de uma partícula atravessar uma região em que a energia potencial é maior do que a sua energia total, esta barreira é intransponível na mecânica clássica, pois a energia cinética da partícula seria negativa na região. A falta de contato físico pode ser entendida como uma barreira de energia alta demais para o elétron vencer, mas pelas explicações do efeito quântico de tunelamento, parte dos elétrons consegue, não pular, mas penetrar esta barreira. Os elétrons apresentam características tanto ondulatórias como corpusculares, comportando-se de um ou outro modo dependendo da situação específica, a experiência de Young (experiência da dupla fenda) de Thomas Young exemplifica de maneira sensível esta dualidade.


De fato, na mecânica quântica, descobrimos que todo o universo é realmente uma série de probabilidades.

Eduardo G. Souza.


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sexta-feira, 4 de março de 2011

Não há idade para ser feliz.

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Há um objetivo na vida das pessoas mais marcante do que qualquer outro, e quando as pessoas alcançam esse objetivo, elas só se queixam e lamentam. Esse objetivo é viver uma vida longa. Mas como ser feliz na velhice?
Todo mundo quer ter uma vida longa, mas ninguém quer ser velho. Eu sei que há algumas incongruências e truísmos, mas essa é a mentalidade de muitas pessoas quando se trata de velhice.


Mas a velhice não precisa ser um momento de desespero. Pode ser um momento de grande alegria. Pode ser a hora da sabedoria, de aprofundar a percepção sobre o transitório e o duradouro, e do desapego.
Na velhice as coisas que lhe são queridas se tornam mais ricas de beleza, é à hora da busca da espiritualidade, das amizades, da família e, principalmente, do amor. Se uma vida longa é bem vivida, ela acumula uma alegria profunda. Ou seja, se você tem vivido bem, a parte final da vida é rica em experiência e realizações, e tal como uma garrafa de vinho, que é mais valorizada quanto mais velha, sua vida também será rica em valor.


Considere as palavras de Cícero em De Senectute Dialogus(1):
“A melhor armadura defensiva da velhice consiste no conhecimento e na prática das virtudes, que valiosamente cultivadas, após as variadas experiências de uma longa vida, são maravilhosamente férteis, não só porque nunca serão perdidas, nem mesmo no último momento, e também porque é um fator de primordial importância da felicidade, a consciência de uma vida bem vivida e uma memória rica em boas obras é a realização suprema.”
O velho não faz o que os jovens fazem, mas ele faz coisas maiores e melhores. As grandes coisas são realizadas, não pela força, agilidade ou flexibilidade do corpo, mas por um equilíbrio, uma experiência e uma opinião resoluta, de que a velhice não costuma ser destituída, mas, que por outro lado é comum possuí-las em abundância.


Aprendemos com nossos erros. A nossa vaidade diminui à medida que compreendemos o atrevimento de nossa juventude. Para aqueles de nós que aprendemos com as lições da vida, a ambição diminui à medida que envelhecemos. O valor de ter mais coisas é substituído pelo o valor de ter mais amor. Por quê? Pela compreensão de que você não pode levar as coisas com você quando você morrer. Só o amor. Aprendemos com as mudanças da vida a partir do exterior para o interior como o passar dos anos.
É verdade que há muitas pessoas que são infelizes na velhice, reclamam sem parar e para quem quiser ouvir. Portanto, não há garantia de que você sendo velho vai ser feliz. Mas as oportunidades abundam, se você estiver preparado.


Parece-me que as pessoas mais felizes na velhice são aquelas que nunca pararam de fazer o que amam. Eu acho que todos os sistemas do corpo físico conspiram para funcionar de uma forma saudável, desde que o corpo seja um veículo para a expressão da alma. Qualquer negativa desta fórmula é uma negação da vida. E com tal negação a alegria e a vida se esvaem.
Quanto a mim, estou aqui no mundo por causa da expressão da minha alma. E é a minha alma, no seu esplendor, que anima o meu corpo com sua energia. Se eu parasse de cultivar essa energia interior, então ela iria enfraquecer, e com ela a alegria e, finalmente, a própria vida.


Eu estou no meu entardecer agora. À medida que envelheço, se eu continuar com meus propósitos na vida, a alegria que eu sinto não vai desaparecer. Ela vai se desenvolver.
Mesmo com os contratempos, os problemas com a saúde, a perda de amigos queridos e familiares, eu vou em frente na vida, expressando quanto posso o que eu sinto. Pois a vida é para ser vivida intensamente, não deve ser abatida.
Enquanto eu sonhar e realizar, vou ser feliz. E ouso dizer, se eu continuar a viver como agora, serei tão feliz quanto quando eu era jovem.


(1) - DE SENECTUTE DIALOGUS. CATO MAIOR - O DIÁLOGO SOBRE A VELHICE ou, também chamado, CATÃO MAIOR foi escrito quando Cícero contava 62 anos, em 44 a.C.
- “Viventem enim in bis studiis, laboribusque non intelligitur quod senectus obrepat” (aquele que vive, continuamente, no meio de seus estudos e trabalhos não sente que a velhice o atinge).
- "Senescere se, multa in dies addiscentem", (Envelheço aprendendo todos os dias).
- “Ita sensim sine sensu aetas senescit, nec subito frangitur sed diuturnitate estinguitur". (Envelhece pouco a pouco, sem sobressaltos, sua vida não se interrompe de repente, mas se consome e extingue lentamente).

SOLIDARIEDADE NOS DESASTRES, UMA CARACTERÍSTICA HUMANA.

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É um fato infeliz da vida. Incêndios, inundações, terremotos, etc., os efeitos imprevistos da natureza fazem as notícias todos os dias. A recente catástrofe na Região Serrana do Rio de Janeiro, no entanto, foi marcante, e tornou-se mais que uma dessas notícias e está fazendo história. No momento em que as águas começaram a descer as encostas das serras, ninguém poderia ter previsto a devastação recorde, que viria logo a seguir. Desta lição, tivemos que tentar compreender a enormidade do desastre e encontrar formas de ajudar as pessoas afetadas por ela.

A virtude em ação. Muitos de nós experimentamos um forte sentimento de compaixão, um sentimento de aflição, com o sofrimento das pessoas afetadas pela força das águas e prontamente queríamos ajudar. Compaixão, no entanto, é um gesto vazio se não leva à generosidade e à ação. Às vezes é fácil ignorar os problemas dos outros quanto estão distante da nossa comunidade ou quanto o desastre é muito grande para que façamos uma diferença. A tentação de subestimar a nossa capacidade de fazer a diferença, não deve ofuscar nossa responsabilidade, ou o dever, de ajudar os necessitados. Esse senso do dever de melhorar o nosso mundo é a essência da cidadania global, e nos inspira para ajudar os outros, onde quer que vivam.

O que poderíamos fazer desde o dia do desastre? Os grupos especializados de socorro e ajuda começaram a se mobilizar na prestação de assistência as vítimas. A Cruz Vermelha foi, entre os primeiros grupos, a que desempenhou um papel importante na ajuda aos desabrigados. Fornecer água portável, alimentos e abrigo temporário para as vítimas, foi fundamental para prevenir as doenças que podem matar mais que o próprio desastre. As Forças Armadas mobilizaram equipes de médicos de vários Estados para prestar cuidados médicos as vítimas e outros grupos doentes. Então no processo de expressão do verdadeiro senso de solidariedade com as vítimas, buscamos auxiliar na prestação da assistência que iria aliviar o sofrimento e evitar milhares morrer de fome e das doenças que poderiam advir da falta de assistência aos desabrigados. Contamos com alguns Irmãos e Lojas, do Rio de Janeiro e de outros Estados, com muitas pessoas ao redor do Palácio do Lavradio e adjacências que se preocuparam com a situação das vítimas. Estes grupos de ajuda privada forneceram água, comida, material de higiene pessoal, produtos de limpeza e roupas. Mas o fundamental para a operacionalização do socorro foi, sem qualquer dúvida, um pequeno grupo de Irmãos, de Cunhadas da Fraternidade Feminina e dos nossos Sobrinhos DeMolay e Filhas de Jó. Sem o trabalho incansável desse grupo, no Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo e Niterói, não poderíamos receber, separar, organizar, transportar e distribuir as doações.

A experiência serviu, para todos nós que participamos das ações, para pudéssemos desenvolver a compreensão do desastre, tanto em termos de sua magnitude, quanto do sofrimento individual, que ocorre em desastres naturais. Para que pudéssemos compreender e aplicar as virtudes da empatia, compaixão, generosidade e solidariedade na assistência aos necessitados. Para promover a consciência do trabalho em grupo na ajuda e na oportunidade da prestação de efetiva assistência aos necessitados. Gerar e desenvolver a consciência da cidadania global: - o que é, e o que implica ou não em aceitá-la.

A presença contínua, e as atividades individuais e coletivas, para prestar assistência aos que estavam sofrendo com a catástrofe serviram de uma oportunidade de aprendizagem para todos nós. Serviu para explorar nossa solidariedade com os outros que sofrem. Mostrou-nos que a solidariedade é um interesse comum e partilhado. Revelou que nós, como indivíduos, desenvolvemos um interesse comum, partilhado e compartilhado, em ajudar as pessoas quando necessitadas. Revelou nossa capacidade de assumirmos a identidade de um cidadão global.

Essa consciência levou a imaginar-nos na situação inversa. Se fossemos nós as vítimas de um grave desastre natural, como nos sentiríamos?

E finalmente, avaliando o desastre das chuvas, há uma reflexão que transferimos para todos os Maçons: - Os governos têm responsabilidade nos resultados da catástrofe? - Apreciando o desastre das águas, podemos acreditar que os Governos poderiam ter feito algo para impedir a trágica, a perda de vidas ou pelo menos diminuir isso? - Se assim for, por que não foi feito? - Que mudanças vão acontecer por causa dessa catástrofe?


Eduardo Gomes de Souza
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Como saber quando chegou a hora de parar de dirigir?

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Como saber quando chegou a hora de parar de dirigir?

Recebi esta foto em um e-mail, e não pude resistir a tentação de compartilhar com vocês!


É ótima! Não?

Mas também faz pensar em quantas pessoas ainda não descobriram que essa hora já passou, e continuam dirigindo, até colocando a vida de outros em risco.

Um ótimo dia para todos, e cuidado no trânsito!

Eduardo G. Souza.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Diferença entre Psicose e Neurose

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A diferença entre neurose e psicose é provavelmente a primeira abordagem necessária para entender com clareza a doença mental. O paciente psicótico não tem percepção do seu distúrbio de personalidade, enquanto o que sofre de neurose percebe os transtornos mórbidos.


A Personalidade é o que caracteriza uma pessoa, e os distúrbios de personalidade psicóticos, tais como mania de perseguição, paranóia, catatonia, esquizofrenia, transtorno bipolar, autismo, delírios e alucinações primárias, são acompanhados de mudanças de comportamento associadas a uma perda intermitente ou permanente de contato com a realidade.


O que caracteriza o psicótico é a ruptura com a realidade, que ele substitui por uma nova realidade. Esta nova realidade é uma ilusão pessoal e incomunicável.


Durante o último século, o termo psicose incluiu todos os danos cerebrais como, entre outros, a demência ou a intoxicação pelo álcool. Gradualmente, o termo psicose foi excluído da relação das doenças mentais que envolvem graves violações da psique. Hoje, a doença mental não é somente caracterizada por um dano cerebral evidente (isto é, uma grave disfunção do sistema nervoso), mas também por uma mudança da percepção dos acontecimentos cotidianos, capaz de produzir sofrimento e prejuízo na maneira da pessoa existir. O conceito psiquiátrico de psicose não está no sentido comum do termo, que corresponde a qualquer situação de medo a determinados eventos (como síndrome de pânico). Psicose, no sentido psiquiátrico, é equivalente a noção comum de loucura. Psicose são também sintomas psicológicos como episódios delirantes (acessos de delírios que surgem e desaparecem repentinamente). As Psicoses são distúrbios quase sempre graves, porque, em geral, as conseqüências são deficiências permanentes. Pode, em geral, acontecer desagregação familiar, profissional e social. As internações geralmente são necessárias e demoradas.


Transtornos neuróticos são geralmente de gravidade moderada, já que não há uma incapacidade significativa, pois em geral não geram o rompimento do vínculo familiar, profissional e social. A hospitalização raramente é necessária ou razoavelmente curta.


O neurótico sente uma experiência transmissível capaz de produzir sofrimento e prejuízo da sua maneira de viver, ele tem plena consciência dos seus atos, mas não consegue controlá-los, ele sente uma angústia que nunca é de origem externa. Ansiedade, angústia, sentimentos depressivos, idéias com tendência obsessivas, teatralidade, medo, são ocorrências psíquicas normais, mas nos neuróticos elas são exageradamente aumentadas. Mesmo não distorcendo a realidade, o neurótico a negocia, sem perdê-la jamais. Ele procura sempre tentar encontrar soluções para evitar seus medos. Seus sintomas são as formas de negociação.


Lígia e Eduardo G. Souza.
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O Alcoolismo


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A Organização Mundial da Saúde informa que o álcool e responsável por de 4% das mortes no mundo, portanto mata mais do que a AIDS ou a violência.


A OMS, em seu "Relatório Global da Situação sobre Álcool e Saúde", informa que cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem anualmente por causas relacionadas ao alcoolismo. O relatório informa que "o uso prejudicial do álcool é especialmente fatal em grupos etários mais jovens e o álcool é um dos fatores de risco do mundo, levando para a morte principalmente homens entre 15-59 anos". Segundo relatórios da OMS, o consumo de álcool é um fator causal em 60 tipos de doenças e lesões. Pesquisas médicas têm encontrado uma forte evidência de uma relação causal entre o câncer de mama e o uso de álcool.


Segundo a OMS a compulsão para beber é hoje prevalente no Brasil, Cazaquistão, México, Rússia, África do Sul e da Ucrânia, devido ao aumento da população. Na Rússia e Comunidade Européia, a cada cinco mortes uma é devido ao consumo prejudicial do álcool, uma taxa muito elevada. A agência das Nações Unidas registrou que o aumento da renda per capta em países populosos da África e da Ásia, incluindo Índia e África do Sul, tem provocado um substancial aumento nos índices de alcoolismo, o que já é a longo tempo um problema em muitos países desenvolvidos.


O consumo de álcool varia muito, de níveis elevados nos países desenvolvidos, aos mais baixos no norte da África e na Ásia do Sul, por causa das grandes populações muçulmanas que freqüentemente se abstêm de beber.

"Mundialmente, cerca de 11% dos bebedores pesados têm episódios semanais de bebedeiras, e os homens superaram as mulheres por 4 para 1. Os Homens constantemente praticam o consumo perigoso de bebidas em níveis muito mais elevados do que as mulheres em todas as regiões", diz o relatório.


No entanto, as políticas de controle do álcool são fracas e continua a não ser uma prioridade para a maioria dos governos, apesar de a embriaguez ser um pesado ônus sobre a sociedade, com o considerável aumento dos índices de acidentes de trânsito, violência, doenças, abandono de menores e absentismo laboral.

Em reunião realizada com representantes dos 193 países-membros da OMS, todos concordaram que é necessário tentar conter o consumo excessivo de álcool e outras formas de crescimento do uso de álcool através do aumento dos impostos sobre bebidas alcoólicas e restrições mais rígidas de comercialização. Uma das maneiras mais eficazes para conter consumo, especialmente entre os jovens, é aumentar os impostos, diz o relatório. Definir limites de idade para a compra e consumo de álcool, e regular os níveis de álcool em motoristas, também podem reduzir o abuso. Alguns países têm restringido a comercialização de bebidas alcoólicas ou investido no patrocínio da indústria de eventos esportivos.


Segundo a OMS, a maior parte dos Países ainda não se conscientizou da necessidade de usar essas e outras opções de uma política eficaz para impedir a morte, doenças e danos produzidos pelo consumo de álcool.


Eduardo e Lígia G. Souza.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

NUNCA INDIQUE REMÉDIO PARA OUTRA PESSOA.

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NUNCA INDIQUE PARA OUTRA PESSOA O REMÉDIO QUE VOCÊ USOU OU ESTÁ USANDO, E DEU OU ESTÁ DANDO CERTO, VOCÊ PODE CAUSAR GRAVES DANOS A SUA SAÚDE OU ATÉ MATÁ-LA.


Efeito adverso em medicina, é um efeito nocivo e indesejável resultante de uma medicação ou outro tipo de intervenção médica, como uma cirurgia. Um efeito adverso pode ser chamado de "efeito colateral", quando for secundário a um principal ou a um efeito terapêutico. Se o efeito adverso resulta de uma dosagem errada de uma droga ou um procedimento médico inadequado ou incorreto, isto é chamado de “erro médico”. Os efeitos adversos são muitas vezes referidos como "iatrogenia” (1) porque eles são provocados por um médico ou um tratamento. Alguns efeitos adversos ocorrem apenas no início do tratamento, diminuindo ou desaparecendo com a adaptação do organismo. Portanto, efeitos adversos são problemas que ocorrem quando o uso de um medicamento vai além do efeito desejado. Ou ocorrem problemas em paralelo ao efeito terapêutico desejado.


O resultado prejudicial é normalmente indicado por um resultado adverso, como morbidade, mortalidade, alteração no peso corporal, nos níveis de enzimas, perda de funções fisiológicas ou uma doença detectada em nível microscópico. Por exemplo, a heparina (glicosaminoglicano sulfatado) é um fármaco do grupo dos anticoagulantes, que é usado no tratamento da trombose e outras doenças com coagulação, mas pode causar hemorragias, um efeito colateral causado pelo tratamento anticoagulante que vai além do efeito desejado. Outro exemplo são os efeitos colaterais mais comuns do tratamento quimioterápico (2) do câncer, incluindo fadiga, náuseas, vômitos, diminuição da contagem de células do sangue, perda de cabelo e feridas na boca, são exemplos dos efeitos secundários da quimioterapia que ocorrem além do efeito terapêutico desejado.

O resultado prejudicial também pode ser indicado por sintomas relatados pelo paciente.

Os efeitos adversos podem causar uma mudança reversível ou irreversível no organismo, incluindo aumento ou diminuição da suscetibilidade do indivíduo a outros produtos químicos, alimentos, ou procedimentos, tais como interações medicamentosas.

Em ensaios clínicos, é feita uma distinção entre os eventos adversos (EAs) e eventos adversos graves (EAG). Geralmente, quando o evento provoca danos permanentes, morte, defeitos de nascimento ou exige internação hospitalar prolongada, é considerado um EAG. Os resultados destes ensaios são frequentemente publicados e incluídos nas bulas dos medicamentos, para fornecer informações para os pacientes e os terapeutas prescritores.


Os efeitos adversos são particularmente importantes em farmacologia, devido ao amplo, e por vezes incontrolável, uso de medicamentos por meio da automedicação. Assim, o uso de drogas responsavelmente torna-se uma questão importante, pois o uso de uma droga que é contra-indicada em várias situações pode aumentar o risco de efeitos adversos. Os efeitos adversos da automedicação podem causar complicações médicas de uma doença, agravando o quadro clínico do paciente, mascarando seus sintomas e afetando negativamente seu prognóstico. Os efeitos adversos, como os efeitos terapêuticos das drogas, são uma função da indicação e da dose da droga, e os níveis atingidos no destino, nos órgãos onde irá atuar, de modo que os efeitos adversos podem ser evitados ou diminuídos através de cuidadosa e precisa farmacocinética (3).


Os efeitos adversos também podem ser causados por interação medicamentosa. Isso geralmente ocorre quando o paciente não informa a seu médico ou ao farmacêutico todos os medicamentos que está tomando, incluindo ervas e suplementos dietéticos. O novo medicamento pode interagir favorável ou desfavoravelmente com o anterior, e potencializar ou diminuir o efeito terapêutico pretendido. Interações droga-droga, medicamento com alimentos, e com os chamados "medicamentos naturais", utilizados pela medicina alternativa, podem ocorrer, e provocar perigosos efeitos adversos. Por exemplo, o extrato de erva de São João ou Hipericão (Hypericum perforatum), um fitoterápico antidepressivo leve, usado no tratamento da depressão leve a moderada, pode reduzir a eficácia de contraceptivos orais e produz reações adversas como à indução ou inibição enzimática, um aumento do citocromo P450, alterando as enzimas oxidativas que são o componente fundamental do metabolismo hepático dos diversos fármacos, responsável pela de eliminação de muitas drogas do organismo, influencia significativamente a prática clínica, promovendo toxicidade ou falta de eficácia de vários fármacos.
Os fabricantes de medicamentos são obrigados a listar todos os efeitos adversos conhecidos de seus produtos. Quando os efeitos colaterais de uma medicação imprescindível são graves, por vezes o uso simultâneo de um segundo medicamento, mudanças de estilo de vida, mudanças da dieta ou outras medidas terapêuticas podem ajudar a minimizá-los.


(1) Iatrogenia refere-se a um estado de doença, efeitos adversos ou complicações causadas ou resultantes do tratamento médico. Em farmacologia refere-se a doenças ou alterações patológicas criadas por efeitos colaterais dos medicamentos. Embora seja usada geralmente para se referir às consequências de ações lesivas produzidas pelos médicos, pode também resultar das ações de outros profissionais da área de saúde, como psicólogos, terapeutas, enfermeiros, dentistas, etc.

(2) Quimioterápicos são compostos químicos utilizados na quimioterapia, método de tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.

(3) A farmacocinética é definida como o estudo quantitativo do desenvolvimento temporal dos processos de absorção, distribuição, biotransformação e excreção dos fármacos. Nestes estudos, os teores dos fármacos e seus metabólitos (produtos da biotransformação) no organismo são determinados, permitindo a obtenção de importantes dados sobre estas substâncias.

Eduardo G. Souza.

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O analfabeto político.

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“O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Bertolt Brecht


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

NUNCA INDIQUE REMÉDIO PARA OUTRA PESSOA.

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NUNCA INDIQUE PARA OUTRA PESSOA O REMÉDIO QUE VOCÊ USOU OU ESTÁ USANDO, E DEU OU ESTÁ DANDO CERTO, VOCÊ PODE CAUSAR GRAVES DANOS A SUA SAÚDE OU ATÉ MATÁ-LA.


Posologia é o campo da medicina referente à determinação das doses adequadas de drogas ou medicamentos.

A Posologia é uma parte importante da prática médica e farmacêutica, não apenas para os seres humanos, mas também para os animais. É a ciência da determinação e compreensão das doses das drogas, com base em pesquisas e um número enorme de fatores. Em um grau limitado ou extensivo, a posologia é parte dos currículos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia, veterinária, odontologia e outras especialidades biomédicas.
Os medicamentos são apresentados em grande variedade, e têm sido de valor inestimável para a prática da medicina humana e animal. Eles podem curar algumas doenças completamente, ou podem reduzir consideravelmente os sintomas de outras. A questão que deve ser considerada é exatamente determinar, cuidadosamente, a quantidade e a frequência do uso da droga, pois a mesma droga que pode curar uma doença ou melhorar uma função orgânica, pode facilmente matar as pessoas. Portanto, decidir qual a dose certa é extremamente importante, e ao administrar-se qualquer droga, é preciso saber como prescrevê-la adequadamente.


As drogas podem reagir de forma diferente com pessoas diferentes, fatores como a etnia, a idade, o sexo, etc., são importantes nos resultados do uso dos medicamentos, pessoas que tomam as mesmas medicações, ao mesmo tempo, podem produzir respostas diferentes. Quando os farmacologistas tentam criar as diretrizes da posologia para uma droga, consideram em sua pesquisa um grande número de variáveis e casos.

Questões como: - Qual o nível de toxicidade da droga? - Qual a dose adequada para crianças? - Será que outras drogas reagem com a droga, e alterando a dosagem, diminuindo ou aumentando, pode-se reduzir este efeito? - Os resultados do uso de uma droga são diferentes em idosos, crianças ou adultos? - Como os efeitos do peso corpóreo e da dosagem estão relacionados? E muitas outras são consideradas e devem ser respondidas pelos farmacologistas, que devem apresentar as recomendações das doses, antes da droga chegar às mãos de quem vai prescrever ou administrar a droga. Deve-se notar que tanto o estudo destas diretrizes, quanto o desenvolvimento delas fazem parte da posologia.

Uma vez estabelecidas às diretrizes, os médicos devem saber ler e interpretá-las, determinando dentro dessas diretrizes, a dose adequada ao paciente. Por exemplo, pode haver doses mais altas e mais baixas para o mesmo medicamento, cabe ao médico determinar com base nas características e na resposta do paciente, qual a dose que parece ser a correta.

Considerando o elevado número de medicamentos, os médicos nem sempre sabem todas as diretrizes da dosagem de uma droga. Nesses casos eles podem ter acesso às referências, em forma de livro ou on-line, que podem dizer-lhes quais os parâmetros da dosagem para cada indivíduo.

Posologia é uma ferramenta valiosa para a medicina. Ela ajuda a prevenir devastadores acidentes no uso das drogas medicinais e pesquisa para descobrir, com antecedência, as quantidades das medicações que podem e devem ser administradas ao paciente sem risco. Os estudos da posologia buscam informar aos profissionais da área médica exatamente como administrar e qual a dose adequada de um fármaco para cada paciente. Embora o nome não seja muito conhecido fora do campo médico, os operadores da medicina devem respeitá-la como um meio de garantir a segurança dos pacientes e a melhor qualidade de atendimento.


A mesma droga que cura na dose certa, pode matar se ministrada na dose errada.

Eduardo G. Souza.
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NUNCA INDIQUE REMÉDIO PARA OUTRA PESSOA.

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NUNCA INDIQUE PARA OUTRA PESSOA O REMÉDIO QUE VOCÊ USOU OU ESTÁ USANDO, E DEU OU ESTÁ DANDO CERTO, VOCÊ PODE CAUSAR GRAVES DANOS A SUA SAÚDE OU ATÉ MATÁ-LA.



A prescrição apresenta duas tipicidades.

Prescrição de um programa de cuidados de saúde implementado por um médico ou outro profissional de saúde, na forma de instruções que dirigem um plano de cuidados para um paciente individual. A prescrição pode incluir ordens a serem executadas pelo paciente, por um enfermeiro, farmacêutico ou outro terapeuta.

Prescrição de drogas(1), uma droga deve ser disponível apenas com receita médica. No Brasil, o termo "receita" da droga é mais comumente usado. A medicação prescrita é um fármaco licenciado, cujas características do produto são regulamentadas pela legislação, para permitir que a qualidade do produto possa ser obtida e controlada.

Alguns autores defendem que Receita Médica, é o plano de cuidados, escrito por um médico ou outro profissional de saúde. Portanto, muito mais que a prescrição de remédios. No entanto, como os medicamentos estão cada vez mais pré-embalados, são produtos manufaturados, a prática médica se tornou mais complexa, e o alcance do significado da "prescrição" tem sido ampliado para incluir também avaliações clínicas, exames laboratoriais e estudos de imagem relevantes para aperfeiçoar a segurança do diagnóstico ou a eficácia do tratamento.

Como regra geral, a prescrição é usada para determinar as condições que são necessárias para restabelecer o bem estar e a saúde do paciente, e exige os cuidados de um profissional de saúde.

A prescrição tem implicações legais, uma vez que o médico assume a responsabilidade pelos cuidados clínicos do paciente e, em particular, pela monitorização da eficácia do tratamento e da segurança do paciente.

As drogas circulam pelo corpo e entram na corrente sanguínea, se não forem atendidos os padrões mais elevados de controle e dosagem, podem causar dependência, problemas circulatórios, cerebrais e respiratórios, convulsão e vários outros fatores, inclusive podendo levar à morte.


Lembrando que todo medicamento é uma droga e faz mal se usada incorretamente, a automedicação tem sido comprovadamente um sério risco para a saúde e a vida das pessoas.


(1) Droga é qualquer ingrediente ou substância química, natural ou sintética que provoca alterações físicas e psíquicas numa pessoa. As drogas naturais são obtidas em plantas e em minerais, as drogas químicas são obtidas em reações químicas, as drogas sintéticas são fabricadas em laboratórios farmacêuticos.

Eduardo G. Souza.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Alcoolismo


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O alcoolismo pode ser definido como a perda da liberdade de se abster do álcool.

Também pode ser definido como o consumo de uma quantidade maior do que aquela que pode ser metabolizada pelo organismo (cerca de 3/4 litros de cerveja para uma pessoa de 70 kg).


O alcoolismo é, sem dúvida, um fenômeno social: reuniões de família ou nas empresas quase sempre há consumo de álcool, mas quase 90% da população não se tornar dependente de álcool.

Para a OMS "Alcoólicos são os bebedores excessivos cuja dependência do álcool chegou a um estágio onde provoca significativos transtornos mentais, e prejudica as suas relações com outras pessoas, seu papel social e profissional normal, ou que apresentam sintomas prodrômicos(1) de tais conseqüências."

Não há uma categoria social em que predomine o uso do álcool: um homem, uma mulher, um operário, um fazendeiro, um professor, um médico, um estudante.

Estima-se que no Brasil cinco milhões de pessoas que usam o álcool apresentem dificuldades médicas, psicológicas e sociais, e que cerca de dois milhões de pessoas sejam dependentes do álcool.


O Álcool e a dependência psíquica.

O álcool altera o psiquismo do indivíduo (ele é um produto “psicotrópico”(2)).

É um objeto de prazer: o prazer no paladar orgânico, o prazer do grupo, a partilha de uma boa garrafa, os encontros amigáveis, a redução da fadiga, a sensação de bem-estar.

O efeito psicotrópico é encontrado em baixas concentrações de álcool, daí os perigos das chamadas taxas menores (<0,80 g) de reflexos e de condução.


O álcool pode reduzir as inibições pessoais, ele levanta as barreiras psicológicas que tanto nos protegem e nos atrapalham. Após a redução das inibições, o controle das ações da pessoa pode não estar mais sob o controle de sua educação ou status social, levando-a a praticar atos mais ou menos intoleráveis na vida social de todos os dias. Com a queda das barreiras, a pessoa é mais facilmente conduzida à prática do ato sexual.

O álcool pode levar à pessoa a irritabilidade, a começar a rir ou chorar, dançar, cantar, a agressividade, etc.

A sociedade, geralmente, é muito tolerante com esse tipo de "beber" e, geralmente, aceita alguns desvios causados pelo álcool. Em casos extremos, até mesmo algumas irregularidades são toleradas se o sujeito aceitar ser submetido à desintoxicação alcoólica.

O álcool provoca alterações do raciocínio e provoca a logorrhea(3), deixa a pessoa eufórica, pode ativar a imaginação, alterando o que pode ser vivido na realidade.

Acima de tudo, o álcool é uma droga estimulante para os portadores de ansiedade e de depressão.

Durante algum tempo, a "amizade com o álcool", que a pessoa em geral partilha com outros, vai cumprir o papel de droga calafetagem para pequenos problemas, pode melhorar a comunicação, reduzindo a tensão psicológica interna, é uma lua de mel entre o sujeito e o álcool. Só que o individuo será cada vez mais dependente do álcool em nível psicológico.


Dependência física do álcool.

O homem naturalmente produz endorfinas(4) quando ele faz coisas que causam prazer.

Em muitas situações de estresse, a busca de produzir endorfinas "artificialmente" pelo organismo, pode levar as drogas, ao tabaco e ao álcool. Em pequenas doses, o álcool é um bom ansiolítico(5).

Ao contrário das drogas, o álcool é uma substância tóxica permitida. O álcool é comumente difundido em nossa sociedade e faz parte da nossa cultura. O acesso é muito fácil (bares, restaurantes, lojas de conveniências, e o preço é relativamente baixo) e a tolerância do grupo é grande com o alcoólico, pois em geral ele faz você rir.

Assim, o álcool nos faz produzir as endorfinas necessárias para a nossa sensação de bem-estar, facilita o relacionamento com os outros, daí as muitas "garrafas" para curtirmos as ocasiões amigáveis.

No entanto, quando o sujeito se torna dependente do álcool (o que é observado em aproximadamente 10% da população), e aumenta gradualmente o consumo, vai sentir os efeitos tóxicos, o que excede o equilíbrio produzindo a ansiedade. Há uma perda de equilíbrio no comportamento social e em resposta o bêbado cria uma série de arengas produzidas pelo álcool e assume uma conduta imprópria. Assim, o sujeito sob o efeito do álcool perde os seus freios comportamentais, perde o controle sobre si mesmo. Ele não pode mais viver sem beber álcool e é obrigado a continuar bebendo para produzir as endorfinas necessárias para sentir-se feliz.

Quando uma pessoa é viciada em álcool, o álcool suprime o sinal de saciedade, a regulação natural que os limites de consumo normal impõem. Pior ainda, o álcool faz com que a necessidade seja mais intensa e induz o aumento da ingestão de doses que se tornam tóxicas.


Porque é que existe uma variedade de reações ao álcool?

Apesar de extensa pesquisa, não sabemos por que algumas pessoas podem ser vítimas de álcool, enquanto outras nunca apresentam dificuldades.

No entanto, os motivos psicológicos, como preocupações financeiras, solidão, desemprego ou desarmonia em família, são na maioria das vezes a causa do abuso e da dependência.

Os "não bebedores" costumam chamá-los de "desculpas". Pois nem todos os seres humanos recorrem ao álcool para se apoiar nesses eventos.

É por causa desses fatos que a desintoxicação do álcool não deve basear-se em um tratamento puramente psicológico, mas em uma determinação objetiva do nível da sua dependência física ao álcool.



(1) Sintoma prodrômico ou pródromo significa, em medicina, o sintoma que antecede uma doença, tal como o mal estar que antecede a gripe, ou a dor de cabeça (cefaléia) que precede o AVC (acidente vascular cerebral), etc.

(2) Droga psicoativa ou substância psicotrópica é a substância química que age principalmente no sistema nervoso central, onde altera a função cerebral e temporariamente muda a percepção, o humor, o comportamento e a consciência.

(3) Logorrhea é um fluxo excessivo de palavras, prolixidade, transtorno de comunicação resultando em loquacidade incoerente.

(4) Endorfina é um neuro-hormônio endógeno (fabricados pelo próprio corpo). As endorfinas são produzidas pela glândula hipófise e pelo hipotálamo durante exercícios vigorosos, excitamento e orgasmo. Os efeitos produzidos pela endorfina são analgésicos e de sensação de bem-estar.

(5) Ansiolíticos (também conhecidos como tranquilizantes) são drogas sintéticas usadas para diminuir a ansiedade e a tensão. Em pequenas doses recomendadas por médicos, não causam problemas a saúde.

Eduardo e Lígia G. Souza.
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