Liberdade.

Todos os textos publicados nesse blog são livres para serem copiados e reproduzidos.
Porque não existe outra pretensão em nossos escritos, que não seja expressar o nosso pensamento, nossa forma de ver e sentir o mundo, o Homem e a Vida.
Se você acreditar seja necessário e ético, favor indicar a origem e o Autor. Ficamos lhe devendo essa!
Um grande abraço.
Eduardo G. Souza e Lígia G. Souza.

segunda-feira, 15 de março de 2010

ESQUEÇAM TUDO QUE EU FALEI E ESCREVI



Esqueçam tudo que eu falei e escrevi.

 

Várias vezes já ouvimos esta frase. O comportamento humano é caracterizado por uma flexibilidade, que possibilita sua adaptação as mais diversas situações e realidades, que lhes são apresentadas. Porque, sendo uma característica humana a flexibilidade de conduta, cobramos das pessoas um comportamento perene frente às diversas situações que enfrentam em sua dia-a-dia?

Poderíamos pensar em uma racionalidade, que somente seria possível se pudéssemos eliminar totalmente a emoção da personalidade do Ser Humano. Somente um Ser totalmente despido da emoção, poderia manter uma coerência permanente em tudo que fala e escreve. Pois em cada situação que enfrentamos, muitas são as variáveis que formam o cenário e várias são as percepções que temos naquele momento.

Pelo raciocínio desenvolvido, podemos aceitar perfeitamente que o Ser Humano tenha seu comportamento e suas ações pautados pela posição que ele ocupa, em um dado momento, em determinada situação. Não sendo então considerada anormal a mudança de opinião ou comportamento pelo Ser Humano.


E o Homem pode mudar de opinião? Pode em um dado momento, se posicionar a favor ou contra uma situação ou comportamento, e em seguida mudar sua posição em relação a uma idêntica situação?

Certamente esperamos que o Homem tivesse um equilíbrio emocional suficiente, para não permitir que a emoção dominasse o seu comportamento e suas ações, porém não devemos esquecer que os Homens são Seres Humanos e, portanto, seu comportamento é caracterizado pelos mesmos fatores, que determinam o comportamento de todos os Seres Humanos.

Portanto, devemos ter Tolerância com as mudanças dos pontos de vista e opiniões de outras pessoas, pois a flexibilidade é uma característica importante de qualquer personalidade.


Outro aspecto é que, em geral, a sociedade universal não tolera muito “posições fixas” ou imutáveis. O intransigente é considerado “um chato”. A sociedade valoriza aqueles cujos canais de comunicação estão abertos a discussão e as mudanças de opinião.

Assim não devemos estranhar ou criticar alguém por mudar suas opiniões ou comportamento, em função de uma nova situação que está vivenciando. Devemos nos lembrar que, quando temos nossos anseios e expectativas frustrados, a emoção passa a comandar nosso modo de ver e sentir a realidade, e nessa situação é normal negarmos tudo o dissemos e escrevemos. E a frase: “Você vai acreditar se eu te disser que fulano mudou?”, não deve ser vista como uma critica, mas como uma constatação de uma realidade perfeitamente plausível.

Para que possamos conviver em Paz e Fraternidade, é importante procurarmos compreender e aceitar o outro, com todas as suas contradições e idiossincrasias, sempre lembrando que o Homem, antes de tudo é um Ser Humano.

Eduardo Gomes de Souza

SEGURANÇA PÚBLICA DEVER DE TODOS


É um princípio social fundamental, que a primeira missão do Estado é, historicamente, garantir a segurança de todos os cidadãos e lhes permitir viver em um ambiente saudável, onde todos possam ter a chance de evoluir livremente, de acordo com as suas potencialidades. É necessário que os cidadãos confiem no Estado para garantir sua segurança, e tenham a sensação de que aqueles que violam as leis, realmente vão pagar a sua dívida com a sociedade. Que as vítimas obtenham o apoio necessário, que a justiça seja acessível a todos e esteja ao seu serviço.

O Estado deve sempre ter no centro das suas prioridades o bem-estar e à segurança dos seus cidadãos.

Embora as relativas questões de segurança pública e da vida privada, por vezes, possam parecer estar distanciadas, em verdade estão estreitamente interligadas. E nós podemos testemunhar isso em nossa vida quotidiana. Isso explica porque as questões da segurança pública e da justiça são uma grande preocupação para nós.

Questões de segurança estão sempre presentes. A segurança é uma preocupação de longo prazo. Por esta razão, o incremento do planejamento das ações para aumentar a segurança e privacidade é vital para o curto e longo prazo.

A experiência mostrou como é importante continuar a trabalhar em conjunto: Sociedade/Estado, para criação de um verdadeiro espaço sócio-cultural de justiça, liberdade e segurança. Um espaço de justiça, liberdade e segurança não é baseado apenas em medidas legislativas, mas também, e mais importante, na confiança das pessoas de que os seus direitos fundamentais serão respeitados, e sua segurança será garantida. Essa confiança é o princípio fundamental de toda a relação do indivíduo com os Órgãos de segurança.

Na verdade, temos de trabalhar juntos, e em todos os níveis. Isto não pode ser feito sem um forte apoio dos Cidadãos ao Estado.


Atualmente, as diversas partes envolvidas na questão, nem sempre se comunicam, ou não se comunicam suficiente e eficientemente. Isso deve melhorar. Temos que ter um claro e compartilhado projeto com vistas à segurança pública, com uma eficiente investigação e determinação de prioridades, necessidades e limites. Sociedade Civil, Governo, Empresas, Instituições e Universidades, para citar alguns, devem participar das discussões e pesquisar soluções para os diversos problemas relativos à Segurança. Temos de evitar ações de forma isoladas e partir para um trabalho integrado.

Para atingir este objetivo, temos que propor medidas destinadas a encontrar um justo equilíbrio entre a prevenção, a educação dos cidadãos e a repressão. A melhor maneira de prevenir a desobediência envolve educação, mas não é necessário abandonar todas as regras estritamente dissuasivas e austeras de punições, que, afinal, é um grande fator preventivo.

Por isso que defendemos um necessário reforço de justiça para os criminosos e mais direitos para as vítimas. Temos que sempre exigir as mais severas punições para os agressores e autores de crimes violentos, propondo, por outro lado, mais meios para ajudar as vítimas, que poderá ser a adoção de um Estatuto dos Direitos das Vítimas.

Quando os cidadãos tiverem a sensação de estar realmente seguros, que os criminosos estão pagando o preço justo por suas ações e quando o destino das vítimas é considerado como deveria ser, poderemos dizer que um grande passo terá sido dado, e que viveremos em uma sociedade melhor e mais pacífica.

A segurança pública tornou-se uma prioridade importante para as democracias ocidentais e uma grande preocupação para o Estado, Sociedade Civil, Instituições e Empresas. Uma questão importante para o futuro da sociedade é como organizar a sua proteção, integrando os esforços desses atores. Uma maneira para coordená-los é através das suas participações em Fóruns e Conselhos, que visem à regulação da segurança e das suas diferentes atividades, pela discussão e elaboração de um planejamento integrado.


Sociedade, Setor Público, Trabalhadores, Empresas, etc., devem participar de um diálogo para trocar idéias e desenvolver um plano de ação, crucial para que a segurança pública possa satisfatoriamente alcançar seus objetivos. Se cada um dos participantes usar o melhor da sua experiência sobre segurança na formulação das propostas, podemos alcançar políticas mais eficazes e, em última instância, isso significa uma melhor segurança para todos os cidadãos.


Para concluir, gostaria de repetir que não podemos viver sem liberdade e direitos fundamentais, não podemos viver sem segurança.

A confiança das pessoas nos Órgãos de Segurança é fundamental. Não podemos arriscar perder esta confiança. Isto significa que as medidas necessárias para fazer exercer segurança devem ser sempre acompanhadas de salvaguardas adequadas para assegurar a fiscalização, responsabilização e transparência. A proteção dos direitos humanos fundamentais, como a privacidade e a liberdade de expressão, não podem ser olvidados pelos órgãos de segurança pública.

Eduardo Gomes de Souza

VIVER EM GRUPO


Uma das maiores dificuldades do Ser Humano é Viver em Grupo. Submeter suas vontades e colocar acima de sua individualidade as necessidades da Comunidade.


A Sociedade é individualista e competitiva, desde pequenos somos treinados para a competição, a própria vida é uma competição. Por isso temos uma dificuldade muito grande em vencer o egoísmo, a vaidade e a individualidade, e viver o espírito de grupo.

As religiões, em geral, apresentam compensações divinas e graças que serão alcançadas além da vida terrestre, pela prática do compartilhamento de bens e valores com os necessitados. Existe ainda a ostentação social da generosidade vaidosa, interessada e jactanciosa, que é fruto do jogo político, das relações de poder ou de consciências culpadas.

Os valores apregoados pela Filosofia e a Sociologia, não estão associados a essa vida após a morte ou a um jogo de poder e domínio dos necessitados, nem tal pouco a expiação de consciências sobrecarregadas pelo peso da desigualdade social ou pelo acúmulo de riquezas amealhadas de forma ilícita.

O ideário sociológico apresenta o “espírito de corpo” como uma necessidade real e não somente ideal das sociedades humanas, para os Sociólogos essa necessidade do espírito de grupo é valorizado como algo necessário a própria sobrevivência da raça Humana.

Outra lição sempre ensinada pela Filosofia é a valorização do outro. Numa sociedade individualista e injusta, em que os indivíduos são excluídos sem qualquer análise de suas qualidades, potencialidades ou essências, julgados por fatores efêmeros tais como: raça, credo, escolaridade, posição social, etc., os Homens são levados a compreensão da igualdade e da solidariedade como forma correta de comportamento social. E conscientizados de que todos são iguais e Irmãos, filhos da Terra e elevados pelo “sopro divino”.

Vivemos uma época em que essa valorização do espírito de grupo é subjugada aos orgulhos, as vaidades e ao medo. E esse medo é fruto da insegurança, criada pela exclusão de uma parte significativa do grupo social, através do expurgo material e cultural. Hoje parte da comunidade é vítima do pânico social, que aterroriza o indivíduo e o segrega da vida social.


O trabalho da Sociologia é difícil, nossa tarefa é árdua, essa valorização do grupo, para os Homens, deve ir além da visão religiosa ou de marketing pessoal, ela deve ser fruto da transformação da consciência individual. Somente a transformação da personalidade do indivíduo, poderá desenvolver um processo de crescimento pessoal através da força coletiva, que será capaz de transformar o mundo, emergindo uma nova realidade social que leva o sentido de comunidade a transcender ao individualismo, extraindo o verdadeiro sentido do espírito de grupo: “a Solidariedade Humana”.


O verdadeiro Ser Social é capaz de sublimar seu orgulho e sua vaidade aos interesses maiores do grupo social no qual está inserido.

Eduardo Gomes de Souza

terça-feira, 9 de março de 2010

VIVER


Hoje ao acordar percebi o quanto é efêmero o maior bem que possuímos, a nossa Vida.


Como no retroceder de um velho filme, em um turbilhão, imagens passaram em minha frente, fatos e pessoas, cenas e rostos. Trouxeram ao presente sensações de extrema alegria e profundo sofrimento, foram perdas e ganhos, alguns saindo outros entrando, alguns saíram prematuramente, partiram até sem despedirem-se, outros chegaram de surpresa, não eram esperados, mas saindo do nada, apareceram e marcaram de forma indelével essa história, minha vida.


Passamos parte de nossa vida tentando entendê-la, buscamos explicações dos porquês que assombram os nossos vazios. Tentamos buscar no passado entender o que é a vida, mas cada dia esse passado vai ficando mais distante, pois assim como nós, nossa história também envelhece, e quando encontramos algo marcante e significativo, surge o enigma do futuro, e novamente nos encontramos frente a incógnitas indecifráveis, mas mesmo sem entendê-la, nos agarramos ao liame tênue que nos prende a ela e nos afasta da eternidade.

E o que estamos fazendo com ela e dela? Ela é tão efêmera, tão temporária, assim como quando embarcamos, também apeamos, algumas vezes nós que continuamos acreditamos prematuramente, mas o que é prematuro? Como definir o momento certo? Como entender o princípio e o fim, se não conseguimos compreender o momento, esse pequeno espaço de tempo entre eles, que é a vida.


Tomamos grande parte, desse mínimo tempo, em amealhar e conquistar bens, acumulamos e armazenamos muito mais do que realmente necessitamos para ela. E nem chegamos, muitas vezes, a usá-los, nosso tempo é encerrado.

Como viver então? Nossa maior preocupação não é entendê-la? Buscar o porquê dela. Então porque simplesmente não usufruí-la. Mas assim ela não ficaria vazia, sem objetivo e razão? Não é essa a proposta, o que estamos sugerindo é vivê-la plenamente, sorver cada momento que nos é dado a mais, torná-la útil e preciosa, não deixar escapar um momento de torná-la significativa.

Viver sem estar de mal com a vida, procurar sempre o lado bom e positivo dos fatos, procurar a felicidade através da pratica constante da solidariedade e da fraternidade. Porque essa cara feia e esse mau humor? Sorria! Busque a alegria, ela geralmente está em coisas aparentemente simples e não significativas.


Você pode ser feliz mesmo que aparentemente a vida não esteja lhe proporcionando oportunidades, basta você querer, quando tudo aparentemente está dando errado, lembre-se você está vivo, está usufruindo o maior bem que podemos almejar. A Vida! E porque despedaçá-la nutrindo todos esses sentimentos negativos? O ódio, a prepotência, o mau humor, a vingança, etc., são sentimentos que além de tornarem sua vida não significativa, aqueles que nos sucederem verão em você um exemplo de mau caráter, ainda prejudicam a sua própria vida, pois irão destruindo o seu Ser e minando sua saúde.


O Homem nasceu para ser feliz! É só querer, basta cultivar o Amor e a Paz Interior. Liberdade esse é o segredo, liberdade dos preconceitos, dos sentimentos negativos. Ter a capacidade de projetar-se no outro, e agir para com o outro como deseja que ajam com você. Antes de agir, pensar, será que eu ficaria feliz se fizessem isso comigo?


E assim, viver de tal forma que na hora de partir, seja ela considerada prematura ou não, deixe na memória dos que continuarem no caminho, boas lembranças e saudade, pois a pior coisa que poderia acontecer a você é muitos pensarem: - ainda bem que ele partiu!


Eduardo Gomes de Souza

"Essas Mulheres Maravilhosas"


Ontem, 08 de março, comemoramos uma data marcante para todos nós. Esta é a data de celebrar a vida – o Dia Internacional da Mulher – mas também de recordar as realizações de mulheres que vivem ou trabalham na nossa Sociedade, e também das mulheres que participaram da construção de nossa história, que abriram um caminho para nós.


Este é para todas as mulheres - das mais comuns as mais destacadas – um dia para comemorar o bem extraordinário que eles fazem ao mundo e a nossas vidas.


Nossa idéia inicial era capturar histórias e fatos, e reunidos apresentá-los para de uma maneira emocionante marcar essa data tão significativa e marcante. Ela nasceu quando ouvimos dois Irmãos conversando, eles estavam falando orgulhosamente sobre o que suas mães e avós tinham feito, e o impacto que elas fizeram em suas famílias, amigos, colegas e, em verdade, na Sociedade.


Então concluímos que para reuni-los seria necessária uma grande biblioteca de fotografias, documentos e recordações, sobre as mulheres que durante os últimos anos marcaram de forma indelével a história da Humanidade. Histórias têm abundantes, algumas muito bem registradas, de mulheres que viveram e "vivem" para edificar uma Sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana, são reminiscências capturadas com uma simples vista nos momentos mais marcantes da história da Humanidade.


Fizemos este pequeno texto, impossibilitados de apresentar nesse pouco espaço todo o grandioso trabalho realizado pelas Mulheres, mas os episódios estão disponíveis para todos, através das escolas, bibliotecas, em outros locais públicos de informação, mas acima de tudo em um local muito mais importante, em nossa Memória.


Elas são uma fonte fantástica de vida, amor, força e realizações, suas vidas e seu trabalho são um verdadeiro legado para todas as gerações futuras.

Neste texto eu esforcei-me para descrever nossa gratidão a elas, mas parece que eu falhei.

No fim ficou a sensação de que eu não tive capacidade bastante para descrever suas dificuldades, dar-lhes o crédito merecido ou expressar o nosso agradecimento verdadeiro.


Eu tentei falar sobre essas mulheres que montam guarda em nossa vida, nos apóiam, nos encorajam e reforçam o espírito de luta que nos sustenta. Nossas esposas, mães, avós, tias, irmãs, filhas e tantas outras mulheres maravilhosas e fortes que eu não posso nem começar a nomear.


Certamente falhei, mas, sem outro recurso, finalizo buscando palavras que possam externar o que está em nosso coração – e Deus criou a Mulher para dar Vida ao Homem, e ensiná-lo a trilhar o caminho do AMOR e da PAZ! Que Deus abençoe e guarde essas "Nossas Maravilhosas Mulheres".

Eduardo G. Souza.


terça-feira, 2 de março de 2010

Consciência do Ser.

Quem sou Eu? Mas, quem somos nós?




A humanidade não teceu a teia da vida. Somos apenas um segmento dentro dela. Tudo o que fazemos para os outros, nós fazemos a nós mesmos. Todas as coisas estão interligadas. Todas as coisas se conectam.

Compreender o nosso mundo, e seu lugar no mundo é importante. Temos de fazer escolhas que não são fáceis, mas são absolutamente necessárias.

Na medida em que eu ainda estou na caminhada, estou mudando minha direção. Eu mudei desde que comecei a minha caminhada.

A passagem pela Universidade foi, de fato, o momento alto na minha caminhada e carreira. Eu sou professor titular de sociologia (antropologia) e filosofia da ciência, sou um homem voltado para a educação e para a formação dos jovens, pelo que a minha passagem pela Universidade permitiu-me complementar o entendimento da problemática da educação hoje, no mundo. Além de outras áreas de competência da Universidade, que não estão direcionadas apenas para a educação, mas promovem também a preservação e a conservação do patrimônio cultural. Volta-se, a Universidade, também, para a informação, além do debate das questões mais candentes da atualidade. Por isso a Universidade é, e sempre foi, o fórum mais privilegiado para a abordagem dos vários problemas e desafios da Humanidade, principalmente agora no século XXI.

Para dizer quem sou Eu, preciso falar das coisas que me move. Concentrar-me sobre os projetos que estou desenvolvendo. Estou trabalhando e passando algum tempo investigando sobre educação, cultura popular e os produtos dela.

A Consciência é o conhecimento do ser, é o do seu próprio ser. A consciência do mundo não é baseada somente na autoconsciência, pois os Seres são estritamente contemporâneos. Portanto, a consciência universal é o somatório das consciências dos Seres universais. Há um mundo para mim, porque sou consciente de mim, e eu não estou escondido de mim, porque eu tenho um mundo em mim.



Seguindo a partir deste ponto, pode-se afirmar que para se ter uma identidade, é necessária ter existencialmente uma "presença" no mundo. Embora quando a funcionalidade do corpo é reduzida a nada, como em termos espiritualistas, acreditamos que o "corpo" não pode sozinho ser elegível para reivindicar algum tipo de presença na espacialidade. Porque, se ativamente ou não, ele ocupa um espaço material, não essencialmente podemos sugerir que ter uma identidade é ter um corpo. Porém para saber se está no nível da corporeidade imanente ou desincorporação transcendental, o corpo é ainda o ponto de partida em si, e o ponto de retorno a si mesmo. Assim, ostensivamente, sou um Ser! Pois além de uma consciência, um ponto de ser em si mesma, ocupo um corpo que garante a materialização dessa consciência.

“Eu Sou o que Sou”, e não o que Eu ou os “outros” querem que eu seja!



Eduardo Gomes de Souza

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CONQUISTE A PAZ INTERIOR!

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Embora em certos momentos ela pareça inatingível, é possível, sim, ter paz interior. E o primeiro passo é desejá-la, e aceitar a vida tal como ela está, sem impor muitas condições para a felicidade, é uma forma de ficar em paz com você e com o mundo.


Para conhecer os caminhos que levam à paz interior, apresentamos algumas dicas para você descobrir a sua serenidade. Está tudo aí embaixo.

- Respire profundamente.



Quanto mais longa for a respiração, mais você se sente relaxado. Costumamos respirar de forma curta e concentrada na região torácica. Dessa forma, não aproveitamos a capacidade dos pulmões. Para isso, a respiração mais indicada é a abdominal, pelo diafragma. Inspire o ar pelo nariz e expire pela boca.

- Durma.



É importante dormir o tempo necessário para descansar o corpo e a mente. Dormir mal, ou dormir pouco, causa estresse, estafa e afasta o bem-estar.

- Medite e esqueça-se do mundo por alguns momentos.



Reserve diariamente um tempo para descansar a mente. Desconecte-se do mundo e conecte-se a você, ao seu interior. Quem sabe sua paz não está aí, escondida?

- Ocupe a mente quando algum pensamento ruim lhe afligir.



Para ficar bem com você mesmo é preciso, antes de tudo, dominar o pensamento. Afinal, ele tem um importante papel nisso. E se a sua cabeça é a responsável por tirar a sua paz interior, não adianta pensar em não pensar, porque o cérebro não assimila a palavra não. Logo, você continuará pensando. Faça alguma atividade para se distrair. Vale desde fazer palavras-cruzadas, jardinagem, até arrumar a casa ou as gavetas. O importante é não permitir que pensamentos sem importância criem raízes (a sabedoria popular diz: “Mente vazia oficina do diabo”).

- Contate sua espiritualidade.



Independentemente da representação que ela tenha para você, tire um tempo e faça essa conexão com algo além de você, que lhe traz fé e força para seguir em frente.

- Ajude aos outros.



Seja solidário e gentil com quem está ao seu redor, faça um trabalho social. Estatísticas já comprovaram que as pessoas que prestam algum trabalho voluntário têm índice de mortalidade menor.

- Seja positivo.




Compreenda que a forma como você vê o mundo é mais importante do que ele é na realidade. Se você buscar coisas negativas, certamente só encontrará isso. Busque sempre o ângulo positivo de todas as situações.

Você pode não se identificar com nenhuma dessas dicas. Crie, então, a sua maneira própria. O exercício da busca já vale à pena. E se estamos empenhados em ficar em Paz e em espalhar esse Estado de Espírito, o Universo agradece.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

RESPOSTAS ADEQUADAS À VIOLÊNCIA

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A Sociologia e a Psicologia Social exploram a dinâmica problemática da relação entre os sistemas sociais e os indivíduos, com especial referência a adaptação do indivíduo ao meio social. O indivíduo que "se recusa" a aceitar e compreender esses preceitos, muitas vezes encontra na violência uma resposta para sua inadaptação, e essa violência ainda deve ser entendida como relacionada a uma resposta a um grave transtorno de personalidade.

A apregoada e discutível tolerância psicossocial, em presença da violência e da agressão, apresenta a existência de quatro operações discursivas que tentam: “(1) dissimular a violência, (2) atenuar a responsabilidade dos agressores, (3) contrafazer a resistência das vítimas, e (4) culpar as vítimas ou possíveis patologias das vítimas“ (Coates & Wade, 2004). Essas quatro justificativas produzem representações incorretas da violência e ignoram a natureza unilateral dos atos violentos, e procuram minimizar as responsabilidades dos agressores.

No caso de um incidente de violência, procedimentos e responsabilidades devem ser explícitos em uma política de tolerância zero para a violência. Essa política deve abordar uma resposta imediata aos atos de violência. Se uma ameaça iminente de violência ocorreu, específica ou geral, a ameaça não deve ser ignorada, mas, providências devem ser tomadas, sejam elas jurídicas ou institucionais.

Uma vez que um evento traumático ocorreu, a resposta da Instituição Jurídica irá desempenhar um papel significativo no processo de Recuperação do Agressor. Devemos ter sempre em mente que a Justiça é uma Instituição eminentemente Psicoeducacional.

Quando a Instituição Jurídica não é percebida como uma "proteção" em si, e não está pronta para entender e responder às necessidades dos Indivíduos que podem ter sido "vítimas", isso pode causar um trauma adicional. Para satisfazer as necessidades das vítimas, a Justiça deve proporcionar conforto imediato, através de uma resposta rápida, e apoio dos pares, da comunidade social, expresso pela repulsa e crítica ao ato violento.

Distúrbios afetivos são normais e devem ser esperados. Normalmente, a maioria das vítimas vai internalizar (depressão, prevenção e retirada) as respostas emocionais e comportamentais. É importante para o Grupo, ser capaz de tolerar o silêncio quando a vítima precisar de um tempo quieta.

Considerando todos os méritos do modelo de comunidade democrática de nossa Sociedade, vemos a violência como um dos perigos iminentes a este modelo, entre outros, pois a violência poderá afastar aqueles que não estão prontos para conviver em um ambiente violento, onde todos e tudo é ganho no grito e nas agressões psicológicas ou físicas.



Concluindo, nós todos temos testemunhos e experiências de violências em nossas vidas. Nós nos tornamos habituados à violência, consciente ou inconscientemente, a julgar quem está certo e errado em relação à violência. Para entendermos a violência precisamos nos situar em relação a ela e reconhecer, refletir e trabalhar com os aspectos de nossas experiências que são replicadas em nosso julgamento de violência nos outros. Vamos aproveitar a oportunidade para parar e refletir sobre a violência e, como estou sugerindo, aproveitar a oportunidade para fazermos algo sobre ela.

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domingo, 3 de janeiro de 2010

A CULTURA DA PAZ



A Cultura da Paz é um conjunto de valores, atitudes, comportamentos e modos de vida que rejeitam a violência e previnem conflitos, procurando resolver as suas causas profundas, para solucionar os problemas através do diálogo e da negociação entre os indivíduos, grupos e nações (ONU Resoluções A/RES/52/13: Cultura de Paz e A/53/243: Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz).




Para a paz e a não-violência prevalecer, temos que fomentar uma cultura de Paz através da educação, pela revisão dos currículos escolares, para promover qualitativamente valores, atitudes e comportamentos de uma cultura de paz, incluindo a solução pacífica de conflitos, o diálogo, a formação de consensos e atitudes de não-violência.




O Homem pode retirar a sua força para cultivar a Paz partindo de um brilhante valor social, unicamente latente no coração do humanismo: a crença no poder da humanidade para moldar o seu próprio destino através da aplicação dos conhecimentos e do pensamento. Vamos fazer com que o pressuposto implícito de que podemos fazer o bem seja real e, portanto, podemos saber o que é bom para fazer.



As narrativas históricas das religiões têm mostrado que cultura após cultura, século após século, elas têm contribuído e até levado a humanidade e os povos a conflitos violentos, em nome de Deus e da salvação. Lideres Religiosos, intolerantes e arrogantes, têm conduzido, em nome da Divindade, a humanidade a guerras e conflitos generalizados.



Então, quando eu vejo alguém dizer que vai "rezar pela paz", fico muito preocupado, pois o mais importante é Trabalhar para a Paz. Falar sobre a paz. Contar histórias sobre a Paz. Fazer músicas sobre a Paz. Escrever livros, fazer filmes e web sites para construir a Paz. O importante é Trabalhar diuturnamente para minimizar a cultura do extremismo e da intolerância que corrói a Paz. E, acima de tudo, cultivar a todo o momento a Paz.



A Cultura é uma potente forma de trabalhar para a Paz. Mudar as mentes é, em última análise, o mais poderoso mecanismo para mudar as ações e o comportamento dos povos, e construir a Paz.



Paz pela Paz! Vivamos em Paz.

LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE

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A Liberdade, a partir de uma perspectiva existencial, não pode ser separada da responsabilidade. Pois a verdadeira liberdade implica em responsabilidade. No entanto, é comum que algumas pessoas procurem exercer a liberdade tentando evitar a correlata responsabilidade. Embora, às vezes, pareça que estas pessoas possam lograr êxito no presente, no futuro verificar-se uma consequência psicológica. Esta consequência muitas vezes não é muito perceptível, mas que pode expressar-se através da culpa, ansiedade, depressão, ou até mesmo pela ira e agressividade.

Mas a liberdade é responsabilidade. Quando você estiver livre, você estará automaticamente responsável por seu próprio futuro. Para exercer a sua Liberdade implica que você tem que reconhecer as consequências dos seus próprios atos. Você deve assumir a responsabilidade por qualquer situação que esteja vivendo hoje, você não deve culpar outros por aquilo que você não gosta em sua vida. Você tem que tomar suas próprias decisões, para que possa ser responsável pelo seu próprio futuro, e tem fazer isso sem medo das consequências ruins que possam advir. Você não pode ter medo.



Nós devemos ser capazes de aprender com nossos próprios erros e nos tornarmos pessoas melhores. Pessoas Livres, como nós, querem aprender com seus erros, mudar e crescer no processo.

O processo de mudança não começa até que a pessoa aceite a responsabilidade pelos seus atos e comportamento. Este é um dos mais difíceis desafios do crescimento da personalidade. A fim de crescer, a pessoa tem de aceitar a responsabilidade por aquilo que tem feito para contribuir com o meio onde está vivendo. Se você não tem qualquer responsabilidade com os seus atos, então tem pouca capacidade de mudança e crescimento.

Desde que veio luta pelas liberdades que prezamos hoje, incluindo a liberdade de culto, de expressão, da imprensa, na humanidade evoluiu a consciência da responsabilidade civil. Inicialmente essa consciência evoluiu num engajamento da sociedade nesse anseio pela liberdade. Mas posteriormente, essa consciência social caminhou no sentido da necessidade da correlata responsabilidade com a liberdade conquistada. Nunca na história da humanidade tinham sido alcançados tão generalizados poderes para o indivíduo, e nunca antes havia tantas pessoas desfrutando tal grau de liberdade pessoal.

Assim para que a Humanidade possa continuar caminhando na direção da liberdade individual e social, é imprescindível que cada um de nós assuma a responsabilidade de todos nossos atos e ações, sejam eles coletivos ou individuais.




ESTRELAS E SATÉLITES

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Você é uma Estrela ou um Satélite?


As estrelas são corpos celestes que possuem brilho próprio, e com sua luz e calor alimentam outros corpos celestes. Os satélites são corpos que além de não possuir brilho próprio, necessitam de outros corpos celestes para gravitarem em seu derredor.

Assim também são as características da personalidade de algumas pessoas. Existem pessoas que irradiam luz e calor, são brilhantes em suas atitudes e calorosas em suas relações, são capazes de luminar e aquecer todo o ambiente em seu redor. Outras, ao contrário, são como os satélites, além de necessitarem de luz e calor, precisam ainda de outros em que possam sustentar a sua trajetória, são dependentes, incapazes de caminhar sem estar amparados por um paradigma.

Algumas Pessoas são consideradas estrelas, a sociedade as vêm como lideres, e formadores de opinião, mas essas Pessoas são realmente lideres? Quando observamos o comportamento de algumas Pessoas Públicas, sua dependência e submissão ao brilho de outros, ficamos preocupados com essa credibilidade que nossos Lideres possuem da sociedade.



Um Líder deve pautar seu comportamento e suas atitudes em uma consciência adquirida pela sua forma de ver e sentir a Sociedade e o Mundo, não deve ser submisso ou se dobrar a vontade alheia, nem agir sob o comando da vontade alheia. O Líder é um Homem Livre, e os Homens Livres não se submetem a vontade ou pressão de ninguém. Assim tem sido na história de nossa Sociedade, Homens morreram ou foram presos por não se dobrarem ou submeterem ao domínio da opressão e dos déspotas, e hoje não podemos jamais tolerar que algum Líder seja dominado e subjugado a vontade de pseudo-lideranças.

Cada Homem Livre tem que ser um Sol, uma estrela brilhante, e não um satélite a girar em torno de outro, como um parasita se alimentando e vivendo de sua luz e calor.



Devemos envidar todos os esforços para que, através de um processo educacional, possamos dar a todos os Cidadãos condições de brilharem e espargirem suas Luzes.
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